stendhal
Regras básicas de avaliação do amante.
“Nunca entendi como dois homens podem se juntar para escrever um livro. Para mim, é como precisar de três pessoas para produzir um filho.”
(Evelyn Waugh)
fabliau
“Há muita diferença entre uma mulher bonita e uma mulher costureira. Se uma mulher bonita, reconhecida como tal, pusesse uma touca, um vestido de guingão e um avental de seda, sua vestimenta, sem dúvida, fá-la-ia parecer uma bonita costureira. Se, porém, uma costureira se enfeita com um chapéu, uma capinha de veludo e uma saia […]
Causerie
Não se deve ler uma obra literária com intenções analíticas, salvo em casos de crítica e/ou revisão; do contrário, despir-se de todo olhar desconfiado antes de começar a leitura de um clássico é ação razoável, sendo mais apropriado ajoelhar-se e agradecer não a Deus, mas à loucura do autor. Isso a fim de retirar de […]
after coffee
“A maioria das pessoas só é capaz de uma quantidade moderada de felicidade; mas ninguém jamais consegue descobri-lo sem a experiência, e mesmo com esta, são poucos os que chegam a tanto: a maioria das pessoas tende sempre a atribuir a causas exteriores uma insatisfação que tem origem interna. Esperando portanto encontrar no casamento um […]
do Lat. cuppa
Lucas Murtinho começa tudo dizendo que “é preciso ter fé para acreditar na eficiência dos prêmios literários”. Sim, muita fé, Lucas; concordo. Aliás, como eu disse no post anterior, há coisas neste país que são deveras inacreditáveis, inconcebíveis até. Mas voltando: eu gosto da literatura, convivo com ela, mas não é toda e qualquer coisa que se […]
ainda, reparação
Escusado seja que eu fale uma vez mais de Ian McEwan. Como os parcos leitores deste mecenato bem o sabem, estou a ler o Reparação, livro do inglês lançado aqui em 2002 pela Companhia das Letras. Não o vou resenhar, nem lhe fazer prefácio, coisas já feitas, ou intentadas, por tantos outros. Como bem disse a […]
bildungsroman
Vocês não sabem, mas eu estou em casa agora. Mais que isso: estou escrevendo do meu computador de casa, mais exatamente do meu quarto, mais especificamente com fones nos ouvidos a tocar My Bloody Valentine, que é uma banda pela qual me interessei quando assisti aquele filme, Lost in Translation, da filha do Francis Ford […]
explico
Não sei quanto a vocês, mas eu não consigo ler um livro cuja história (ou estória) se passe muito perto de mim. É preciso um distanciamento geográfico, uma distância que garanta a minha ignorância no que toca ao local narrado. Há uns anos, por exemplo, ganhei um livro dum autor aqui de Belo Horizonte. Garimpeiro […]
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Estou lendo concomitantemente literaruras francesa e inglesa, e nisso não vejo problema. Literarura, meus amigos, não é geografia.
Ian McEwan, reparação
Eu mal comecei, mas só pela escolha da epígrafe já valeria a pena:
” ‘Cara senhorita Morland, pense o quanto são horrorosas as suspeitas que tem nutrido. Em que se fundamentam tais julgamentos? Pense em que país e em que era vivemos. Lembre que somos ingleses, que somos cristãos. Consulte seu próprio entendimento, seu senso do […]
conditio sine qua non
O mundo atual é um mundo pessimista, e isso deve-se, claro, ao homem. Há no pensamento contemporâneo uma debilidade romântica que é vulgarmente utilizada como pano de fundo para a literatura. Uma literatura horrorosa, diga-se. Só os livros escritos em bons tempos, tempos de glórias e vitórias, tempos de pós-guerra num país vencedor, somente esses […]
gift
Acabei de descobrir um negócio que provavelmente todo o mundo já sabia: a maioria das obras do senhor Machado de Assis pode ser baixada aqui. É o meu presente para vocês, tudo bem? Enjoy.
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Há mais, no fundo.
algumas anotações
O charme de uma mulher consiste em sua aceitação quanto à influência intelectual de um homem influente. Não que eu o seja, mas, verdade seja dita, a mulher com a qual contrairei casamento num futuro logo alí é hoje uma pessoa incrível. Por exemplo, a massagem que recebi nos pés no último sábado não seria […]
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O livro não é objetivo final do escritor. É preciso considerar que a literatura não é um fim, mas um meio para uma vida mais razoável e menos cretina.
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