good advice is an egg in the hand
Postado em January 14, 2008
Categoria cotidiano, ego | 21 comentários
Tem-me sido demasiado difícil conter a exaltação da libido. Talvez por eu não desejar contê-la.
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Fiquei bastante feliz com a adaptação para o cinema de Reparação, feita por Joe Wright. Eu e minha amante estivemos presentes à estréia, na sexta-feira, tal era a nossa ansiedade quanto ao filme. Não houve decepções. À saída, com um gosto renovado pela obra de McEwan, passei numa livraria e, com a vênia de minha pequena, comprei o último do autor: On Chesil Beach.
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Tenho aqui comigo uma edição de Chá das Cinco com Aristóteles [Nova Aguilar, 1999. Capa: Victor Burton], uma reunião de artigos de Oscar Wilde pré Dorian Gray. São vários os que eu destacaria, mas me atenho ao texto que dá título ao livro – que é na verdade uma crítica a The principles of the Conversation: A Social Essay, de J. P. Mahaffy, em que Wilde – e isso não espanta – sobressai-se mais que o criticado.
“Em sociedade, como diz Mr. Mahaffy, cada homem e mulher civilizados devem encarar como um dever a tarefa de dizer alguma coisa, mesmo nos momentos em que pronunciar qualquer palavra pareça ser uma missão das mais difíceis”. The principles of the Conversation foi, nas palavras de Oscar Wilde, “um guia social sem o qual nenhum debutante ou dândi poderia sequer sonhar em sair para jantar fora”. O livro, segundo se lê, pode ser recomendado a todos que se proponham substituir o vício da verborragia pela estupidez do silêncio.
Num outro ponto, o amante de Bosie nos diz que o essencial para um conversador é ter uma voz melodiosa. Destaca que alguns estudiosos são da opinião de que um leve gaguejar pode oferecer certo entusiasmo peculiar à conversa. E segue: “nada é mais irritante que um pesquisador que diz o tempo todo: ‘exatamente’. Ou um cidadão que termina cada sentença com um ‘você não acha?’; ou mesmo um pseudo-artista que, à menor das provocações, murmura todo o tempo ‘encantador, encantador’ ”. O artigo de Wilde [Pall Mall Gazette, 16 de dezembro de 1887] é especialmente formidável nos dias correntes, em que as pessoas pouco se reúnem para conversações, e, quando o fazem, riem alto demais – o que, por si só, invalida qualquer possível “voz melodiosa”.
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Cristianismo: dispenso os padres e os pregadores; só os clássicos me poderão converter.
Sempre que leio qualquer coisa de Wilde fico um mês sem escrever completamente. E não é reverência. O amante de Bosie sabe bem.
Já li tanto Wilde na minha vida que quando retiro qualquer livro dele da estante é para rir um pouquinho.
Será que eu gosto do Wilde? Não sei.
Se não gostar no presente, já gostou no passado =]
Pois é, já o freqüentei e fui mais assíduo. Ele me rendia boas risadas e uma tímida admiração, mas acho que só isso.
A mim representou muito quando eu era mais jovem; dificilmente encontraremos um leitor que não tenha admirado Wilde. É saudável.
Off-topic: você faz uso do Gtalk e do MSN, Edson?
Sim, uso o gmail e fico on até as 18h todos os dias.
primeira e última frase.
pois não?
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