Jornalismo

Postado em June 17, 2009
Categoria: Uncategorized | 5 comentários

Outro dia mesmo estive com uma secretária que, por Deus, era mais jornalista do que eu.

Introibo ad altare Dei

Postado em March 31, 2009
Categoria: Uncategorized | 11 comentários

Minha melhor pose é a com o Ulysses por debaixo do braço.

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Postado em February 25, 2009
Categoria: cotidiano | 7 comentários

assim que tempo me sobrar, vou passar a entrevistar umas personalidades assim, er, pitorescas, como mendigos de direita. []

Les événements m’ennuient

Postado em February 10, 2009
Categoria: cotidiano | 3 comentários

Os dias seguem cheios sem que eu, no entanto, os possa acompanhar com, er, vivacidade. É que eu tenho preguiça. Eu sofro disso. É-me um mal. Agora baixo aqui a cabeça e penso que preciso de alguma cafeína. Pode ser isso. Mas ia falar d’outra coisa. Chega-me daqui um convite (alou) para participar disso a que, vulgarmente, deram o nome de meme – digo vulgarmente porque uma coisa assim é, antes de mais nada, inominável. O protocolo diz que devo pegar o livro mais à mão e ir buscar, na sua página 161, a quinta frase completa, entre pontos. Por sorte tenho cá um bom livro por perto, e a quinta frase da mencionada página, solta, não dá qualquer idéia de sentido: “Vinha de Lisboa.”

Well, ela consta de uma crônica do Sr. Nelson Rodrigues intitulada “A Feia Nudez” [janeiro,1968] do livro A Cabra Vadia. Quem vinha de Lisboa? Uma das obsessões de Nelson: Otto Lara Rezende. Diz o cronista que Otto, ao retornar de Portugal, era mesmo um outro homem: “luzíada da cabeça aos sapatos. Ou melhor: Eça puro.” E continua: “ele próprio parecia alguém expedido do ventre da primeira edição de Os Maias.”

Sei ser costume repassar a brincadeira a outrem, mas não o farei. Pôr links dá muito trabalho, for God’s sake.

 

 

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Postado em January 28, 2009
Categoria: Take me to the place where the white girls dance | 9 comentários

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Postado em January 27, 2009
Categoria: twitter | 8 comentários

Há mulheres que são como D. Hélder Câmara: você diz que quer beijá-la, levá-la para o Caribe, e ela se sai com um “e a fome no nordeste?”

shtunk

Postado em January 20, 2009
Categoria: cotidiano | 20 comentários

Há momentos em que eu me esqueço que meu trabalho é escrever e passo o dia todo a ler desesperadamente essas futilidades da internet. Leio muito, escrevo pouco (mas divirto-me, é verdade). Já vi que falam de fôlego de escritor, e não que eu tenha perdido o meu – é que o ainda não encontrei. Ia vos alertar para a digressão que cometo a seguir, mas este post é todo ele uma digressão, então deixem-me contar que na última semana, num dia desses em que a chuva faz mais que encher rios e acaba por levar automóveis e gentes, e como energia elétrica não se achava lá pelas paragens d’onde resido, pus-me a ler iluminado por velas. Foi um troço tão romântico, pareceu-me, que meus olhos não tardaram a lacrimejar.

Mudando de assunto, sabeis bem que todos nós, homens letrados e bem feitos, estamos fadados ao conservadorismo. Eu, cada vez mais. Já disse que me caso em breve? Eis aí um indício. Mas queria mesmo é falar das tentações que nos acometem no processo. Tenho, por acaso (vejam vocês), uma cunhada que é, como dizer?, uma pequena com atributos impossivelmente lascivos. Para usar uma expressão através da qual me faço entender, é uma Lolita. Nabokov sabia do que falava quando falava de fogo nos lombos. Mas isso não é tudo. Pequenas assim eu encontro no trabalho, na universidade, nos bondes (ah, já não temos bondes?). Mas ela, a minha cunhada, me procura, me liga, me admira. Às vezes chega até mim, usando uma saia acima dos joelhos (pernas brancas), justa, vira-se e pergunta, daquela maneira infantil: “estou bonita, cun?” Não chego a engasgar, sou um bom fingidor, e dou a resposta mais pronta e acabada que ela poderia ouvir: “linda, linda”. Noutras ocasiões, vem até mim, vira-se (adora virar-se) e mostra-me a mais recente tatuagem que mandara gravar na nuca, sob os cabelos. Quer saber se aprovo, e eu nem preciso ler a inscrição para assentir. Ok, eu aprovo.  Por esses dias, quis que eu lhe indicasse um livro. Gosta de ler, a nymphet. (Há um tempo eu emprestei a ela Demian, do Herman Hesse, e ela só quis saber de Herman Hesse por uns dois anos consecutivos. Então, desta última feita, eu não emprestei livros. Antes, apresentei a ela umas boas séries americanas, coisas para preencher o tempo ocioso.)

O que diz a minha noiva acerca de tudo isso? Estávamos assistindo a um filme qualquer em sua casa, ainda outro dia, eu sentado ao meio do sofá e, ao meu colo, as cabecinhas da noiva, de um lado, e a da “cun”, de outro. A noiva olhou-me e comentou, singelamente (consciente do que falava, devo acrescentar): “isso é tudo o que você queria, não é?”

.etc

Postado em January 16, 2009
Categoria: cotidiano | 2 comentários

Sigo lendo de pé no metrô, dormindo em ônibus e escrevendo (140 caracteres por vez) no Twitter (mais ou menos culpem a ela por isso).

Há, aqui nos bolsos, assuntos que pedem textos algo sofisticados, com aquela prosa fleumática que bem conhecem. Mas, a sério, não tenho tido tempo nem paciência. É que eu vou me casar, pomba.

Caiocito, vou desconsiderar a sua opinião acerca de Ortodoxia, pois sim?

às voltas com

Postado em January 10, 2009
Categoria: música | 6 comentários

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Postado em January 8, 2009
Categoria: cotidiano | 2 comentários

# “Cuba usa Hemingway para aparecer” não dava uma boa manchete?

tarde de domingo de um casal ultramoderno (tempos chuvosos)

Postado em January 4, 2009
Categoria: cotidiano | 10 comentários

Eu num sofá a ler blogues (123456…) no laptop e ela noutro, a ler Philip Roth enquanto faz perguntas sobre David Foster Wallace.

“SPE SALVI facti sumus”

Postado em January 4, 2009
Categoria: cotidiano | 6 comentários

Visitei por esses dias a secretaria da basílica cá do bairro onde resido. Não à toa (visita-se à toa uma capela, mas não a sua secretaria): levava comigo um objetivo talhado por exatos 5 anos e 3 meses. A atendente, que a despeito da pinta ao lado da boca não fazia lembrar Marilyn Monroe (e nem poderia), fez-me logo a pergunta objetiva (era mais jornalista do que eu) e respondi-lhe também de pronto, a seco, entrevendo a atividade corriqueira e algo tediosa da minha interlocutora. Mas eu precisava saber mais. Perguntei acerca do carpete, da ornamentação, da música. Ela, sem tirar os olhos do computador (parecia mesmo estar a ler a última encíclica do senhor Joseph Ratzinger, ou Bento XVI, cuja impávida face, dentro de molduras simples, ornava uma das paredes da sala) explicou-me que tais pormenores são responsabilidade dos interessados. Expus o meu entendimento, peguei a lista de documentos a serem dentro de alguns meses entregues, agradeci e me retirei. Ainda que a julgar pelos procedimentos tudo indique uma negociação, ou um negócio sem emoções, deixei a secretaria feliz: caso-me a 10 de outubro (que Deus me ajude).

into the wild

Postado em January 2, 2009
Categoria: cotidiano | 4 comentários

Madrugada aqui e acabo de assistir a esse filme. Christopher McCandless, 23, família não necessariamente feliz embora abastada, recém graduado e leitor de notáveis predileções, doa suas economias,  abandona a casa e tenta, resoluto, viver de acordo com as idéias libertárias de Thoreau, Jack London e Tolstoy: “livre”, à parte da sociedade, retirando o próprio sustento da natureza. Sente-se feliz durante a maior parte da jornada, mas é derrotado por uma verdade cristã (insinuada por um senhor com quem cruza a certa altura da narrativa): a felicidade não é plena quando não é compartilhada. Christopher morre dentro de um ônibus abandonado, envenenado por uma planta à qual recorreu na impossibilidade de caçar. 

after reveillon

Postado em January 1, 2009
Categoria: cotidiano | 4 comentários

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todas essas listas definitivas

Postado em December 31, 2008
Categoria: oh | 12 comentários

Estão todos postando suas listas de 2008, não é? Aí vai a minha de livros (lidos). Sejam práticos: considerem o meu notável e refinado bom gosto e vão ler os que ainda não leram.

Ortodoxia – G.K. Chesterton

The Man Who Was Thursday – G. K. Chesterton

Brideshead Revisited – Evelyn Waugh

Decline and Fall – Evelyn Waugh

Beautiful and Damned – F. Scott Fitzgerald

The Great Gatsby – F. Scott Fitzgerald

Much Obliged, Jeeves – P. G. Wodehouse

A Vida Como Performance – Kenneth Tynan

Franny and Zooey – Salinger

Nine Stories – Salinger

Recordações da Casa dos Mortos – Dostoiévski

O Óbvio Ululante – Nelson Rodrigues

A Cabra Vadia – Nelson Rodrigues

Everyman – Philip Roth

Portnoy’s Complaint – Philip Roth

A Mãe – Górki

A Relíquia – Eça de Queiroz

Extremely Loud and Incredibly Close – Jonathan Safran Foer

On Chesil Beach – Ian McEwan

(Metade de Ulysses conta?)

 

É claro que a ordem de leitura não foi essa e é igualmente evidente que me devo estar esquecendo de alguns muitos (a lista está por demais curta, mas serve ao seu fim ilustrativo).

 

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