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	<title>Ptyx</title>
	<link>http://breviario.org/ptyx</link>
	<description>Just another Breviário.org weblog</description>
	<lastBuildDate>Fri, 19 Sep 2008 18:56:48 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Sobre a marginal</title>
		<description>Feito um bombardeio, a noite
se abate sobre São Paulo
e a cidade arde, incandescente.
 
Num céu estilhaçado, a lua escorre
pelos olhos, fosca e opaca, cor
de cocaína batizada, e
me deixa chapado respirando
a fumaça cruenta do asfalto.
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		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/09/17/sobre-a-marginal/</link>
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		<title>Poema bonsai</title>
		<description>Podo o poema
pensando num bon
sai, penso-o crescendo
dentro do tempo (mas não
no espaço) como processo. </description>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/09/15/poema-bonsai/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Neutralizando a cidadania: a solução para a educação brasileira nas páginas da Veja</title>
		<description>Quero tratar da reportagem de capa da Veja de 20 de agosto de 2008, sobre o descompasso entre a avaliação positiva feita por pais, educadores e alunos quanto à qualidade das escolas brasileiras — segundo pesquisa encomendada pela revista à CNT/Sensus —, e o real desempenho desse alunos em avaliações ...</description>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/08/26/neutralizando-a-cidadania-a-solucao-para-a-educacao-brasileira-nas-paginas-da-veja/</link>
			</item>
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		<title>Reflexão sobre o cristal</title>
		<description>Observo o cristal:
o lampejo, sua língua
de relâmpago, labareda
em que as coisas se consomem
sem calor, límpida fagulha.

Observo o cristal
e o cristal disseca
os meus olhos, dissolve
os meus nervos retesos
em estado de pânico, o
cristal bebe os meus olhos.

Se observo o cristal,
o meu olhar toca
o cristal, e a sua textura
é um quase textura,
textura nenhuma.

Observo ...</description>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/08/19/reflexao-sobre-o-cristal/</link>
			</item>
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		<title>Origami</title>
		<description>De papel de seda finíssimo
fiz o teu corpo: fibra a fibra
modelada na pétala, forma
de pura textura e volume. 

Sobre a límpida e mínima
película, moldei os teus seios
em torneios e volutas,
lívidos torvelinhos, 

e os dedos se dedicaram
a cada minúcia sinuosa
na delicada dobradura do
sexo, desdobrando lábios
em abismos, labirintos. 

Assim te concebo: nua
e ...</description>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/08/08/origami/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Soneto branco</title>
		<description>Queria o meu soneto da cor branca,
todo branco, que nunca fosse negro,
pois o negro é profundo, cheio de ecos
e coisas das quais só se sente o cheiro.

O branco não. O branco é superfície
e silêncio, o suspense de um relâmpago
retido na espessura de um espelho.
Branco é a cor das coisas sem ...</description>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/07/21/soneto-branco/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Soneto bossa nova</title>
		<description>Não conhecia o mar, mas já ouvia
por detrás das montanhas lá de Minas
a voz, o violão e a disciplina
de um certo João, vindo da Bahia,

que tantas coisas novas descrevia:
a beleza sem culpa das meninas,
as praias que o sol nítido ilumina,
a voz, o violão e a poesia.

Lá de Minas, eu via ...</description>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/07/17/soneto-bossa-nova/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Corolário da mesa (pré-genealógico)</title>
		<description>A matéria morta da mesa
nunca será flácida ou torta,
dela se faz porta, cadeira
e os braços daquele que a corta.

A matéria dura da mesa,
com sua difícil costura,
é feito nervura de pedra,
feito cirurgia sem cura.

A matéria densa da mesa,
sua arquitetura suspensa,
mantém sempre tensa postura
onde nunca pousa doença.

A matéria reta da mesa,
prato de ...</description>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/07/15/corolario-da-mesa-pre-genealogico/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Soneto sem assunto</title>
		<description>Escrevendo um soneto às dez e meia
da noite, este soneto que é sem tema
feito um ovo que é só casca, sem gema;
um soneto sem sangue, só de veias.
 
Como quem resolvesse um teorema
construindo um objeto sem matéria
prima, faço um soneto sem idéias.
Será que este soneto é um poema?
 
Não, pois ...</description>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/07/11/soneto-sem-assunto/</link>
			</item>
	<item>
		<title>Picnic em Auschwitz</title>
		<description>Entre um cigarro e outro
a Imperatriz de Auschwitz
tomava chá com bolachas
à luz do abajour encapado
com pele de cigano, projetando
sobre as paredes encardidas
um enxame de mariposas
incendiadas. 

Através da janela vê-
se um poeta crucificado
entre dois psicanalistas e
sobre o seu cadáver delicado
abelhas esclerosadas
preparam a ferrugem. 

Très chic, a
Imperatriz de Auschwitz
adubava com vísceras incineradas
as ...</description>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/07/06/picnic-em-auschwitz/</link>
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