in bed
Postado em May 26, 2008
Categoria cotidiano |
Ainda me estou a recuperar de uma gripe desgraçada que me acometeu na última quarta e me deixou in bed até ontem, quando minha pequena veio, cheiro de talco e uniforme engomado, cuidar de mim.
O que é ter uma mulher para cuidar de você. Quando ela chegou eu já me sentia razoavelmente bem, mas fiz uma questãozinha de estender um pouco o meu lastimável estado a fim de estender também as diligências a mim dedicadas. Quando o jantar me é servido na cama ou quando me compram danoninho eu juro que entendo as crianças mimadas.
O instinto maternal de uma mulher é algo mesmo bonito, e por isso é que eu não consegui esbravejar quando ela chegou e abriu as cortinas para deixar entrar o sol (para “arejar”, ela disse). Mas eu ainda resistia, ou desistia, na cama, com as mãos sobre os olhos, protegendo-me da luz, quando ela, numa voz que mais me pareceu um trovão, imperativamente, disse : “Levanta-te e anda” (sorry se romeceei demais, não pude evitar). Obedeci. Fui ao banho, almoçamos e ela me propôs irmos às compras. Compramos roupas e fomos comer pizza.
Se você me visse lá, sentado na praça de alimentação, conversando e tomando coca-cola gelada, eu certamente lhe pareceria muito bem. É que é saudável ficar doente às vezes.
Pois é, estou gripada e tenho a minha mãe. Falta-me um danoninho.
O danoninho é a melhor parte.
Sorte sua.
Eu não fico doente há muito tempo e tomara que não fique mais. Se ficar, minha namorada vai querer arrumar meu quarto.
Olá, Jorge.
Pois é, ela quis arrumar meu quarto também.
Está em boas mãos.
Boa sorte.
É vejo que me faz mesmo falta ficar tanto tempo sem passar para tomar um chá por aqui…
O instinto maternal é algo mesmo bonito, como aquelas luzes “prismáticas”(isso tem acento assim? Torcendo para que tenha…).
Nada como um pouco de drama às vezes…
Abraço.