a ler
Postado em October 20, 2008
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Melhor que ler blogues portugueses – que são bons exatamente por lembrar, pelo estilo e pelos trejeitos, o homem do século 19.
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É verdade. Sabes que estou de acordo. Minha última leitura, a propósito, foi justamente deste senhor: “Uma campanha alegre”, os textos com que ele contribuiu para as “Farpas”. Uma aula de sarcamo.
Inda não li esse “Uma campanha alegre”, mas se você diz eu acredito. Eça foi um gajo mui espirituoso.
Meu trauma com o ultra-boring A Ilustre Casa de Ramires criou um buraco entre o eu e o Sr. De Queiroz, infelizmente.
É bom mermo?
“ultra-boring”? haha. Não li também esse.
Gosto bastante d’A Relíquia – é a segunda vez que leio.
Caio, se você me permite uma opinião, digo que senti a mesma dificuldade com “O Crime do Padre Amaro”. Quando me aproximei de Eça, já era leitor de Machado, e não pude não torcer o nariz para aquelas descrições imensas e minuciosas. Minha solução foi partir para os livros sem os vícios do naturalismo (“O Mandarim”, “O Conde D’Abranhos”), para a “Correspondência de Fradique Mendes”, cartas muitíssimo engraçadas de um poeta viajante, e os artigos das “Farpas”, reunidos por Eça em “Uma Campanha Alegre”. Tente um desses.
Abração.
“O Mandarim”, hem? Tá anotada a dica, Nagel.
Me aventurei ontem, pela primeira vez, em Eça: “O primo Basílio”. Eu sei, sou uma vergonha de portuguesa, mas enfim, já estou na metade do livro- espero que sirva como uma defesa a meu favor- e estou gostando imenso, quero definitivamente, ler “Os Maias”,nem sei porque, mas me chama atenção.
ps: sobre os comentários anteriores, tudo bem que só li um pedacinho, mas engraçado, não achei tão descritivo-maçante.
Café com torradas e mel.
Detesto não conseguir editar o comentário anterior. Erros bestas me matam lentamente. ^^
´magine ;-)
Abraço.