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	<title>Sententia &#187; Literatura</title>
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	<description>"As paixões tendem sempre a diminuir, enquanto o tédio tende sempre a crescer.” [D’Aurevilly, Jules]</description>
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		<title>B.E. no 30 03-97 Drury UT</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 14:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[citação]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Eu tenho de admitir que era uma boa razão para casar com ela, pensei que não ia ser fácil conseguir melhor que ela por causa do jeito que ela tem um corpo bom mesmo depois de ter tido filho. Em forma, bom, boas pernas — ela teve um filho mas não ficou toda estourada, cheia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">&#8220;Eu tenho de admitir que era uma boa razão para casar com ela, pensei que não ia ser fácil conseguir melhor que ela por causa do jeito que ela tem um corpo bom mesmo depois de ter tido filho. Em forma, bom, boas pernas — ela teve um filho mas não ficou toda estourada, cheia de veias, caída. Pode parecer grosso, mas é a verdade. Sempre tive o maior horror de casar com uma mulher bonita e aí a gente ter filho e isso acabar com o corpo dela mas ainda ter de fazer sexo com ela porque foi com essa que eu assinei o papel para fazer sexo o resto da minha vida. Isso deve parecer horrível, mas no caso dela era como se ela já estivesse pré-testada — o filho não estourou com o corpo dela, então eu entendi que ela seria uma boa para assinar o papel e ter filhos e ainda tentar fazer sexo. Parece grosso? Me diga o que você acha. Ou será que falar a verdade nesse tipo de coisa sempre parece grosso, entende, as razões verdadeiras de todo mundo? O que você acha? Parece assim?&#8221;</p>
<p style="text-align: right">[David Foster Wallace in Breves <em>Entrevistas com Homens Hediondos</em>]</p>
<p style="text-align: justify">
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		<title>Esquizofrenia literária e tal</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 18:14:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou a ler o Exit Ghost, do Roth. Ainda no comecinho, mas tenho gostado. No ponto no qual parei um jornalista desejar entrevistar o nosso já conhecido Zuckerman a fim de colher informações sobre outro escritor, um tal Lonoff, já morto. O objetivo do jornalista, um sujeitinho de 28 anos, é, claro, escrever uma biografia. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Estou a ler o <em>Exit Ghost</em>, do Roth. Ainda no comecinho, mas tenho gostado. No ponto no qual parei um jornalista desejar entrevistar o nosso já conhecido Zuckerman a fim de colher informações sobre outro escritor, um tal Lonoff, já morto. O objetivo do jornalista, um sujeitinho de 28 anos, é, claro, escrever uma biografia. “Para quê?”, pergunta Zuckerman. “Para revelar os segredos do autor”. “Revelar segredos para quê?” O diálogo não acontece exatamente assim, mas vocês entenderam.</p>
<p style="text-align: justify">**</p>
<p style="text-align: justify">Eu nunca fui à FLIP, não sou grande entusiasta de feiras, concursos e eventos correlatos (minha opinião sobre isso é já bem conhecida), mas fiquei um bocado decepcionado com <a href="http://www.dicta.com.br/esquizofrenia-literaria/">esse artigo</a>, publicado no site da revista <em>Dicta e Contradicta</em> – da qual gosto muito. Afirmar a que a feira literária é um “sintoma da esquizofrenia literária e cultural que atingiu o Brasil” é, além de um exagero dos diabos, uma grande bobagem. Martim Vasques da Cunha, autor do texto, argumenta que essa “esquizofrenia” se deve ao fato de que, enquanto “escritores ruminam sobre o fracasso, o seu público deseja somente o sucesso”. Cunha fala em “dissonância cognitiva”, um negócio que qualquer leitor conhece muito bem: aquilo que se lê não é o que se esperava/ desejava ler – e isso, em hipótese nenhuma, anula o prazer da leitura. Noutros termos: há um abismo entre o que pensa o autor e o leitor. Ora, falei em Philip Roth e aqui novamente o cito: alguém que, aos 25 anos, já tenha lido <em>Everyman</em> ou esse mesmo <em>Exit Ghost </em>terá se identificado profundamente com aquela literatura? Não deveríamos, então, dizer que o mundo literário, todo ele, padece de, humn, esquizofrenia?</p>
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		<title>mas é óbvio</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 19:29:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Brideshead Revisited film slammed by critic.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/northamerica/usa/2463290/Brideshead-Revisited-film-slammed-by-critics.html">Brideshead Revisited film slammed by critic. </a></p>
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		<title>Everyman</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 13:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Ando com a agenda cheia e o espírito leve, por assim dizer. Se para tudo o nosso tempo pede indicadores, dou-lhe um: a minha atual susceptibilidade às novas bandas, ao novo rock. Vocês não sabem, mas eu costumava ser impossivelmente sisudo no que toca a música (toca e música na mesma frase dá trocadilho); não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&amp;gt;     Normal   0   21         false   false   false                             MicrosoftInternetExplorer4   &amp;lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&amp;gt;     &amp;lt;![endif]--> <!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Arial Narrow"; 	panose-1:2 11 6 6 2 2 2 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:647 2048 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]&amp;gt;   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;}  &amp;lt;![endif]-->Ando com a agenda cheia e o espírito leve, por assim dizer. Se para tudo o nosso tempo pede indicadores, dou-lhe um: a minha atual susceptibilidade às novas bandas, ao novo rock. Vocês não sabem, mas eu costumava ser impossivelmente sisudo no que toca a música (toca e música na mesma frase dá trocadilho); não ouvia nada surgido depois de, er, 1997, e desde há uns meses tenho dado novo ar aos meus ouvidos (alguma figura de linguagem). De memória, posso citar Arctic Monkeys, MGMT<em>, </em>Kaiser Chiefs, Kings of Leon, Death Cab for Cutie, Strokes, The Kooks, Clap Your Hands Say Yeah, Interpol, The Killers, The Fratellis etc.</p>
<p>Mas disse isso para chegar a outro assunto. É com este espírito que sinto a necessidade de reler, como se pela primeira vez, o Everyman, de Philip Roth. À época em que o li pela primeira vez, andava sob uns ares sorumbáticos e, embora já então soubesse do grande livro que é, não pude absorver o necessário, não pude valorizar devidamente. Hoje já posso pôr para tocar a <em>Time to Pretend</em>, do MGMT, e voltar à tristeza desgraçada que é a vida do homem comum.</p>
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		<title>substractum</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 18:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho lá uns ares de mecenas e a literatura me é, por assim dizer, intrínseca, mas por outro lado não sou nenhuma traça ou coisa que o valha; não vivo em sebos, embora os visite com alguma freqüência, tampouco levo uma vida a que se possa chamar intelectual. Tem-se que levar em consideração que os [...]]]></description>
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<p>Tenho lá uns ares de mecenas e a literatura me é, por assim dizer, intrínseca, mas por outro lado não sou nenhuma traça ou coisa que o valha; não vivo em sebos, embora os visite com alguma freqüência, tampouco levo uma vida a que se possa chamar intelectual. Tem-se que levar em consideração que os autores piramidais eram todos bêbedos ou asmáticos (ok, parte deles) e eu não me encaixo em nenhuma das classificações. Daí que seguir a escola de Chesterton (que não era asmático e que bebia mas não era bêbedo), faz todo o sentido:<font color="#800000"></font></p>
<p><font color="#800000"><em>&#8220;Todos concordamos que há um colapso intelectual tão inconfundível como o desa­bamento de uma casa.&#8221;</em></font></p>
<p><font color="#800000"></font><!--[if gte mso 9]&amp;gt;     Normal   0         21         false   false   false      PT-BR   X-NONE   X-NONE                                                     MicrosoftInternetExplorer4                                                   &amp;lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&amp;gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                &amp;lt;![endif]--> <!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:1; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} p.Texto, li.Texto, div.Texto 	{mso-style-name:Texto; 	mso-style-update:auto; 	mso-style-unhide:no; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:6.0pt; 	margin-left:0cm; 	text-align:justify; 	mso-pagination:widow-orphan; 	background:white; 	mso-layout-grid-align:none; 	text-autospace:none; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:EN-US; 	font-style:italic; 	mso-bidi-font-style:normal;} .MsoChpDefault 	{mso-style-type:export-only; 	mso-default-props:yes; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoPapDefault 	{mso-style-type:export-only; 	margin-bottom:10.0pt; 	line-height:115%;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]&amp;gt;   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin-top:0cm; 	mso-para-margin-right:0cm; 	mso-para-margin-bottom:10.0pt; 	mso-para-margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin;}  &amp;lt;![endif]--></p>
<p>Isto dito há um século.</p>
<p align="justify">Os verdadeiros intelectuais têm toda a minha simpatia, a bem da verdade. Mas são muito difíceis de encontrar e, quando o encontramos, têm eles a incrível capacidade de tornar a conversa muito, muito aborrecedora. Um dia tentei falar com um acerca de música indie, Death Cab for Cutie etc, e ele foi logo perguntando se se tratava dalgum clássico pergaminho encontrado nas ruinas sei lá de onde do continente americano. Aí eu precisei terminar o meu capuccino.</p>
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		<title>F. Scott Fitzgerald</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 03:11:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[__O que é um cavalheiro? __É o homem que prefere a primeira edição de um livro à última edição de um jornal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <!--[if gte mso 9]&amp;gt;     12.00             &amp;lt;![endif]--></p>
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<p><em>__O que é um cavalheiro?</em></p>
<p><em>__É o homem que prefere a primeira edição de um livro à última edição de um jornal.</em></p>
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		<title>em face dos últimos acontecimentos</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 04:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Há muita diferença entre uma mulher bonita e uma mulher costureira. Se uma mulher bonita, reconhecida como tal, pusesse uma touca, um vestido de guingão e um avental de seda, sua vestimenta, sem dúvida, fá-la-ia parecer uma bonita costureira. Se, porém, uma costureira se enfeita com um chapéu, uma capinha de veludo e uma saia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&gt;     Normal   0         21         false   false   false      PT-BR   X-NONE   X-NONE                                                     MicrosoftInternetExplorer4                                                   &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                &lt;![endif]--> <!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:1; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoChpDefault 	{mso-style-type:export-only; 	mso-default-props:yes; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoPapDefault 	{mso-style-type:export-only; 	margin-bottom:10.0pt; 	line-height:115%;} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]&gt;   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin-top:0cm; 	mso-para-margin-right:0cm; 	mso-para-margin-bottom:10.0pt; 	mso-para-margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin;}  &lt;![endif]--></p>
<p align="justify"><em>“Há muita diferença entre uma mulher bonita e uma mulher costureira. Se uma mulher bonita, reconhecida como tal, pusesse uma touca, um vestido de guingão e um avental de seda, sua vestimenta, sem dúvida, fá-la-ia parecer uma bonita costureira. Se, porém, uma costureira se enfeita com um chapéu, uma capinha de veludo e uma saia de Palmira, não estará obrigada, por isso, a ser uma mulher bonita. Ao contrário, é provável que tome o aspecto de um cabide, o que não será de estranhar.”</em></p>
<p align="right">Alfred de Musset [1810-1857]</p>
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		<title></title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 03:33:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Vá lá saber se eu devia tê-lo feito, mas acabo de passar de Wodehouse para Gorki.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Vá lá saber se eu devia tê-lo feito, mas acabo de passar de Wodehouse para Gorki.</p>
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		<title>nabokov</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 22:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Leiam isso. E olá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- article check helper also need to check for related links and keywords -->                    <!-- start article rail (show only if above test is passed) --></p>
<p><!-- start article photo --></p>
<p><img src="http://www.newyorker.com/images/2008/06/09/p465/080609_r17461_p465.jpg" /></p>
<p><!-- end article photo -->Leiam <a href="http://www.newyorker.com/fiction/features/2008/06/09/080609fi_fiction_nabokov">isso</a>. E olá.</p>
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		<title>Olá, Aloysius</title>
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		<pubDate>Fri, 16 May 2008 21:26:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[“Açougueiros, por exemplo: tornam-se parecidos com bifes crus.” [JOYCE, James. Ulysses.]  É um tanto usual acharmos, vez por outra,  aquele velho e querido amigo um grande e incorrigível chato. Após mais de um mês debruçado sobre Joyce, é com esse mesmo sentimento que largo agora o irlandês para, a fim de reparar os danos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em>“Açougueiros, por exemplo: tornam-se parecidos com bifes crus.” </em>[JOYCE, James. <em>Ulysses</em>.] </p>
<p align="justify">É um tanto usual acharmos, vez por outra,  aquele velho e querido amigo um grande e incorrigível chato. Após mais de um mês debruçado sobre Joyce, é com esse mesmo sentimento que largo agora o irlandês para, a fim de reparar os danos que me causou o <em>Ulysses</em>, retirar uma vez mais da estante o <em>Brideshead Revisited</em>. Sinto-me como se tivesse acabado de deixar uma palestra maçante para ir ter com uma pequena diante de uma mesa de chá – e falar com algum desdém sobre autores dublinenses, quem sabe, ou a respeito de simpósios aborrecedores.</p>
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		<title>Houellebecq</title>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 14:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conhecemos as pessoas durante anos, até mesmo dezenas de anos, habituamo-nos a evitar os problemas pessoais e os assuntos verdadeiramente importantes, mas guardamos a esperança de que, mais tarde, em circunstâncias mais favoráveis, se possam justamente abordar esses assuntos e esses problemas. A esperança, sempre adiada, de um relacionamento mais humano e mais completo nunca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Conhecemos as pessoas durante anos, até mesmo dezenas de anos, habituamo-nos a evitar os problemas pessoais e os assuntos verdadeiramente importantes, mas guardamos a esperança de que, mais tarde, em circunstâncias mais favoráveis, se possam justamente abordar esses assuntos e esses problemas. A esperança, sempre adiada, de um relacionamento mais humano e mais completo nunca desaparece completamente, porque nenhuma relação humana se contenta com limites definitivos, restritos e rígidos. Permanece, portanto, a esperança, de que haja um dia uma relação «autêntica e profunda». E permanece durante anos, até mesmo décadas, até que um acontecimento definitivo e brutal (em geral, uma coisa como a morte) vem dizer-nos que é demasiado tarde, que essa «relação autêntica e profunda», cuja imagem tínhamos amado, também não existirá; não existirá, tal como as outras. </p>
<p align="right">[<em>Michel Houellebecq, in 'As Partículas Elementares'</em> ]</p>
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		<title>jouissance</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 23:08:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando vejo alguém feliz motivado a escrever um romance feliz, todo ele feliz, dá vontade de aconselhar divórcio. Para o bem do romance.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Quando vejo alguém feliz motivado a escrever um romance feliz, todo ele feliz, dá vontade de aconselhar divórcio. Para o bem do romance.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>“era uma coisa que adorava acontecer”</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 04:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[A única desvantagem da futilidade é ser fútil, porque, salvo isto, a coisa toda tem um charme desgraçado. &#160; Blogues são um bom exemplo disso. Memes, idem. Tanto que o estimado Cleber Corrêa, que há poucos meses reclamava de um meme que eu lhe havia passado, acaba de iniciar um desses sobre literatura, do qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A única desvantagem da futilidade é ser fútil, porque, salvo isto, a coisa toda tem um charme desgraçado.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Blogues são um bom exemplo disso. Memes, idem. Tanto que o estimado <a href="http://mundusminor.com/blog/?p=15">Cleber Corrêa</a>, que há poucos meses reclamava de um meme que eu lhe havia passado, acaba de iniciar um desses sobre literatura, do qual nos inclinamos, eu e a minha insônia, a participar.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Devo citar as minha <em>últimas linhas</em> favoritas e, idéia do Sr. Corrêa, omitir o nome do autor para que sejais este por vós descoberto &#8211; claro está que os bastardos farão uso do google, no entanto os bastardos são bem-vindos. Minhas últimas linhas, as diletas, são:</p>
<p align="justify">
<blockquote>
<p>Se só tens riso, ri-te! É a mesma coisa. O Cruzeiro, que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Afastou o cinzeiro e os cigarros, depois retirou a colcha de algodão da cama onde estivera sentada, descalçou os chinelos e meteu-se na cama. Durante alguns minutos, antes de cair no sono, num profundo sono sem sonhos, ela se manteve imóvel, sorrindo para o teto.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>Aproximou-se de mim para que eu lhe ensinasse os prazeres da vida e da arte. Talvez eu tenha sido escolhido para ensinar-lhe algo bem mais maravilhoso &#8211; o significado do sofrimento e toda a sua beleza.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p>– Poderíamos ter sido tão felizes juntos!<br />
Diante de nós, um policial em uniforme cáqui, a cavalo, dirigia o tráfego. Ergueu o bastão. O carro diminuiu a marcha, bruscamente, atirando Brett de encontro a mim.<br />
– Sim &#8211; disse eu. — É sempre agradável pensar nisso.</p></blockquote>
<blockquote>
<p>O inconveniente do reino da opinião, que de resto traz a liberdade, é imicuir-se no que não lhe diz respeito, por exemplo, na vida privada. Daí a tristeza da América e da Inglaterra. Para não tocar na vida privada, o autor invetou uma cidadezinha, Verrière, e, quando precisou de um bispo, de um júri, de um tribunal, situou tudo isso em Beçanson, onde nunca esteve.</p>
</blockquote>
<p align="justify">Aí estão; algumas óbvias demais que, todavia, aqui, cumprem o papel essencial: agradar-me.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cheville</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 04:48:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; Há muito tenho vivido à espera de sutis mudanças em certos aspectos de minha personalidade. Não trato de coisas práticas, mas de outras, um tanto mais sutis. À sombra da infância é vulgar acometer-nos a todos aquela idéia – hoje sei, um tanto vaga – que tão constantemente acometeu-me e inda hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Há muito tenho vivido à espera de sutis mudanças em certos aspectos de minha personalidade. Não trato de coisas práticas, mas de outras, um tanto mais sutis. À sombra da infância é vulgar acometer-nos a todos aquela idéia – hoje sei, um tanto vaga – que tão constantemente acometeu-me e inda hoje se faz viva: a idéia de que adaptar-nos-emos ao mundo à medida que abandonarmos quaisquer hábitos contrários ao intento.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
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<p align="justify">Ora, o máximo que se pode alcançar é a aceitação desta vida que aí está; é à constatação de nossa própria impotência que nos adaptamos, e o mais são variações de um tema já gasto, ainda que sólido. De minha parte posso dizê-lo: possivelmente chegarei à velhice a esperar que o pós-vida traga-me as transformações pelas quais aguardo sem que eu tenha jamais entendido como agora entendo, ou pelo menos imagino, a insondável distância que há entre simples traços de personalidade e aquelas indisfarçáveis maneiras, qual ervas daninhas, encravadas no espírito.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
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<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">*</p>
<p align="justify">Após uns bons dias sem nada postar, tentarei manter a freqüência dantes – ou eu não sei aonde me levará todo este enfado. Freqüentei nos últimos dias Evelyn Waugh; além do essencial <em>Brideshead Revisited</em>, li também <em>Decline and Fall</em> – um livro leve, cômico e elegante. Passei por mais Chesterton e tentei Joyce – lá pela página 100 cessei a leitura em respeito ao senhor Stephen Dedalus e trupe; não me estava a dedicar inteiramente, de maneira que o melhor a fazer é, quando possível, trancar-me num retiro espiritual a fim de ler este <em>Ulysses</em>.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">Venho agorinha de uma livraria. Aqui ao lado está aberta uma página na qual leio:</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<blockquote><p><em>Em 1913, quando Anthony Patch chegou aos 25, dois anos já se haviam passado desde que a ironia, o Espírito Santo da época, descera, pelos menos teoricamente, sobre ele. A ironia foi o brilho final no sapato, a última escovadela na roupa, uma espécie de “pronto!” intelectual.</em></p></blockquote>
<p align="justify">Trata-se de Fitzgerald em <em>The  Beautiful</em><em> and Damned</em> – ou <em>Belos e Malditos</em>, um título que soa bem em português.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">O resto é um silêncio oscilante.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Waugh</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 21:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Enegreceu-me os dedos aquele sebo mas de lá saí  com o Brideshead Revisited. Isto basta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enegreceu-me os dedos aquele sebo mas de lá saí  com o <em>Brideshead Revisited</em>. Isto basta.</p>
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