homem comum
Postado em January 8, 2008
Categoria cotidiano | 23 comentários
Aos 25 anos não encontro muita coisa que me possa satisfazer, sendo minha noiva, minha pequena, a nobre exceção. Ainda que este sentimento – enfado – tenha lá o seu charme, especialmente em se tratando de personalidades como a minha, há um limite para a coisa toda; há um ponto em que eu me canso. Uma vida entre livros e uma mulher é a vida que tenho levado.
Estou a ter a minha primeira experiência com Philip Roth – é favor guardarem vossas pilhérias. Boas referências levaram-me ontem a comprar Homem Comum, último livro do autor. Comecei logo a leitura e o que posso dizer é: trata-se de um livro amargo, que faz engasgar.
Descobri, enquanto vagava pelas ruas da Savassi, um edifício chamado Stendhal. Quis correr para ver se lá vive alguma senhorita De La Mole.
Ah, Reparação estréia na próxima sexta-feira.
Sem dúvida, bom livro e uma boa mulher são as melhores companhias para uma vida. Mas acredito que eles também exigem “férias”, mesmo que temporariamente. Às vezes eu também sinto isso.
Acho que somos homens comuns. Olá.
Dizia Cioran que o tédio é a “obsessão pulverizada”. Como quase não o venho sentindo, devo concluir que tenho conseguido manter inteiras minhas obsessões?
Que coisa, Ed: uma metáfora pode valer bem mais do que uma verdade!
Muito mais, rapaz, muito mais.
Puxa, sexta-feira que vem meu ‘compañero’ irá para Europa e eu terei que ir ao cinema sem ele :(
Por sinal, adorei “The painted veil”, obrigada pela dica :)
Ah, que pena Eve. Mas, poxa, chame uns amigos =]
E que bom que gostou de “The painted veil”.
Livros, mulheres e cinema! Reparação na sexta.
Mas você não leu Reparação, né? Aí está um pecado.
Ed, eu no exercício da minha sinceridade, carinho e sobretudo admiração de sempre por ti, digo.. imagino… que essa história de “não encontro muita coisa que me possa satisfazer”.. vê se não começa a dar o cú, faz favor!
Philip Roth nunca li, uma hora vou dar uma espiada, mas tenho uma boa dica pra ti no meu bloguinho… ;)
E diga pra tua noiva que as mulher bem arrumadas é quem mandam no mundo.
Abs!
T§
Eu disse “é favor guardarem vossas pilhérias” e o senhor ainda me sai com essa? Ora, Társis. Abraço!
Não ouvi muitos elogios aos “Homem Comum”. Como não li, nada tenho a dizer. Sobre o “Complexo de Portnoy” sim, tenho: é muito bom. Trecho:
“Certamente jamais me passou pela cabeça a idéia de que eu ia terminar tentando libertar da servidão nada mais que o meu próprio pau. LARGA O MEU PERU! É, é esse o lema de Portnoy.”
É disso prá mais. Genial mesmo.
Estou gostando muito do livro, João, principalmente agora que me aproximo do final. Esse Portnoy é clássico, né? Tenho que ler. Abraço.
Eu li também o “Animal Agonizante”, Ed. É um bom livro. Agora, “Portnoy” é clássico mesmo. Leia, leia. =) Abraço.
Gostei muito de “Homem comum”. Tinha lido em inglês, pois não agüentei esperar sair a tradução. Há pouco tempo li traduzido, achei melhor ainda. A tradução do Paulo Henriques Britto, como sempre, é primorosa.
Leio sempre o Breviário e gosto bastante do que vc escreve, Ed.
Comentei sobre “Homem comum” no meu blogue, se tiver um tempinho sobrando, passa lá pra um café, etc e tal: http://myriamks.blogspot.com/2007/11/ivan-ilitch-e-o-personagem-sem-nome-de.html
Oi, Myriam.
http://2002-dodge-durango-recall.acworthauto.info/ 2002 dodge durango recall
http://akatsuki.acworthauto.info/ akatsuki
http://harmony-rose.autosnag.org/ harmony rose
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