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	<title>Sententia &#187; Uncategorized</title>
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	<description>"As paixões tendem sempre a diminuir, enquanto o tédio tende sempre a crescer.” [D’Aurevilly, Jules]</description>
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		<title>da porosidade de certas fronteiras</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 19:37:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Mudei-me (no sentido de deslocamento) de cidade há cerca de duas semanas. Deixei Tucumã, onde moramos (eu e a esposa (n.e.: a minha)) uns poeirentos dezoito meses e agora habito uma nova casa (nova mesmo, no sentido de recém construída) no principado de Ourilândia, onde já havia morado (vide um dos posts anteriores). A distância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mudei-me (no sentido de deslocamento) de cidade há cerca de duas semanas. Deixei Tucumã, onde moramos (eu e a esposa (n.e.: a minha)) uns poeirentos dezoito meses e agora habito uma nova casa (nova mesmo, no sentido de recém construída) no principado de Ourilândia, onde já havia morado (vide um dos posts anteriores). A distância entre um local e outro é de sete quilômetros de estrada ruim e compulsória (não há outra). As coisas ruins e compulsórias da vida.</p>
<p>Aqui na casa nova tenho menos problema com poeira: a rua é “bloquetada” &#8212; asfalto é coisa de gente abastada. É uma vantagem notável se você for considerar que meu laptop da maçã estava amarelo, não obstante meus esforços semanais para mantê-lo limpo (lá na outra casa, a sete quilômetros daqui) e agora está branco novamente, o que diminui o grau de vergonha que me abate sempre que desço para o sudeste (“nossa, ‘tá sujinho, né?”) &#8212; sempre uma experiência de quebra de paradigma porque, bem, o razoavelmente limpo daqui é o imundo de qualquer (mais ou menos) outro lugar.</p>
<p>Por outro lado, aqui, nesta nova casa com quatro banheiros e uma sala imensa (comprei um par de patins para andar de um lado para o outro. mentira) não tenho internet. Minha plaquinha (plaquinha é o modem 3g dos paraenses) não funciona aqui, estou em área de sombra, como dizem, e a sombra aqui é bem grande. Idem para o sinal de telefonia, de modo que o deslocamento do início do texto acaba em isolamento, de certa forma. E como hoje é feriado (dia do evangélico. sim. e corpus christi não é feriado aqui, ou seja) eu preciso ligar o computador, colocá-lo no carro (no banco do carona) e sair para encontrar o sinal, caso eu precise de internet (muito comum). Fiz isso hoje e quebrei a cara porque a cidade inteira está, por acaso (muito comum), em área de sombra hoje &#8212; eu disse que a sombra era das maiores.</p>
<p>Ao Oliver não apeteceu o novo lar. Oliver é meu cachorro.</p>
<p>***</p>
<p>Aquele livro que comecei a escrever uns duzentos anos atrás: não sei, não posso saber. É um projeto da Ordem do Desporto e, portanto, não há obrigações.</p>
<p>Os últimos livros que não li (completamente), embora tenha tentado: ‘Liberdade’ [Franzen] e ‘Nêmesis’ [Roth]. Sobre o primeiro tenho a dizer quase nada a não ser que é um bom livro, linguagem elaborada, conservadora e moderninha ao mesmo tempo, bons personagens e passagens que me fizeram rir por diversas vezes &#8212; não em função de qualquer tom de comicidade, mas pela ironia &#8212; e eu não consegui mesmo assim, deve ter sido falha minha. Sobre o segundo, bem, acho que alguém que não tenha lido todos os livros anteriores do autor, como ‘Homem comum’ e ‘Fantasma sai de cena’, pode aproveitá-lo e percebê-lo mais adequadamente. A mim pareceu qualquer coisa de repetição.</p>
<p>Estou lendo há uns três dias o hype (de nicho) ‘A máquina de fazer espanhois’, do português Valter Hugo Mãe. Agrada-me o que escrevem os portugueses e estou de facto a gostar, apesar de a história reforçar a obsessão da literatura contemporânea com a velhice, com as ‘coisas de velho’.</p>
<p>Ok, não é necessário que me falem da “mensagem”, da, oh, “metáfora”.</p>
<p>Hoje bati com uma edição novinha de Anna Kariênina nos joelhos brancos da esposa. Ela entendeu.</p>
<p>Releio mil coisas entre uma página e outra do livro que estou a ler correntemente, digamos assim. Um dos meus preferidos para reler assim de vez em quando é o Foster Wallace &#8211;</p>
<blockquote><p>A pessoa deprimida estava com uma dor terrível e incessante e a impossibilidade de repartir ou articular essa dor era em si um componente da dor e fato de contribuição para o seu horror essencial</p></blockquote>
<p>&#8211;, que sempre me deixa com a sensação de o estar a ler pela primeira vez.</p>
<p>***</p>
<p>Twitter (/edjr): escrevo pouco e não falo de quase nada do que esteja a acontecer por aí. Acompanho umas 400 pessoas e acho que a maioria é mais ou menos como eu.</p>
<p>Cinema: assisti o último ‘Planeta dos Macacos’ outro dia, no Rio. Algum divertimento. No geral, estou por fora.</p>
<p>Shows: também no Rio fui ver Primal Scream, em setembro. Fazia uns bons anos que eu não via qualquer coisa e fui muito bom. Sexta-feira, 4, vocês podem me encontrar em São Paulo: vou ver o Pearl Jam.</p>
<p>Séries: estou assistindo via cabo à nova temporada de Damages, de que gosto muito. Game of Thrones: não sei quando vem coisa nova e já estou no terceiro volume dos livros. Breaking Bad: gosto, gosto, mas só vi até a terceira temporada. Treme: comprei o primeiro ano, assisti uns cinco episódios e, por pura displicência, não terminei (ok, aquela trompetada irrita um pouquinho só).</p>
<p>Ar-condicionado: não vivo sem.</p>
<p>Tapete: a esposa fica bastante brava quando Oliver deixa marcas com as patas sujas e eu sou obrigado, ato contínuo, a varrer a casa inteira.</p>
<p>Vassouras: quis saber outro dia se onde ela comprou essas não tinha para adulto (n.e.: cabo muito baixinho causa dor lombar).</p>
<p>Sofá: compramos um tão, tão grande que estou alugando as partes ociosas.</p>
<p>BlackBerry: mesmo em casa, sempre ponho terno e sapatos (a gravata é dispensável hoje em dia) para ler ou enviar qualquer mensagem. É um aparelho muito sério.</p>
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		<title>pastiche</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 04:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;(&#8230;) e quero dizer desde já que rejeito totalmente o mundo vulgar, acanhado e fundamentalmente medieval de Freud com sua procura inaceitável de símbolos sexuais (mais ou menos a mesma coisa do que procurar acrósticos baconianos nas obras de Shakespeare) e com seus embriõezinhos amargos a espionar, de seus nichos naturais, a vida amorosa dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- p.p1 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 14.0px; font: 11.0px 'Lucida Grande'} p.p2 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 14.0px; font: 11.0px 'Lucida Grande'; min-height: 13.0px} p.p3 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica} p.p4 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica; min-height: 14.0px} p.p5 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; line-height: 15.0px; font: 10.0px Arial} span.s1 {letter-spacing: 0.0px} span.s2 {letter-spacing: 0.0px color: #333233} --><span>&#8220;(&#8230;) e quero dizer desde já que rejeito totalmente o mundo vulgar, acanhado e fundamentalmente medieval de Freud com sua procura inaceitável de símbolos sexuais (mais ou menos a mesma coisa do que procurar acrósticos baconianos nas obras de Shakespeare) e com seus embriõezinhos amargos a espionar, de seus nichos naturais, a vida amorosa dos pais.&#8221; [Nabokov]</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Há mais de um ano fora de Belo Horizonte &#8211; onde estive esta semana e onde senti, não é de se pasmar, saudade desta terrinha chamada Tucumã, no sudeste do Pará. Não é de se pasmar, e com tal afirmação faço cair queixos que antes e por várias vezes me disseram que não, eu não conseguiria viver fora da cidade porque sou “urbano demais”. Não sei o que ser urbano demais significa.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Ser urbano demais significaria não conseguir viver sem o cinza pintado pela poluição oh oh ou sentir a falta insustentável de shoppings? Eu posso lidar com isso. Ademais, faço compras sem precisar estar fisicamente plantado seja lá onde for.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Um ano fora da cidade e eu estou muito bem, obrigado, embora tenha ido parar em Belo Horizonte em consequencia de certas dores toráxicas. Voei cerca de 3 horas num avião-leito, plugado naquele monitor de sinais vitais, tomando soro pelas veias e amarrado numa maca. Notei que meus sinais vitais não pararam sequer um minuto, incrível. (Sobre os barulhinhos emitidos pelo monitor: a eles somada a voz de Thom Yorke, teríamos mais um disco do Radiohead). 658357 exames depois, o diagnóstico puro, simples: estresse. Não há nada de errado com meu coração. Mas bem que eu poderia estar a fazer algum exercício físico (vou seguir o exemplo de um amigo e comprar um Wii).</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>The Social Network: aquela profusão de frases encadeadas numa velocidade que &#8211; ei: falar rápido não configura inteligência.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Somewhere: gosto da Sophia, gosto de Phoenix, gosto de Ferraris, gosto de filmes vagos, tão expressivos quanto fotografias em movimento.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Estou a ler, concomitantemente, Speak Memory, a autobiografia do Nabokov; O Silmarillion, a gênese da mitologia de Tolkien, e The Innocence of Father Brown, Chesterton. Todos fabulosos e excelentes.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Estou trabalhando à beça, com prazer. A realidade corporativa é engraçada, justifica o estereótipo que dela se faz; os chavões são muitos e os hábitos, peculiares. Não há crítica, contudo, a ser feita. Cabe somente e tão somente ao indivíduo evitar a) desligar-se do mundo exterior e b) tornar-se uma espécie de Bartleby sinistro.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Minha esposa leu há pouco Cândido ou o Otimismo e ficou encantada.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Conheci São Félix do Xingu há algumas dias; andei de barco e comi peixe (depois de anos).</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Oliver, meu cachorro, está enorme e cada vez mais dócil e amigo, a despeito da ideia que se faz da raça (rotweiller).</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Ler no iPad é-me algo já concreto, mas não me impede de comprar livros tradicionais.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span>Ainda leio quadrinhos &#8211; só Vertigo, basicamente. Sem paciência para DC e Marvel.</span></p>
<p><span> </span></p>
<p>“<span>O fato </span><span>mais inacreditável</span><span> a respeito dos </span><span>milagres</span><span> é que </span>eles acontecem.” [Chesterton]</p>
<p>Páscoa, hein?</p>
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		<title>ah, oi</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 19:28:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<description><![CDATA[Nada me diz o relativismo do tempo, porque, bem, não lhe dou ouvidos. Entretanto, como é assaz persistente, sofro de qualquer maneira os seus efeitos. Não faz sentido, sei bem, mas eu também não quero fazer sentido ao final do expediente numa terra onde o inverno é um rumor. A gente faz muito mais sentido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada me diz o relativismo do tempo, porque, bem, não lhe dou ouvidos. Entretanto, como é assaz persistente, sofro de qualquer maneira os seus efeitos. Não faz sentido, sei bem, mas eu também não quero fazer sentido ao final do expediente numa terra onde o inverno é um rumor. A gente faz muito mais sentido no frio.</p>
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		<title>fuck yeah ironia teológica indianista</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 00:17:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Então, tomando uma Coca-cola ao lado de índios kayapós que fumam Derby, aprendi que &#8216;amém&#8217; no idioma deles, o jê, quer dizer &#8216;chuta&#8217;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então, tomando uma Coca-cola ao lado de índios kayapós que fumam Derby, aprendi que &#8216;amém&#8217; no idioma deles, o jê, quer dizer &#8216;chuta&#8217;.</p>
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		<title>Jornalismo</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 01:37:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
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		<category><![CDATA[diploma]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Outro dia mesmo estive com uma secretária que, por Deus, era mais jornalista do que eu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia mesmo estive com uma secretária que, por Deus, era mais jornalista do que eu.</p>
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		<title>Introibo ad altare Dei</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 00:27:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Minha melhor pose é a com o Ulysses por debaixo do braço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha melhor pose é a com o Ulysses por debaixo do braço.</p>
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		<title>Day off</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 17:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Os doutos da empresa, digo, fundação, na qual venho trabalhando no último mês acharam por bem realizarem hoje uma, mais uma, paralisação. Querem reajustes, querem retroativos, e vejam-me dizer que acho o final de ano uma época muito propícia a paralisações e reivindicações do gênero. Fosse eu servidor público, faria o mesmo. Mas como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p>
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<p align="justify">Os doutos da empresa, digo, fundação, na qual venho trabalhando no último mês acharam por bem realizarem hoje uma, mais uma, paralisação. Querem reajustes, querem retroativos, e vejam-me dizer que acho o final de ano uma época muito propícia a paralisações e reivindicações do gênero. Fosse eu servidor público, faria o mesmo. Mas como compartilho com a classe o dia ocioso, dou-me por satisfeito.</p>
<p align="justify">Acordei há umas horas, assisti a dois capítulos de Californication (sei que vocês não conhecem a série, vocês me matam de vergonha) e cá ainda estou afundando em minha cama a ouvir Dave Matthews Band. Tenho muito trabalho a fazer, é preciso dizer, embora saibam todos que eu os não farei por agora, ou nem mesmo hoje. Livros a ler? Montes. Textos a revisar? Baldes. Mas sou de levar a sério esse assunto de dia-de-folga.</p>
<p align="justify">Daqui vi ali na estante a lombada de um Nabokov. Ouviram dizer que uma editora comprou os direitos de publicação e fará novas traduções etc.? Tenho medo, contudo vejamos.</p>
<p align="justify">Minha pequena já sabe o que me dar neste Natal. Ou não o <em>que </em>(que é óbvio), mas <em>qual</em>. Devo ganhar o <em>Breves Entrevistas com Homens Hediondos</em>, do DFW. Sei, conheço as ressalvas. Mas o cara morreu e eu me senti mal por não tê-lo lido antes. O que mais posso dizer?</p>
<p align="justify">&#8212;</p>
<p align="justify"><strong>Yes, we can’t</strong>: quem falar hoje em Obama e Monteiro Lobato na mesma frase é retardado.</p>
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		<title>énoncé</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 13:29:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estamos a passar por uma crise. Estabilidade é o que falta e essa falta nos atormenta. Esses valores sempre tão variáveis. Ontem mesmo um indicador estapeou-me a face: à hora do jantar, não me serviram sequer uma bebida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Estamos a passar por uma crise. Estabilidade é o que falta e essa falta nos atormenta. Esses valores sempre tão variáveis. Ontem mesmo um indicador estapeou-me a face: à hora do jantar, não me serviram sequer uma bebida.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>a ler</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 12:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Melhor que ler blogues portugueses &#8211; que são bons exatamente por lembrar, pelo estilo e pelos trejeitos, o homem do século 19.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://breviario.org/sententia/files/2008/10/reliquia1.jpg" alt="reliquia1.jpg" /></p>
<p align="justify">Melhor que ler blogues portugueses &#8211; que são bons exatamente por lembrar, pelo estilo e pelos trejeitos, o <em>homem do século 19</em>.</p>
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		<title>sardenta</title>
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		<pubDate>Thu, 01 May 2008 03:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.nicewallpapers.info/pics/movies/lost/lost_000.jpg" alt="Kate Austen" height="359" width="470" /></p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 19:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[http://leimprecation.wordpress.com/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://leimprecation.wordpress.com/">http://leimprecation.wordpress.com/</a></p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 04:12:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Estarei ali enquanto resolvo por cá o problema com os spams.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estarei <a href="http://bartlebyetc.blogspot.com/">ali </a>enquanto resolvo por cá o problema com os spams.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>livro-me do livro etc</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Feb 2008 16:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ah, só uma alma terrivelmente laboriosa é capaz de compreender o significado do ócio circunstancial. livrei-me por esses dias do trabalho que me vinha há tempos aborrecendo, e o fiz impertubavelmente; Não se desperdiça um adeus com pessoas com as quais se trabalhou; aos que encontrei pelo caminho  acenei levemente, como naquela música do pearl [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span></span><span>Ah, só uma alma terrivelmente laboriosa é capaz de compreender o significado do ócio circunstancial. livrei-me por esses dias do trabalho que me vinha há tempos aborrecendo, e o fiz impertubavelmente; Não se desperdiça um <em>adeus</em> com pessoas com as quais se trabalhou; aos que encontrei pelo caminho<span>  </span>acenei levemente, como naquela música do pearl jam. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Em casa, posso usar o tempo para as boas ações. Acabo de passar para uma de minhas indolentes irmãs o <em>Nine Stories</em>, do Salinger. É preciso começar por algum lugar, então comecemos por <em>Um Dia Ideal para os Peixes-banana</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> <br />
***</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>E a <a href="http://www.verbeat.org/blogs/larissabueno/2008/01/livro-e-pra-circular-desapego.html">Larissa</a>, lá de Paris, incumbiu-me de, cá em Belo Horizonte, participar do que chamam <em>meme</em>. Este, a despeito de tantos outros aborrecidos, divertiu-me. Intitula-se, ao que parece, <em>Livro-me do livro</em>: eu deveria escolher um livro da minha biblioteca particular, pôr nele um bilhete informando o meu contato e o objetivo da coisa toda, (que é, segundo li, <em>exercitar o desapego)</em> e abandoná-lo em local público. Han, não digo que tenha exercitado<em> profundamente</em> o meu desapego; não escolhi nenhum Waugh ou Chesterton ou Stendhal ou Hemingway, contudo fui generoso: peguei na estante uma edição atual de <em>Tristessa</em> [Jack Kerouac] e uma outra de <em>Mulheres Apaixonadas, </em>de 1979 [D. H. Lawrence]. Com os livros na mochila, saí ao sol.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Tomei um ônibus cá no bairro em direção ao centro da cidade. Pus no canto de um banco a edição de <em>Tristessa</em> e sentei-me num outro ponto, de onde eu poderia ver quem encontraria. Há lugar melhor que um ônibus para se abandonar um Kerouac? As pessoas passavam, impassíveis. Algumas viam e ignoravam. Num certo instante entrou um rapaz com cara <em>de On The Road</em>, mas passou direto. Quem o encontrou foi uma moça, bem arrumada, ainda que não tão bonita, e discretíssima: retirou o livro do cantinho e o pôs dentro da bolsa, sem sequer folheá-lo. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O <em>Mulheres Apaixonadas</em> larguei-o dentro de um táxi, já tarde da noite. A idéia era deixá-lo no cinema (fomos, e minha pequena, assistir <em>Gangster</em>, do Ridley Scott), mas eu me esqueci.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A tarefa passo-a ao <a href="http://gustavonagel.blogspot.com/">Nagel</a>, à <a href="http://vickyvalquiria.blogspot.com/">Evelyn</a>, ao <a href="http://eugostodemandaraspessoassefuderem.blogspot.com/">Caio Marinho</a>, ao <a href="http://dublesdepoeta.zip.net/">Caiocito</a>, ao <a href="http://www.papagaiomudo.blogspot.com/">Gustavo</a> e ao <a href="http://www.dessincronizado.blogspot.com/">Ludovico</a>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Abraço.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title></title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jan 2008 14:27:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Franz Kafka sobre Chesterton: &#8220;Ele é tão alegre que parece ter encontrado o próprio Deus&#8221;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Franz Kafka sobre Chesterton: <em>&#8220;Ele é tão alegre que parece ter encontrado o próprio Deus&#8221;.</em></p>
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		<title>teologia*</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jan 2008 17:09:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Na manhã do último dia 2, primeiro dia dito útil do ano, em que eu saia de casa para o trabalho, perpassou-me o pensamento uma idéia no mínimo curiosa: assumir definitivamente a minha condição de cristão em 2008. Tenho de admitir que em questão de minutos a idéia desapareceu, contudo inda me atormenta, pousando sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="item-body"><span>Na manhã do último dia 2, primeiro dia dito útil do ano, em que eu saia de casa para o trabalho, perpassou-me o pensamento uma idéia no mínimo curiosa: assumir definitivamente a minha condição de cristão em 2008. Tenho de admitir que em questão de minutos a idéia desapareceu, contudo inda me atormenta, pousando sobre os meus ombros, especialmente em manhãs em que acordo otimista – o que é raro. Eu sou um estudioso, já li a Bíblia Sagrada e consulto-a para fins puramente intelectuais, mas e quanto à fé? Ainda não fui capaz de chegar a um ponto de resolução. Meu estado, no que se refere à religiosidade, é de constante inconstância e questionamento. No entanto, meu pensamento jamais se quedou ao ateísmo. O ateísmo é, antes de tudo, feio. </span><span> </span></p>
<p><span>O que é certo: não freqüento igrejas. A <em>primeira comunhão</em> foi o último ritual católico do qual participei, isso há uns 15 anos. De lá para cá, compareci a algumas missas e a casamentos, somente quando imperativo. Eu não consigo ouvir um pastor por mais de 5 minutos, tampouco um padre com voz de juízo final por mais de 1 hora. Note-se que me queixo das figuras vivas vulgares da igreja; no que toca à arquitetura das grandes catedrais, às esculturas barrocas, às imagens, sou todo gentilezas. O mesmo no que toca a, para citar um exemplo em voga, Bento XVI, um douto notável. Igualmente me apetece o que escrevem os senhores <a href="http://gustavonagel.blogspot.com/">Gustavo Nagel </a>e <a href="http://vozdodeserto.blogspot.com/">Tiago de Oliveira Cavaco</a>. </span><span> </span></p>
<p><span>Convertam-me.</span></p>
<p><em>* Quiseram os céus que este texto se perdesse nas horas mortas da última noite. Reencontrei-o, felizmente. Quando possível, reposto os comentários. Au revoir.</em></p>
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