otimismo
Então é isso, gente. Vamos que vamos, que é palha esse negócio de ficar aí parado, paradão. Seja otimista, pense positivo e a kgb, quer dizer, o universo vai e deve conspirar a seu favor, como disse o nosso amigo mago e colunista do g1, mr. Rabbit. Mas não é só isso, não; o negócio […]
comedy of manners
E esses que ficam por aí a dizer que no inverno as pessoas ficam mais chiques, vestem-se melhor, com mais cuidado e pompa? Isso aqui, neste país, é só mentirinha; aqui, em tempos frios, como estes, as pessoas se viram, dão um jeito, qualquer jeito para se aquecer; botam na cabeça umas tocas com um […]
um drama, uma pena
O Breviário completa dois meses de existência e a primeira pequena porfia já nos estapeia a cara: Rafael Rodrigues, autor do Entretantos, demitiu-se, deu o fora, pulou do barco, etc. E até onde pude compreender, tudo devido ao meu último post, ‘do lat. Cuppa’, e sua carga de ironia, sarcasmo e, principalmente, discordância no que […]
do Lat. cuppa
Lucas Murtinho começa tudo dizendo que “é preciso ter fé para acreditar na eficiência dos prêmios literários”. Sim, muita fé, Lucas; concordo. Aliás, como eu disse no post anterior, há coisas neste país que são deveras inacreditáveis, inconcebíveis até. Mas voltando: eu gosto da literatura, convivo com ela, mas não é toda e qualquer coisa que se […]
existencialismo
Eu simplesmente não consigo acreditar nessas pessoas que põem-se a andar pelas ruas, pelos pontos de ônibus com uma caixinha apoiada na barriga a gritar “olha a pipoquinha, olha a balinha e olha a paçoquinha”. São míticos esses seres que, afinal, são o retrato do país, do “brasileiro que não desiste nunca”.
stendhal, café
Um segundo post num dia significa que, bom, nada significa além de que estou com um tempinho a mais aqui na empresa. A parte da manhã foi mais tumultuada (odeio essa palavra), mas após o almoço uma certa amenidade se faz presente. Há pouco, no meu intervalo, eu lia Stendhal (cuja capa de O Vermelho […]
positivismo não é otimismo
Mariana, mademoiselle, a priori, obrigado pelo “pessoa muito culta” etc, etc. Voltando ao tema que discutíamos ontem, deixe que eu esclareça uma coisa: no fundo, intimamente, eu sou um positivista (olá, sr. Comte); tenho ciência de que um objetivo pode ser alcançado quando agimos com perseverança, essas coisas (vide o fato de eu trabalhar e […]
mal du siècle
Sua elevada missão consiste em julgar
com calma os pequenos acontecimentos da
vida cotidiana dos povos. Sua sabedoria deve
prevenir as grandes cóleras por pequenas
causas, ou por acontecimentos que a voz da
fama transfigura, levando-os para longe.
Gratius
Ontem pensei um pouco, desses pensamentos que nos vêm em momentos mais nada-a-ver, sabem?, em como a maioria dos clássicos trata de nada mais […]
under control
Daqui a minha vista é nada mais que um vidro, como um biombo, a me separar do corredor que passa diante de minha sala onde toda a gente aqui a prestar seus servicinhos perpassa durante todo o dia aumentando exponencialmente a minha irritação. Finjo simpatia ao cumprimentar cada pequena alma com um sorrisinho de canto e um aceno […]
jeu d’esprit
Estou cabisbaixo, catatônico, apoplético e sorumbático, mas nada disso, claro, impede-me de escrever; o que me impede é um tal monossilabismo que ora furta-me as palavras de um jeito assim assim, cáustico, mordaz. Procurando não me ater à metaliguagem, atenho-me a exatamente nada e, sabiamente, passo a palavra, como se numa mesa de jantar a […]
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Containment.
pesar
Eu sou um mau exemplo de jornalista: não ouço rádio e ao chegar em casa passo da sala ao quarto sem nem direcionar um olhar para a tv, e para isso dou de ombros, mas isso não é o que eu queria dizer; o que eu quero dizer é que só fiquei sabendo há pouco do acidente […]
ainda, reparação
Escusado seja que eu fale uma vez mais de Ian McEwan. Como os parcos leitores deste mecenato bem o sabem, estou a ler o Reparação, livro do inglês lançado aqui em 2002 pela Companhia das Letras. Não o vou resenhar, nem lhe fazer prefácio, coisas já feitas, ou intentadas, por tantos outros. Como bem disse a […]
a convite
A convite da amiga Caroline, escrevi um post no tão original Publisamba e Propagode.
Um abraço.
bildungsroman
Vocês não sabem, mas eu estou em casa agora. Mais que isso: estou escrevendo do meu computador de casa, mais exatamente do meu quarto, mais especificamente com fones nos ouvidos a tocar My Bloody Valentine, que é uma banda pela qual me interessei quando assisti aquele filme, Lost in Translation, da filha do Francis Ford […]
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