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	<title>Ptyx &#187; pré-genealógico</title>
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		<title>Fera (pré-genealógico)</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/12/29/fera-pre-genealogico/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 18:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[pré-genealógico]]></category>

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		<description><![CDATA[A fera dos olhos adormecida concentra no ar toda tensão de fera cativa. Quando desperta: parda pantera aberta em guerras, rosa toda espinhos. E a fera, furiosa, fareja, captura e devora. Mantém-se alerta à perplexidade, instinto límpido de pupila.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A fera dos olhos<br />
adormecida<br />
concentra no ar<br />
toda tensão<br />
de fera cativa.</p>
<p>Quando desperta:<br />
parda pantera<br />
aberta em guerras,</p>
<p>rosa toda espinhos.</p>
<p>E a fera,<br />
furiosa,<br />
fareja,<br />
captura<br />
e devora.</p>
<p>Mantém-se alerta<br />
à perplexidade,<br />
instinto límpido<br />
de pupila.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Corolário da mesa (pré-genealógico)</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/07/15/corolario-da-mesa-pre-genealogico/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 18:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[pré-genealógico]]></category>

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		<description><![CDATA[A matéria morta da mesa nunca será flácida ou torta, dela se faz porta, cadeira e os braços daquele que a corta. A matéria dura da mesa, com sua difícil costura, é feito nervura de pedra, feito cirurgia sem cura. A matéria densa da mesa, sua arquitetura suspensa, mantém sempre tensa postura onde nunca pousa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A matéria morta da mesa<br />
nunca será flácida ou torta,<br />
dela se faz porta, cadeira<br />
e os braços daquele que a corta.</p>
<p>A matéria dura da mesa,<br />
com sua difícil costura,<br />
é feito nervura de pedra,<br />
feito cirurgia sem cura.</p>
<p>A matéria densa da mesa,<br />
sua arquitetura suspensa,<br />
mantém sempre tensa postura<br />
onde nunca pousa doença.</p>
<p>A matéria reta da mesa,<br />
prato de severa dieta,<br />
é magra de arestas agudas,<br />
cheia de uma fome discreta.</p>
<p>A matéria bruta da mesa<br />
tem disciplinada conduta<br />
de quem mais escuta e só fala<br />
numa prosa que é sempre curta.</p>
<p>A matéria tesa da mesa,<br />
sua tessitura coesa,<br />
consiste em firmeza de entrecho,<br />
mesa mais discurso que mesa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mais um pré-genealógico</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/05/23/mais-um-pre-genealogico/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 18:36:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[pré-genealógico]]></category>

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		<description><![CDATA[Dama-da-noite A dama-da-noite incendeia a lua, a lua cheia. Tem o perfume da pêra madura, o cheiro fecundo do esperma. Dama das noites, das noivas, das lésbicas, prostitutas, flor. O sabor da noite é licor de frutas cítricas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dama-da-noite</strong></p>
<p>A dama-da-noite<br />
incendeia a lua,<br />
a lua cheia.</p>
<p>Tem o perfume<br />
da pêra madura,<br />
o cheiro fecundo<br />
do esperma.</p>
<p>Dama das noites,<br />
das noivas,<br />
das lésbicas,<br />
prostitutas,<br />
flor.</p>
<p>O sabor da noite<br />
é licor de frutas<br />
cítricas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Outro pré-genealógico</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2007/10/30/outro-pre-genealogico/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 20:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[pré-genealógico]]></category>

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		<description><![CDATA[Dionisíaca O vinho tinto que te molhou os lábios e afogueou os olhos fez despir-se na tua boca pétala por pétala a hemorragia lenta da lascívia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dionisíaca</strong></p>
<p>O vinho tinto<br />
que te molhou os lábios<br />
e afogueou os olhos<br />
fez despir-se na tua boca<br />
pétala por pétala<br />
a hemorragia lenta<br />
da lascívia.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Dois &#8220;pré-genealógicos&#8221;</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2007/09/28/dois-pre-genealogicos/</link>
		<comments>http://breviario.org/ptyx/2007/09/28/dois-pre-genealogicos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 20:42:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[pré-genealógico]]></category>

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		<description><![CDATA[Bailarina A bailarina gira: a respiração esquiva subindo em espirais e um sorriso equilibrado na ponta dos pés. Tensão entre música e musculatura. Dervixe Nos sinuosos signos da fumaça, um dervixe dançando se dilacera nos arabescos farpados da roseira: êxtase em elipses e espirais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Bailarina</strong></p>
<p>A bailarina gira:<br />
a respiração esquiva<br />
subindo em espirais<br />
e um sorriso equilibrado<br />
na ponta dos pés.</p>
<p>Tensão entre música<br />
e musculatura.</p>
<p><strong>Dervixe</strong></p>
<p>Nos sinuosos signos<br />
da fumaça, um dervixe<br />
dançando se dilacera<br />
nos arabescos farpados<br />
da roseira:</p>
<p>êxtase em elipses e espirais.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Os pré-genealógicos; &#8220;Vênus de Milo&#8221;</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2007/09/24/antiguidades/</link>
		<comments>http://breviario.org/ptyx/2007/09/24/antiguidades/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Sep 2007 20:24:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[pré-genealógico]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando resolvi manter um blog, pensei que seria uma boa oportunidade para trazer &#8220;a público&#8221;, ou pelo menos deixar registrado (partindo da possibilidade de que pouca gente os leia), alguns poemas que datam da minha graduação em Letras. Tais poemas, que os chamo pré-genealógicos, são o resultado de um período de seis meses sem escrever [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando resolvi manter um blog, pensei que seria uma boa oportunidade para trazer &#8220;a público&#8221;, ou pelo menos deixar registrado (partindo da possibilidade de que pouca gente os leia), alguns poemas que datam da minha graduação em Letras. Tais poemas, que os chamo pré-genealógicos, são o resultado de um período de seis meses sem escrever um único verso, logo após a crítica severa porém justa de um professor. Este poema que resolvi postar, o &#8220;Vênus de Milo&#8221;, é o primeiro que escrevi depois desse período e consiste, também, num divisor de águas, pois tudo o que foi escrito antes dele se verificou imprestável com o passar do tempo. Portanto, considero-o o meu primeiro poema de fato.</p>
<p>Se trago à tona os tais poemas &#8220;pré-genealógicos&#8221; é por ainda considerar que tenham algum valor, apesar do pouquíssimo fôlego e dos recursos limitados dos quais até então este poeta dispunha. Neste caso específico, o do &#8220;Vênus de Milo&#8221;, pode-se encontrar a origem de dois procedimentos bastante recorrentes no meu trabalho: o cometário poético sobre obras de arte e a comparação entre dois objetos. Portanto, esses poemas mantêm parte de sua importância para mim como registro de um trajeto percorrido. </p>
<p><strong>Vênus de Milo</strong></p>
<p>No corpo semi<br />
nu da Vênus de Milo<br />
a milenar beleza está<br />
na violência física<br />
da mutilação.</p>
<p>Separam-na da Pietá<br />
a carícia absurda<br />
e o gesto alijado<br />
da trágica possibilidade<br />
do a<br />
braço.</p>
]]></content:encoded>
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