Receita para uma noite chuvosa

- Mars Volta – The Mentalist (não muito bom, mas divertidinho) – Duas pequenas coisas da vida. – Água viva.

Esses russos

Uma grande diferença entre Tolstói e Dostoiévski é o que chamo de vulgaridade. O conde amalucado que era Tolstói é incapaz de escrever um período que seja sem deixar de destilar uma coisa parecida com sua própria nobreza. É algo que se percebe em qualquer tradução. Já o velho e pobre Fiódor escrevia com sofreguidão, [...]

Refletir não me serve de nada

Resolvi reduzir o tempo dos meus intervalos de autorreflexão, três ou quatro ao dia, de vinte para dez minutos. É que sou uma criatura muito repetitiva, quase rotineira – estava perdendo tempo. Ao fim de dez minutos, por vezes menos, estou de novo na estaca zero do que estava pensando. O que sempre me faz [...]

Meu post anterior

Meu post anterior é filho do ócio e do descaso, para não dizer filho também do plágio, numa orgia capitaneada por algo semelhante a este texto aqui, verdadeiro pai espiritual do meu. Não adianta: há dezenas de modos de se elogiar ou criticar algo, mas a maioria é mera repetição de uns quatro ou cinco [...]

Poesia concreta é preguiça

Quando eu tinha uns dezesseis anos – nem faz tanto tempo – meu professor de literatura embarcou em mostrar aos alunos uma espécie de história concisa da literatura nacional, e é claro: quando chegou no concretismo, todo entusiasmado, mostrou os poemas e suas versões animadas no computador. Eu já devia ter visto algum poema concreto [...]