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	<title>Comments on: Esquizofrenia literária e tal</title>
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	<description>"As paixões tendem sempre a diminuir, enquanto o tédio tende sempre a crescer.” [D’Aurevilly, Jules]</description>
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		<title>By: Fabian Besant</title>
		<link>http://breviario.org/sententia/2009/07/10/esquizofrenia-literaria-e-tal/comment-page-1/#comment-815965</link>
		<dc:creator>Fabian Besant</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 01:09:51 +0000</pubDate>
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		<description>Hello! Cool post! But the blog is still loading pretty slowly.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hello! Cool post! But the blog is still loading pretty slowly.</p>
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		<title>By: Lemos</title>
		<link>http://breviario.org/sententia/2009/07/10/esquizofrenia-literaria-e-tal/comment-page-1/#comment-599099</link>
		<dc:creator>Lemos</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 21:43:36 +0000</pubDate>
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		<description>Claro que não concordo que literatura tem na retaguarda um esquisofrênico. Jamais vi fracasso, dor, algum sofrimento em Drummod de Andrade, em Guimarães Rosa, em Cecília Meireles, em Jorge Amado, assim como em tantas outras leituras de tantos quantos ótimos autores brasielieros ou não. O que vejo é uma sensibilidade a mais em refletir a vida. Coisa essa nem sempre ao alcance do leitor observar sem a riqueza literária. Sobre a leitura de esquisofrenia literária, concordo com o comentário enriquecedor do Emmanoel, um requinte ao requentado. E acrescento: tudo bobagens! Quando escrevo (e escrevo muito), nada de padecimento pessoal está me levando a isso. Quando falo que há miséria nos cantos do mundo e quem nasce nela nasce para sofrer e chorar, não estou em padecimento, nem em fracasso pessoal. Quem está fracassando é a gerência do mundo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Claro que não concordo que literatura tem na retaguarda um esquisofrênico. Jamais vi fracasso, dor, algum sofrimento em Drummod de Andrade, em Guimarães Rosa, em Cecília Meireles, em Jorge Amado, assim como em tantas outras leituras de tantos quantos ótimos autores brasielieros ou não. O que vejo é uma sensibilidade a mais em refletir a vida. Coisa essa nem sempre ao alcance do leitor observar sem a riqueza literária. Sobre a leitura de esquisofrenia literária, concordo com o comentário enriquecedor do Emmanoel, um requinte ao requentado. E acrescento: tudo bobagens! Quando escrevo (e escrevo muito), nada de padecimento pessoal está me levando a isso. Quando falo que há miséria nos cantos do mundo e quem nasce nela nasce para sofrer e chorar, não estou em padecimento, nem em fracasso pessoal. Quem está fracassando é a gerência do mundo.</p>
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		<title>By: Locke-Trufeld</title>
		<link>http://breviario.org/sententia/2009/07/10/esquizofrenia-literaria-e-tal/comment-page-1/#comment-598390</link>
		<dc:creator>Locke-Trufeld</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 07:22:49 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;a href=&quot;http://www.phentermine-hcl.org/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;phentermine online&lt;/a&gt; [url=&quot;http://www.phentermine-hcl.org/&quot;]phentermine online[/url] http://www.phentermine-hcl.org/  7341</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.phentermine-hcl.org/" rel="nofollow">phentermine online</a> [url="http://www.phentermine-hcl.org/"]phentermine online[/url] <a href="http://www.phentermine-hcl.org/" rel="nofollow">http://www.phentermine-hcl.org/</a>  7341</p>
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		<title>By: Mariana Rezende</title>
		<link>http://breviario.org/sententia/2009/07/10/esquizofrenia-literaria-e-tal/comment-page-1/#comment-562885</link>
		<dc:creator>Mariana Rezende</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 21:49:23 +0000</pubDate>
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		<description>Olha, gostei daqui.
Quero voltar com calma e fazer intrigas literárias, tá bem?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, gostei daqui.<br />
Quero voltar com calma e fazer intrigas literárias, tá bem?</p>
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		<title>By: Emmanuel</title>
		<link>http://breviario.org/sententia/2009/07/10/esquizofrenia-literaria-e-tal/comment-page-1/#comment-544917</link>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 23:17:38 +0000</pubDate>
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		<description>Edson,

Para mim, o principal problema na argumentação do artigo é a afirmação um tanto unilateral de que &quot;a verdadeira literatura é uma obsessiva reflexão sobre a perda, o sofrimento, a dor – e sobre o fracasso&quot;. Isso me faz pensar no poema &quot;Ode à alegria&quot; (&quot;An die Freude&quot;), de Schiller. Será que não se trata de uma obra de &quot;verdadeira literatura&quot;? O simples fato de Beethoven o ter escolhido como letra para o coro no final de sua &quot;Nona sinfonia&quot;, certamente uma das maiores realizações do espírito humano de todos os tempos, já oferece um indício que se trata de um poema de verdade, e dos bons.

É claro que se pode dizer que o poema, ao fazer uma exortação à alegria, na verdade aponta para uma situação de carência no momento presente; mas é aquele tipo de argumento que tenta reduzir todos os exemplos contrários em exceções que confirmam a regra. Não acho que se possa estabelecer uma unidade temática que determine o que é e o que não é um texto literário &quot;verdadeiro&quot;. Será que não há poesia na felicidade? Schiller e Beethoven achavam que sim. E Nietzche! Mas talvez os tempos sejam outros, ou talvez não...

No mais, o artigo remói o velho lugar comum que vem desde o século XIX de que há uma distância intransponível entre o gosto vulgar do público e a &quot;nobreza&quot; das &quot;verdadeiras&quot; obras de &quot;arte&quot;. Não entrarei no mérito da questão, porque certamente o gosto do público, em geral, é mesmo vulgar; o que faltou dizer, porém, é que talvez também seja vulgar a literatura que nessas ocasiões é apresentada ao público como biscoito fino. Estou enganado, ou o sofrimento não pode ser bobo também?

O artigo acerta no óbvio: essas feiras são eventos muito mais publicitários do que qualquer outra coisa, mas isso é elementar, meu caro Watson, e ninguém receberá um Pullitzer por haver descoberto isso. Para mim, o autor tenta esconder a banalidade do que diz com uma teoria fajuta, que tenta aprisionar a literatura numa definição simplista.

Será que essa seriedade trágica que o autor procura na literatura não é ela também um modismo, alguma coisa imposta pelo mercado? Será que no mundo de hoje, em que a publicidade e a medicina nos dizem que temos a obrigação de sermos felizes, de banir a dor de nossas vidas e de ter um corpo saudável, será que nesse mundo a literatura não se tornou uma espécie de realidade virtual onde podemos ter a ilusão de não termos perdido uma parcela de nossa humanidade, quando, de fato, já a perdemos? Será que a necessidade de que toda a literatura digna do nome seja seriamente trágica não é um modo de substituir uma experiência que se perdeu?

Para mim, todas essas pessoas que o autor define no texto como a expressão do &quot;sucesso&quot; estão justamente atrás desse sofrimento de mentirinha que viria a dar uma falsa sensação de completude e profundidade para as suas almas. Depois disso, voltam para suas casas e tomam antidepressivos, ansiolíticos, e vão dormir, livres de seus pesadelos e de qualquer sofrimento palpável. Essas pessoas pagam os escritores para se preocuparem com o fracasso por elas. Tanto que muitos desses escritores já nem sentem mais (haverão sentido algum dia?) aquilo do que suas obras tratam.

Resumindo, o artigo é para mim uma tentativa de dar um ar requintado para observações requentadas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Edson,</p>
<p>Para mim, o principal problema na argumentação do artigo é a afirmação um tanto unilateral de que &#8220;a verdadeira literatura é uma obsessiva reflexão sobre a perda, o sofrimento, a dor – e sobre o fracasso&#8221;. Isso me faz pensar no poema &#8220;Ode à alegria&#8221; (&#8220;An die Freude&#8221;), de Schiller. Será que não se trata de uma obra de &#8220;verdadeira literatura&#8221;? O simples fato de Beethoven o ter escolhido como letra para o coro no final de sua &#8220;Nona sinfonia&#8221;, certamente uma das maiores realizações do espírito humano de todos os tempos, já oferece um indício que se trata de um poema de verdade, e dos bons.</p>
<p>É claro que se pode dizer que o poema, ao fazer uma exortação à alegria, na verdade aponta para uma situação de carência no momento presente; mas é aquele tipo de argumento que tenta reduzir todos os exemplos contrários em exceções que confirmam a regra. Não acho que se possa estabelecer uma unidade temática que determine o que é e o que não é um texto literário &#8220;verdadeiro&#8221;. Será que não há poesia na felicidade? Schiller e Beethoven achavam que sim. E Nietzche! Mas talvez os tempos sejam outros, ou talvez não&#8230;</p>
<p>No mais, o artigo remói o velho lugar comum que vem desde o século XIX de que há uma distância intransponível entre o gosto vulgar do público e a &#8220;nobreza&#8221; das &#8220;verdadeiras&#8221; obras de &#8220;arte&#8221;. Não entrarei no mérito da questão, porque certamente o gosto do público, em geral, é mesmo vulgar; o que faltou dizer, porém, é que talvez também seja vulgar a literatura que nessas ocasiões é apresentada ao público como biscoito fino. Estou enganado, ou o sofrimento não pode ser bobo também?</p>
<p>O artigo acerta no óbvio: essas feiras são eventos muito mais publicitários do que qualquer outra coisa, mas isso é elementar, meu caro Watson, e ninguém receberá um Pullitzer por haver descoberto isso. Para mim, o autor tenta esconder a banalidade do que diz com uma teoria fajuta, que tenta aprisionar a literatura numa definição simplista.</p>
<p>Será que essa seriedade trágica que o autor procura na literatura não é ela também um modismo, alguma coisa imposta pelo mercado? Será que no mundo de hoje, em que a publicidade e a medicina nos dizem que temos a obrigação de sermos felizes, de banir a dor de nossas vidas e de ter um corpo saudável, será que nesse mundo a literatura não se tornou uma espécie de realidade virtual onde podemos ter a ilusão de não termos perdido uma parcela de nossa humanidade, quando, de fato, já a perdemos? Será que a necessidade de que toda a literatura digna do nome seja seriamente trágica não é um modo de substituir uma experiência que se perdeu?</p>
<p>Para mim, todas essas pessoas que o autor define no texto como a expressão do &#8220;sucesso&#8221; estão justamente atrás desse sofrimento de mentirinha que viria a dar uma falsa sensação de completude e profundidade para as suas almas. Depois disso, voltam para suas casas e tomam antidepressivos, ansiolíticos, e vão dormir, livres de seus pesadelos e de qualquer sofrimento palpável. Essas pessoas pagam os escritores para se preocuparem com o fracasso por elas. Tanto que muitos desses escritores já nem sentem mais (haverão sentido algum dia?) aquilo do que suas obras tratam.</p>
<p>Resumindo, o artigo é para mim uma tentativa de dar um ar requintado para observações requentadas.</p>
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	<item>
		<title>By: Edson Junior</title>
		<link>http://breviario.org/sententia/2009/07/10/esquizofrenia-literaria-e-tal/comment-page-1/#comment-543845</link>
		<dc:creator>Edson Junior</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 18:29:38 +0000</pubDate>
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		<description>Olá, Martim. Concordo com você quanto ao fato de que feiras como a FLIP diminuem o problema, ou sequer atentem para ele. É uma verdade aplicável ao universo literário, não especialmente ao Brasil. 

Não conheço o Indignação; obrigado pela dica.
Abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Martim. Concordo com você quanto ao fato de que feiras como a FLIP diminuem o problema, ou sequer atentem para ele. É uma verdade aplicável ao universo literário, não especialmente ao Brasil. </p>
<p>Não conheço o Indignação; obrigado pela dica.<br />
Abraço.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>By: Martim Vasques da Cunha</title>
		<link>http://breviario.org/sententia/2009/07/10/esquizofrenia-literaria-e-tal/comment-page-1/#comment-543835</link>
		<dc:creator>Martim Vasques da Cunha</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 18:21:59 +0000</pubDate>
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		<description>Caro:

Mas é claro que o mundo literário padece de esquizofrenia! E por um motivo já apontado pelo próprio texto: a verdadeira literatura só fala do fracasso da condição humana. O problema da FLIP é que ela escamoteia o problema, joga-o para debaixo do tapete e vende a literatura como se fosse um &quot;show de moda&quot;.

By the way, se vc gostou de &quot;Exit Ghost&quot;, vai gostar de &quot;Indignação&quot;, que é muito melhor.

Abraços

Martim Vasques da Cunha</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro:</p>
<p>Mas é claro que o mundo literário padece de esquizofrenia! E por um motivo já apontado pelo próprio texto: a verdadeira literatura só fala do fracasso da condição humana. O problema da FLIP é que ela escamoteia o problema, joga-o para debaixo do tapete e vende a literatura como se fosse um &#8220;show de moda&#8221;.</p>
<p>By the way, se vc gostou de &#8220;Exit Ghost&#8221;, vai gostar de &#8220;Indignação&#8221;, que é muito melhor.</p>
<p>Abraços</p>
<p>Martim Vasques da Cunha</p>
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