prosaico

Postado em December 26, 2007
Categoria cotidiano |

Vou contar um segredo: eu leio Danuza Leão. Semanalmente. Num jornal em que ela é colunista. Não morro de amores, mas tenho que dizer que ela dá uns bons conselhos sobre etiqueta e estética – tema sobre o qual toda mulher adora falar e que pouquíssimas entendem devidamente. Mas isso, é preciso ser franco, não interessa em absolutamente nada.  

Passou por aqui hoje um amigo. Sentou-se à cadeira defronte à minha mesa e manteve-se no lugar por cerca de uma hora. A fazer o quê? Nada. Apenas cumpria a visita. Os assuntos variaram entre plano de negócios e as últimas estréias do cinema. Muito simpático ele; sim, muito sociável. Mas convém lembrar que eu estou no trabalho e que a minha função não é realizar entrevistas.  

No intervalo para o almoço, dirigi-me a uma loja: precisava comprar uns óculos de sol porque perdi os meus quando corria de uma chuva uns dias atrás. Uma fatalidade. E como os senhores bem sabem, eu não posso com sol. Ao retornar li, por 15 minutos, mais umas poucas páginas de O Grande Gatsby. É um livro bastante agradável (que eu já deveria ter lido há muitos anos); valeu as reprimendas de minha pequena por eu tê-lo comprado (ela diz que compro livros demais, o que está longe de configurar uma inverdade). 

Hoje estou para tratar de trivialidades. Os senhores maldosos pensam neste ponto: “por isso o post? Trata-se o blogue de uma trivialidade?” E prefiro não responder porque fazê-lo seria dedicar demasiada atenção a um tema trivial. 

Tenho – vá lá – fama de reclamão, rabugento, sei quê lá mais, então eu vos gostaria de dizer que estou feliz, ok? A gente é muitas vezes o contrário do que aparenta, seus tolos.  

Abraço.

Comentários

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28 Comentários »

2007-12-26 15:06:20

Oi, sou tola. Begos.

 
2007-12-26 20:15:35

Visita em local de trabalho nunca pega bem. Para isto existem os bares! Quanto ao óculos, agora no verão, é realmente indispensável.

 
2007-12-27 16:14:46

Tenho também problemas com o sol: uma pequena exposição é o suficiente para me fazer espirrar duas ou três vezes. Nem mais nem menos.

2007-12-27 16:22:42

Espirros causados pelo sol? Isso é novidade pra mim.

Olá.

Ju
2007-12-28 08:05:08

eu tb espirro quando ao sol.

(Comments wont nest below this level)
2007-12-28 13:29:39

Olá. E olá, Ju, companheira de espirros.

 
Ju
2007-12-28 13:40:32

Olá vini. Ah, tri intima. HAUEHUIAEHAEI
Só pra constar, saí hoje ao sol e vi que tb dou 3 espirros. Nem mas nem menos.

 
2007-12-28 14:56:59

Quando notei isso pela p´rimeira vez, fiquei assustado. Era sempre (é sempre, será sempre) dois ou três. Mas isso já virou chat, deixa pra lá. :)

 
Ed
2007-12-28 23:51:33

Também quero espirrar ao sol, como faço?

 
2008-01-01 14:35:44

Troque de lugar comigo magicamente por um dia, como naqueles filmes fantásticos da Sessão da Tarde. Mas não nesta época do ano em que está tão quente que não tenho mucosa nasal suficiente para espirrar.

 
 
 
 
2007-12-28 21:56:15

Li uns pedaços do Quase Tudo da Danuza Leão. Só não digo que é a maior escritora do Brasil porque estaria elogiando o ghostwriter.

Ed
2007-12-28 23:54:01

Olá, Rodrigo. Não li esse livro, apesar de sempre trombar com ele por aí. A vantagem de se ler Danuza no jornal é que nele sua coluna tem limite determinado. Abraços.

 
 
até para
 
anônimo
2007-12-31 13:23:10

“Meu avô tinha uma irmã mais nova, tia Nóbila, que era italiana, falava com sotaque e tudo. Estava casada, já com dois filhos, quando apareceu o tenente Evaristo procurando pelo bando de Lampião. Não me pergunte como essas coisas podem acontecer numa cidade com uma rua só, mas aconteceu: os dois se apaixonaram. Um belo dia, tia Nóbila sumiu. Meu avô e mais um de seus irmãos, que já desconfiavam de alguma coisa, pegaram a estrada, a cavalo, e muitas léguas adiante viram Evaristo, com sua canequinha de prata com três correntes, tentando tirar água de um poço. Diz a lenda –qual a família que se preza que não tem as suas? – que Evaristo foi fuzilada no ato.

“Tia Nóbila havia fugido com uma empregada, e a combinação era que se encontrariam, ela e o tenente, em Cachoeira de Itapemirim, no único hotel da cidade, o que já era um escândalo na época, uma mulher num hotel. Dois dias depois chegou uma notícia a Cachoeiro: o tenente teria matado um dos irmãos de minha tia. Quando ela soube da novidade, botou um vestido vermelho, desceu para jantar e pediu um vinho. Foi aí que veio a notícia verdadeira.

“Ela subiu para o quarto, se vestiu de preto (para sempre), alugou uma casinha perto da igreja, paga pelos irmãos, e passou o resto da vida rezando. Nunca mais voltou para o marido, que cuidou dos filhos, nunca mais pisou na casa de nenhum parente –quem quisesse vê-la que a procurasse– mas nunca deixou de usar sapatos de salto alto.”

(Danuza Leão, Quase tudo)

 
2008-01-03 17:52:06

O Grande Gatsby é um livro agradável, mesmo. Um dos poucos que consegui vencer da minha lista de leituras do ano passado :P

Trivialidades são divertidas :)

 
2008-01-24 01:48:39
 
Luk
2008-02-09 13:33:44
 
2008-02-14 06:24:22
 
2008-02-17 13:29:33

http://marg.mobitelov.com/ marg helgenberger

 
2008-03-26 09:16:48
 
2008-04-06 07:29:07
 
2008-04-08 15:34:28
 
Pam
2008-04-09 01:33:33
 
2008-04-10 03:52:02
 
 
2008-04-11 14:48:45
 
2008-04-14 10:41:26
 
2008-04-15 00:32:47
 
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