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	<title>Comments on: Uma certa fidelidade</title>
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	<description>Reflexões sobre Literatura e outras Artes</description>
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		<title>By: Marlon</title>
		<link>http://breviario.org/relances/2008/09/13/uma-certa-fidelidade/comment-page-1/#comment-41</link>
		<dc:creator>Marlon</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 20:00:01 +0000</pubDate>
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		<description>Emmanuel,

Beharren não mais, já consegui corrigir meu nome nos arcabouços do Wordpress.

A resposta vem quase um mês depois, mas só agora vi que você me respondeu.

Isso é o que eu conversei com o Vinícius depois que eu postei esse comentário. O texto dele não julga, e sim constata, claro. Mas há um bem pequeno ar de julgamento, um ar que escaparia talvez ao que ele queria quando fez o texto. Expressões como &quot;penso enganarem-se os que encontram algum alívio na Literatura&quot;, &quot;risco para o leitor&quot; são as que dão esse pequeno ar. Mas é só um pequeno ar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Emmanuel,</p>
<p>Beharren não mais, já consegui corrigir meu nome nos arcabouços do WordPress.</p>
<p>A resposta vem quase um mês depois, mas só agora vi que você me respondeu.</p>
<p>Isso é o que eu conversei com o Vinícius depois que eu postei esse comentário. O texto dele não julga, e sim constata, claro. Mas há um bem pequeno ar de julgamento, um ar que escaparia talvez ao que ele queria quando fez o texto. Expressões como &#8220;penso enganarem-se os que encontram algum alívio na Literatura&#8221;, &#8220;risco para o leitor&#8221; são as que dão esse pequeno ar. Mas é só um pequeno ar.</p>
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		<title>By: Rafael</title>
		<link>http://breviario.org/relances/2008/09/13/uma-certa-fidelidade/comment-page-1/#comment-22</link>
		<dc:creator>Rafael</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 02:21:15 +0000</pubDate>
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		<description>Dante? Você disse Dante?
*risinhos abafados*

[modo Rui salsicha off]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dante? Você disse Dante?<br />
*risinhos abafados*</p>
<p>[modo Rui salsicha off]</p>
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		<title>By: Lorena</title>
		<link>http://breviario.org/relances/2008/09/13/uma-certa-fidelidade/comment-page-1/#comment-21</link>
		<dc:creator>Lorena</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 01:40:37 +0000</pubDate>
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		<description>{piada}

Quem é o Rafael acima? É o Pedante?

{/piada}</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>{piada}</p>
<p>Quem é o Rafael acima? É o Pedante?</p>
<p>{/piada}</p>
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		<title>By: Rafael</title>
		<link>http://breviario.org/relances/2008/09/13/uma-certa-fidelidade/comment-page-1/#comment-20</link>
		<dc:creator>Rafael</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 22:53:15 +0000</pubDate>
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		<description>Provavelmente isso acontece com todo objeto de apreciação humana, contanto que você se concentre nele de maneira muito especial. Por isso surgem as escolas.

Por outro lado, não é um fenômeno detectável universalmente. Bem, talvez ele seja universal em algum momento da vida (por exemplo, quando se começa a estudar determinado objeto), mas existe um outro momento em que pode diluir-se até tornar-se irrelevante - ou seja, desaparecer virtualmente.

Em outros termos, acredito que essa fidelidade se dê não por imaturidade literária (como talvez tenha parecido pelo que disse acima), mas por uma certa coleção de experiências dos mais variados tipos, que se refletem num certo gosto e numa certa atitude diante da literatura. Ora, quando a coerência entre os diferentes aspectos desse gosto é complexa, atinge-se um nível de ecletismo que desfoca a atenção em aspectos muito concretos do texto. Daí você acaba por ser fiel não a um determinado autor, mas a todo o cânone, por exemplo, ou mesmo a um grupo mais extenso de textos - digamos toda a literatura legível (pleonástico? não sei não...).

Penso em muitas pessoas que conheço. Cícero, por exemplo, possuía um gosto filosófico múltiplo, incompreensível para os gregos da época. Juntava platonismo, aristotelismo e todas as outras escolas helenísticas. Gostava de tudo.

Eu sei do que não gosto; fora disso, gosto de praticamente tudo. O problema é que eu não gosto de muita coisa. Ou seja, meu problema haveria de ser não a fidelidade a um certo autor, mas uma ojeriza a muitos autores.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Provavelmente isso acontece com todo objeto de apreciação humana, contanto que você se concentre nele de maneira muito especial. Por isso surgem as escolas.</p>
<p>Por outro lado, não é um fenômeno detectável universalmente. Bem, talvez ele seja universal em algum momento da vida (por exemplo, quando se começa a estudar determinado objeto), mas existe um outro momento em que pode diluir-se até tornar-se irrelevante &#8211; ou seja, desaparecer virtualmente.</p>
<p>Em outros termos, acredito que essa fidelidade se dê não por imaturidade literária (como talvez tenha parecido pelo que disse acima), mas por uma certa coleção de experiências dos mais variados tipos, que se refletem num certo gosto e numa certa atitude diante da literatura. Ora, quando a coerência entre os diferentes aspectos desse gosto é complexa, atinge-se um nível de ecletismo que desfoca a atenção em aspectos muito concretos do texto. Daí você acaba por ser fiel não a um determinado autor, mas a todo o cânone, por exemplo, ou mesmo a um grupo mais extenso de textos &#8211; digamos toda a literatura legível (pleonástico? não sei não&#8230;).</p>
<p>Penso em muitas pessoas que conheço. Cícero, por exemplo, possuía um gosto filosófico múltiplo, incompreensível para os gregos da época. Juntava platonismo, aristotelismo e todas as outras escolas helenísticas. Gostava de tudo.</p>
<p>Eu sei do que não gosto; fora disso, gosto de praticamente tudo. O problema é que eu não gosto de muita coisa. Ou seja, meu problema haveria de ser não a fidelidade a um certo autor, mas uma ojeriza a muitos autores.</p>
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		<title>By: Lorena</title>
		<link>http://breviario.org/relances/2008/09/13/uma-certa-fidelidade/comment-page-1/#comment-19</link>
		<dc:creator>Lorena</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 22:03:21 +0000</pubDate>
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		<description>Ponha duas pitadas de azeite tostado na impressora de coser carências.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ponha duas pitadas de azeite tostado na impressora de coser carências.</p>
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		<title>By: Emmanuel</title>
		<link>http://breviario.org/relances/2008/09/13/uma-certa-fidelidade/comment-page-1/#comment-18</link>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 18:46:49 +0000</pubDate>
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		<description>Lorena,

De fato, se o autor do texto ficou só na órbita daquele comentário que você citou, trata-se de uma redução grosseira.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lorena,</p>
<p>De fato, se o autor do texto ficou só na órbita daquele comentário que você citou, trata-se de uma redução grosseira.</p>
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		<title>By: relances</title>
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		<dc:creator>relances</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 01:13:36 +0000</pubDate>
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		<description>Curiosidadezinha nascida apenas de observar a indignação: o que você diria de A Paixão Segundo G.H.?

Eu sinceramente nada diria (faz tempo que li), exceto que é muito bom.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Curiosidadezinha nascida apenas de observar a indignação: o que você diria de A Paixão Segundo G.H.?</p>
<p>Eu sinceramente nada diria (faz tempo que li), exceto que é muito bom.</p>
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		<title>By: Lorena</title>
		<link>http://breviario.org/relances/2008/09/13/uma-certa-fidelidade/comment-page-1/#comment-16</link>
		<dc:creator>Lorena</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 21:57:45 +0000</pubDate>
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		<description>De um livro como A Paixão segundo G.H., o sujeito fazer ESSE comentário... Só me resta rezar pela (condenação da) alma dele.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De um livro como A Paixão segundo G.H., o sujeito fazer ESSE comentário&#8230; Só me resta rezar pela (condenação da) alma dele.</p>
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		<title>By: Emmanuel</title>
		<link>http://breviario.org/relances/2008/09/13/uma-certa-fidelidade/comment-page-1/#comment-15</link>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 20:44:15 +0000</pubDate>
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		<description>Beharren,

Não sei se é bem o caso de condenar ou não.Trata-se de uma constatação, não de um julgamento.

Além disso, não há prejuízo em se apegar a um autor e utilizá-lo como baliza para as demais leituras em termos. Pois cada obra possui uma lógica própria, e é preciso entendê-la, e não tentar aplicar sobre ela aquilo o que vale para uma outra obra ou autor. É como querer ler um Álvaro de Campos tendo João Cabral como referência. Não dá certo. Ou ler Clarice Lispector com olhos de Graciliano Ramos; ambos são ótimos escritores, mas bem diferentes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Beharren,</p>
<p>Não sei se é bem o caso de condenar ou não.Trata-se de uma constatação, não de um julgamento.</p>
<p>Além disso, não há prejuízo em se apegar a um autor e utilizá-lo como baliza para as demais leituras em termos. Pois cada obra possui uma lógica própria, e é preciso entendê-la, e não tentar aplicar sobre ela aquilo o que vale para uma outra obra ou autor. É como querer ler um Álvaro de Campos tendo João Cabral como referência. Não dá certo. Ou ler Clarice Lispector com olhos de Graciliano Ramos; ambos são ótimos escritores, mas bem diferentes.</p>
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		<title>By: Vinícius</title>
		<link>http://breviario.org/relances/2008/09/13/uma-certa-fidelidade/comment-page-1/#comment-14</link>
		<dc:creator>Vinícius</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 20:24:32 +0000</pubDate>
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		<description>Você tem razão; eu até diria que em muitos casos a projeção que é feita sobre o autor é concomitante à modelagem que este acaba realizando.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Você tem razão; eu até diria que em muitos casos a projeção que é feita sobre o autor é concomitante à modelagem que este acaba realizando.</p>
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