o ano

Postado em December 27, 2009
Categoria cotidiano | 5 comentários

(Imitando o Nagel e essa mocinha aqui)

Foi o ano em que me casei, principalmente. A mais importante mudança em minha vida desde que, sei lá, parei de comer pipoca, há 6 anos. O fato de ter saído da casa na qual cresci, do quarto no qual conheci Onan e seus pecados, do ambiende onde joguei Atari quando criança etc. me comove a ponto de eu pensar nisso tudo de vez em quando. E eu chorei no primeiro dia fora de casa, longe da mãe. É preciso apontar que não me é fácil nem usual assumir isso; sou um cara durão, sou o anti-emoções gratuitas. Não foram gratuitas, contudo. Lembro-me agora, quase 3 meses depois, que uma dor de barriga desgraçada me acometeu nas vésperas do matrimônio. “É ansiedade”, disseram-me, mas é claro que eu comi alguma coisa podre, uma merda qualquer, de que não me recordo. Foram dias cheios aqueles; a viagem ao Rio, o dinheiro que se gasta, o estar-sempiternamente-a-demonstrar-alguma-satisfação. Casar cansa, é verdade. É um tanto recomendável que se leve na mala, além de livros, um Playstation.

Sobre livros, não creio que tenha lido tanto em 2009. Não me lembro, estou sem memória. Lá pelo meio do ano me formei em Jornalismo – foi o ano em que o diploma que nada significava nada passou a valer – e, assim, li muitas porcarias por obrigação e algumas outras literaturas que me causaram júbilo, como parte grande da obra de Nelson Rodrigues – aquela que reúne suas crônicas pulicadas dos 50’s até sententa e poucos – a fim de dar cabo da monografia. Foi o ano em que tive a ilusão de me haver livrado da Academia, à qual sei que retornarei em breve. Foi o ano em que li David Foster Wallace, mais Philip Roth, mais Fitzgerald, mais Eça, mais Machado. De quadrinhos, reli Preacher e Watchmen (por causa da adaptação para o cinema, sim) e alguma outra coisa.

Pouco escrevi por prazer em 2009; praticamente abandonei o blog, mas passei a usar frequentemente o Twitter. Não fiz crítica literária, porque passei a tratar de ciência diariamente por demanda profissional. Participei até dum curso do que chamam Jornalismo Científico, em Recife, circa setembro. Nada demais. Alguém, não sei quem, escreveu que, quando se acompanha muito a ciência, perde-se contato com o mundo. É o que eu sinto, às vezes.

Passei também a gostar mais de séries. Acompanhei – e acompanho –  religiosamente Lost, 24 Horas, True Blood, Damages, Fringe, House MD, The Big Bang Theory, Californication. Com atraso, estou assistindo à última temporada de Sopranos – que, poxa, é genial. Fui pouco ao cinema.

Foi também o ano em que deixei de usar tantos sapatos de couro e passei a usar tênis. Foi quando propus ménage à trois e obtive afirmativa como resposta, foi quando descobri ótimas bandas, como Kasabian, Architecture in Helsinki, Manic Street Preacher (obrigado, Donato), Editors, Arcade Fire, Peter, Bjorn & John, The Decemberists etc..  Mas perdi o show do Radiohead.

É domingo e estou um pouco bêbado, na verdade. Sei que devo estar deixando passar eventos importantes, eu sei. Ah, sim: 2009 foi quando quando vodka se me tornou vulgar.


Comentários

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5 Comentários »

2009-12-28 15:42:22

Talvez eu imite teu post como justificativa para voltar a blogar. É uma boa hora. Tenho boas coisas a contar. Sinto falta. Ainda há tempo, acho.

Um feliz Ano Novo para ti, Ed!
:)

Ed
2009-12-28 15:50:39

Olá, Simon. Mas é claro que ainda há tempo; pois volte, sim. Um abraço.

 
 
2010-01-01 15:17:55

eu tinha comentado, mas pelo visto não foi… Ansioso pela nova temporada de Lost? Hehehe. Meu last.fm é http://www.last.fm/user/fraine . Me add ^^

Ed
2010-01-01 19:27:06

Ué, não vi mesmo seu comentário anterior; este troço deve estar maluco. E sim, quero ver como Lost vai terminar ;-)

Deixa eu ir lá no Last.fm agora. Abraço.

 
 
Donato
2010-01-08 15:28:15

De nada. :)

 
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