“Não levo ninguém a sério o bastante para odiá-lo” [P. Francis].
Sai o homem cordial, entra o novo favelado
Os favelados, essa distinta classe, são uma gente que me intriga sobremaneira. É provável que a minha idéia acerca do gênero – digamos assim – seja um tanto particular. É também provável que essas minhas noções sejam, aqui e ali, sustentadas por um preconceito entranhado – “feio”, dirão os politicamente corretos, esses queridos –, mas […]
Todo otimista é um mal-informado
Outro dia me pediram para escrever um artigo sobre o café. Depois de cravado o último ponto final, notei que a melhor frase do texto era “a única provável diferença entre o café do rico e o café do pobre é a qualidade da xícara” – uma sentença no mínimo espirituosa, jovial. Dias […]
gente
Uma vez uma colega faltou ao trabalho e, no dia seguinte, com toda aquela preocupação digamos obrigatória, perguntei a ela se estava tudo bem. Ao que ela respondeu que sim, estava. Tinha ido ao dentista arrancar o dente “cisne”.
Eu nunca vi uma colcha de retalhos
Literalmente, digo; porque, é preciso dizer, o sentido que dão à expressão é do tempo em que os gêmeos vieram. Mas voltando ao realismo, estava aqui a admirar com alguma concentração a colcha sobre a qual reclino os meus cotovelos, e nela não vi qualquer traço de lavor, porque, ora, uma colcha de […]