Gripe palmeirense
Postado em April 29, 2009
Categoria Relances | 4 comentários
Quantas pessoas morrerão nesta nova quase-pandemia? Eu fiquei três dias sem net e pronto: já estavam debatendo modos de conter uma epidemia global, ai minha nossa senhora, uma tal de gripe suína. Porra. Só falta a gripe equina agora.
Todo mundo com máscaras nos aeroportos, olhando para todos com desconfiança: será que ele comeu um porco resfriado, será que ele beijou um porco tossindo, ai meu deus.
Se não morrer muita gente a OMS vai ficar mais desmoralizada do que já é.
O governo egípcio resolveu exterminar uns porquinhos, mas eu me pergunto: para que há porcos no Egito, se o islã, assim como o judaísmo, proíbe o consumo da carne de porco? Estranho que não haja só porcos selvagens, como javalis, por lá – se é que há porcos selvagens no Egito. Isso me faz lembrar a passagem em que Jesus expulsa uns demonônios que vão parar numa vara de porcos… Qual a finalidade desses porcos? Vender para o gentio, para atrair a fúria de Javé sobre eles? Estranhos são os desígnios dos homens.
Mas quanto afã revolucionário por aqui… Qual o problema de se tentar melhorar a qualidade de vida das criancinhas? Acho totalmente ótimo que pelo menos nas escolas elas não se alimentem de porcarias. Durante os seis meses que trabalhei na EMEF, era desesperador de ver: eles só comem salgadinho, chiclete e refrigerante. Sabe aqueles pacotes imensos de um grude amarelo fedorento que custam 0,50 centavos? Pois é. Os um pouco menos pobres comem biscoitos recheados duros e gordurosos.
Se em casa e na rua é sabido que essas crianças se alimentam somente do pior, a escola tem mais é que exercer controle onde pode.
Nós concordamos que ter saúde é legal, certo? Nós não somos góticos e não fazemos questão de morrer agarrados a hábitos auto-destrutivos, logo, imbecis, certo? Pelo menos não generalizadamente. Eu posso até zoar meu corpo de vez em quando tendo consciência disso, mas quero a saúde das criancinhas.
E qual é o problema de as pessoas se preocuparem com o virus porcalhão, meu deus do céu? Ora, Vinícius, bandeira branca entre nós à parte, você tá parecendo os resmungões sem causa da FFLCH.
Emmanuel: o porco é um animal tão fofo. Se eu morasse em um sítio, cria-los-ia, todos fofinhos e rosados num chiqueiro cheio de brincadeiras para eles. E eu odeio carne de porco.
Lorena, mas certamente o governo egípcio não os acha fofinhos, uma vez que os mandou exterminar. De um modo geral, os judeus e muçulmanos odeiam os porcos; há um artigo sobre isso num livro de um cara chamado Christopher Hitchens, o livro chama-se “deus não é GRANDE”, e o artigo algo como “Por que o céu odeia presunto”. A hipótese não é boa, mas ele constata esse ódio das religiões semita-monoteístas.