Ê, Machadão
Postado em March 3, 2010
Categoria opus | 14 comentários
Nada me tira a ideia de que o que Capitu queria mesmo era um ménage à trois.
Comentários
14 Comentários »
- Home do Breviário
- Beharren (Marlon Rivero)
- Cálculo renal (Diego Viana)
- Cumulus nimbus (Manoela Afonso)
- Ludâmbula (Ana Cândida Costa)
- Perambulagens (Diego Barreto Ivo)
- Prefácio (Cleber Corrêa)
- Ptyx (Emmanuel Santiago)
- Relances (Vinicius Melo Justo)
- Sententia (Edson Junior)
-
Sententia
-
Recentes
-
Categorias
-
Links
- 31 da Armada
- A Fantasia Exata
- A Mosca Azul
- A origem das espécies
- Achtung baby
- Alechandra com x
- Alessandro Martins
- Alexandre Soares Silva
- Anexos etc
- Antônio Fernando Borges
- Apenas ser
- Apostos
- Arpeggi
- Atlântico
- Azar o seu, querida
- Badá
- Bartleby Etc
- Biajoni
- Blog do Porto
- Blogauti
- Carol
- Chá das cinco
- Coisas de idiota
- Colorina
- Dandyism
- Dante
- De Rerum Natura
- Dessincronizado
- Diacrônico
- Dicta & Contradicta
- Doppelpunkt
- Dublês de Poeta
- Edward Bloom
- Estado Civil
- Feliz Nova Dieta
- Filisteu
- Gustavo Nagel
- Homem a dias
- I lie, you like
- Impensável
- Ingenuidade
- Insanus
- Jardinagem/ pornografia offbeat
- JPCoutinho
- Le Bazar
- Manipulação
- Million dollar kiss
- Miss pearls
- Monótona
- Mundus Minor
- Na Prática a Teoria é Outra
- Naïf Gendarme
- Nariz Gelado
- Nobre
- Norma Braga
- Not tupy
- O Cachimbo de Magrite
- O caderno de Saramago
- O Hermenauta
- O Indivíduo
- Ocidente
- Outro.blog
- Papagaio Mudo
- Paris, Pinheiros
- Parnaso
- Pedro Doria
- Piter
- Reinaldo Azevedo
- Reinventando Santa Maria
- Reversibilidade
- Rodrigo Gurgel
- Semiótica
- Simon
- Singelo Mundo
- Sorry periferia
- Sub Rosa
- Terapia Metatística
- The goddess has left the building
- The sartorialist
- Todoprosa
- Toujours Vivão
- Twitter, o meu
- Um blog com a sua cara, cãozinho
- Valquirianas
- Verbeat
- Verdades convenientes
- Vidro Duplo
- Voz do Deserto
- Wagner & Beethoven
-
Arquivo
- October 2011
- April 2011
- July 2010
- May 2010
- March 2010
- February 2010
- December 2009
- November 2009
- October 2009
- September 2009
- July 2009
- June 2009
- March 2009
- February 2009
- January 2009
- December 2008
- November 2008
- October 2008
- September 2008
- August 2008
- July 2008
- June 2008
- May 2008
- April 2008
- March 2008
- February 2008
- January 2008
- December 2007
- November 2007
- October 2007
- September 2007
- August 2007
- July 2007
- June 2007
- April 2007
- March 2007
- February 2007
- January 2007
- December 2006
- October 2006
- September 2006
Não atribua à coitada sentimentos, seu, Ed. :)
Ed, nada me tira da cabeça que o Bentinho é quem queria um ménage à trois:
“Sancha ergueu a cabeça e olhou para mim com tanto prazer que eu, graças às relações dela e Capitu, não se me daria beijá-la na testa. Entretanto, os olhos de Sancha não convidavam a expansões fraternais, pareciam quentes e intimativos, diziam outra coisa, e não tardou que se afastassem da janela, onde eu fiquei olhando para o mar, pensativo. A noite era clara.
Dali mesmo busquei os olhos de Sancha, ao pé do piano; encontrei-os em caminho. Pararam os quatro e ficaram diante uns dos outros, uns esperando que os outros passassem, mas nenhuns passavam. Tal se dá na rua entre dois teimosos. A cautela desligou-nos; eu tornei a voltar-me para fora. E assim posto entrei a cavar na memória se alguma vez olhara para ela com a mesma expressão, e fiquei incerto. Tive um certeza só, é que um dia pensei nela, como se pensa na bela desconhecida que passa; mas então dar-se-ia que ela adivinhando… Talvez o simples pensamento me transluzisse cá fora, e ela me fugisse outrora irritada ou acanhada, e agora por um movimento invencível… Invencível; esta palavra foi como uma bênção de padre à missa, que a gente recebe e repete em si mesma.
– O mar amanhã está de desafiar a gente, disse-me a voz de Escobar, ao pé de mim.
– Você entra no mar amanhã?
– Tenho entrado com mares maiores, muito maiores. – Você não imagina o que é um bom mar em hora bravia. É preciso nadar bem, como eu, e ter estes pulmões, disse ele batendo no peito, e estes braços; apalpa.
Apalpei-lhe os braços, como se fossem os de Sancha. Custa-me esta confissão, mas não posso suprimi-la; era jarretar a verdade. Não só os apalpei com essa idéia, mas ainda senti outra coisa: achei-os mais grossos e fortes que os meus, e tive-lhes inveja; acresce que sabiam nadar.”
Olá, Emmanuel; nunca havia lido este trecho com tais olhos, mas dá o que pensar. Não me recordo do ponto exato em que tive essa ideia acerca de Capitu; li o livro mais de uma vez, mas há anos. Vou procurar; encontrando, posto aqui. Abraço.
“Não só os apalpei com essa idéia, mas ainda senti outra coisa: achei-os mais grossos e fortes que os meus, e tive-lhes inveja; acresce que sabiam nadar.”
PORRA, BENTINHO!
Porra, Bentinho…
Destaque para o último parágrafo! Ê, Machadão!
É o capítulo CXVIII, “A mão de Sancha”. O Bentinho é foda, queria pegar a Sancha e o Escobar!
Tenho bom coração, prefiro crer que ele queria pegar a Sancha COM o Escobar – apesar desse parágrafo último aí.
Ed, não vamos “jarretar a verdade”, o que quer que “jarretar” queira dizer.
É, não vamos =)
Eu era a fim do Escobar. O Bentinho sempre foi um cretino e não merecia aquela festa à fantasia que a Capitu preparou e acabou virando orgia, Escobar, Sancha, todos de máscaras venezianas, seminus, cobertos de espuma… ou será que essa cena eu imaginei?
Seja como for, eu especulava muito mais sobre a sensualidade de Escobar e o que ele fazia no escuro, que sobre a chatice e repressão de Bentinho, que era um banana às claras.
Capitu que se dane, para mim ela era um grão de poeira nessa história toda.
Um banana, isto é verdade.
E olá, Badá ;)
“E Sancha, que não era de todo má, corria por fora como peixe que pula para retornar à água.”
Bentinho é Otelo e Iago ao mesmo tempo, já repararam?
Todos eram uns viciados em sexo nessa história. Não é à toa que faz tanto sucesso.
(Eu pegaria os quatro.)
Se alguém estava tendendo ao ménage à trois, era o Bentinho, Ed. Concordo com o Emmanuel.
Aliás, pense no que eu acabei de dizer, com relação a, você sabe.