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	<title>Ptyx &#187; poesia</title>
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		<title>Poeminha (ou poema em mínimas linhas)</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 05:36:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Suave, o
sol se dissolve
na saliva das nuvens
— pássaros de açúcar
derretem no ácido
crepúsculo.
Na garganta
das montanhas
arranham estrelas
pontiagudas.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Suave, o<br />
sol se dissolve<br />
na saliva das nuvens</p>
<p>— pássaros de açúcar<br />
derretem no ácido<br />
crepúsculo.</p>
<p>Na garganta<br />
das montanhas<br />
arranham estrelas<br />
pontiagudas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Poema bonsai</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2010/03/22/poema-bonsai-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 15:23:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[metalinguagem]]></category>
		<category><![CDATA[vídeo-poema]]></category>

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		<description><![CDATA[Como disse no post anterior, a questão do tempo na poesia vem me preocupando faz algum tempo; então aí vai mais um vídeo, dessa vez de um poema de minha própria autoria, já publicado por aqui.
 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como disse no post anterior, a questão do tempo na poesia vem me preocupando faz algum tempo; então aí vai mais um vídeo, dessa vez de um poema de minha própria autoria, já publicado por <a href="http://breviario.org/ptyx/2008/09/15/poema-bonsai/">aqui</a>.</p>
<p><!-- start insertion by YouTube Brackets, robertbuzink.nl --><span class="youtube"><object width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.youtube.com/v/aN4CNBFUK_8"> <param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aN4CNBFUK_8" /><param name="wmode" value="transparent" /></object></span><!-- end Youtube Brackets insertion --></p>
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		<title>Áporo, Carlos Drummond de Andrade</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2010/03/18/o-aporo-carlos-drummond-de-andrade/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 12:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[Áporo]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[vídeo-poema]]></category>

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		<description><![CDATA[De uns dois anos para cá, vem me preocupando a questão do tempo na poesia; não só o ritmo dos versos, como também a experiência do tempo configurada pelo poema. A despeito da experiência concretista, a literatura, tal qual a música, é uma arte que se elabora sobretudo no tempo. Passei então a me interessar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De uns dois anos para cá, vem me preocupando a questão do tempo na poesia; não só o ritmo dos versos, como também a experiência do tempo configurada pelo poema. A despeito da experiência concretista, a literatura, tal qual a música, é uma arte que se elabora sobretudo no tempo. Passei então a me interessar pela relação dos diversos tempos que envolvem a composição e a leitura da poesia: o tempo do enunciado, o da enunciação e o da recepção; tempos que se cruzam no objeto poético. Durante a leitura, os tempos do enunciado e da enunciação, nem sempre coincidentes, atualizam-se na consciência daquele que lê. Pensando nisso, comecei a analisar alguns poemas tendo em mente sua configuração temporal, e disso nasceu alguns pequenos vídeos nos quais tento explicitar o tempo latente nesses poemas. O primeiro vídeo é uma leitura de &#8220;Áporo&#8221; de Carlos Drummond de Andrade, publicado em <em>A rosa do povo</em>.</p>
<p>A proposta não é recriar artisticamente o poema de Drummond num outro sistema semiótico, mas oferecer uma espécie de análise estilística visual. Para tanto, lancei mão de recursos sumários para duplicar a simplicidade do objeto analisado, evitando qualquer traço figurativo de modo a fugir de uma associação demasiadamente mecânica com as imagens do poema. Não queria um vídeo que ilustrasse o poema, mas que evidenciasse o mais fielmente possível seus ritmos e a experiência do tempo condensada nele. É claro que, mesmo assim, as marcas de minha própria leitura acabaram sendo impressas no objeto, creio porém que a maioria dos leitores ainda conseguirá reconhecer algo de sua própria experiência com o texto em meu vídeo.</p>
<p>O princípio de composição foi bem simples: usando apenas fundos monocromáticos, os versos do poema, alguns minguadíssimos efeitos visuais e, principalmente, a cronometragem de cada plano, criei uma espécie de legenda ao avesso: os recursos visuais não ilustram o poema, mas meio que o explicam, reproduzindo-lhe o ritmo e o tempo latentes; não é o texto que traz algum acréscimo de significado à imagem, como na legenda comum — é a dimensão imagética que traduz abstratamente o sentido do texto. Não sei se fui muito feliz na empreitada, talvez meus leitores acabem por achar tudo meio óbvio, mas reitero aqui que minha intenção era justamente tornar explícitos certos aspectos constituintes do poema e não fazer uma leitura inovadora ou propriamente artística.</p>
<p>P.S.: O vídeo não tem som.</p>
<p><!-- start insertion by YouTube Brackets, robertbuzink.nl --><span class="youtube"><object width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.youtube.com/v/qjLdatoE8e8"> <param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qjLdatoE8e8" /><param name="wmode" value="transparent" /></object></span><!-- end Youtube Brackets insertion --></p>
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		<title>Soneto idílico</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2010/03/03/soneto-idilico/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 22:24:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[soneto]]></category>

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		<description><![CDATA[As ninfas que viviam aos sorrisos,
cantando pelos bosques, de alegria,
estrangulei-as todas e o faria
mais uma vez, se assim fosse preciso.
Uma a uma, num sádico rodízio
de carnes inda trêmulas, e frias;
e depois pratiquei necrofilia,
tudo em honra e louvor a Dioniso!
As ninfas sifilíticas, tais pragas,
devorei-as prostrado em reverência,
primeiro o curanchim, depois as nádegas,
agradecendo aos deuses pela bênção
de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As ninfas que viviam aos sorrisos,<br />
cantando pelos bosques, de alegria,<br />
estrangulei-as todas e o faria<br />
mais uma vez, se assim fosse preciso.</p>
<p>Uma a uma, num sádico rodízio<br />
de carnes inda trêmulas, e frias;<br />
e depois pratiquei necrofilia,<br />
tudo em honra e louvor a Dioniso!</p>
<p>As ninfas sifilíticas, tais pragas,<br />
devorei-as prostrado em reverência,<br />
primeiro o curanchim, depois as nádegas,</p>
<p>agradecendo aos deuses pela bênção<br />
de sorver este néctar que embriaga,<br />
este mênstruo infestado de doenças.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Noturno</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2009/07/25/noturno/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 22:55:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[A nata do sol se desfaz
num clarão esmaecido e
sobre as águas entorpecidas
que fiam macias o lodo doce
as engrenagens da via-láctea
se põem em movimento triturando
o vidro trêmulo das estrelas.
Nuvens de pássaros em pânico
desaparecem no volátil violáceo
azougue da noite entre escombros
de constelações, ruínas reluzentes
de antigos signos.
As pessoas voltam para casa
imersas num devaneio turvo
e as casas, paredes caiadas
de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A nata do sol se desfaz<br />
num clarão esmaecido e<br />
sobre as águas entorpecidas<br />
que fiam macias o lodo doce<br />
as engrenagens da via-láctea<br />
se põem em movimento triturando<br />
o vidro trêmulo das estrelas.</p>
<p>Nuvens de pássaros em pânico<br />
desaparecem no volátil violáceo<br />
azougue da noite entre escombros<br />
de constelações, ruínas reluzentes<br />
de antigos signos.</p>
<p>As pessoas voltam para casa<br />
imersas num devaneio turvo<br />
e as casas, paredes caiadas<br />
de escaras, se arrastam pela rua<br />
que se estende até a praça da<br />
Matriz onde a cidade dá um nó cego<br />
estancando o labirinto; carros<br />
escorrem pelo ralo das esquinas<br />
e mariposas bailarinam<br />
em torno de uma lâmpada pálida.</p>
<p>Vísceras vicejantes, a hera<br />
digere lentamente uma casa<br />
e as primeiras chispas do orvalho<br />
crepitam sobre a calha, cristalinas.</p>
<p>Num jardim pulsam rosas<br />
encardidas, cardíacas,<br />
eriçadas em espinhos<br />
como fios desencapados,<br />
rosas cúpricas, escuras,<br />
destilando perfume<br />
e ferrugem, rosas<br />
em farrapos de pétalas<br />
como lábios leporinos.</p>
<p>O luar disseca o horizonte<br />
entulhado de montanhas<br />
e a seda fluida da neblina<br />
se alastra alabastrina pelas<br />
ruas, submergindo os postes<br />
como mastros de um naufrágio<br />
regular; as dozes badaladas<br />
desabam sobre as casas<br />
dispersando os pensamentos.</p>
<p>Gota a gota, a madrugada<br />
vai diluindo o dia das pessoas,<br />
dissolvendo as vozes no silêncio,<br />
enquanto as coisas, vacilantes,<br />
soçobram nas sombras,<br />
nas cinzas da lembrança,<br />
desaparecem úmidas de sono&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Poema pseudo-oswaldiano à janela do circular</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2009/05/16/poema-oswaldiano-a-janela-do-circular/</link>
		<comments>http://breviario.org/ptyx/2009/05/16/poema-oswaldiano-a-janela-do-circular/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 16 May 2009 06:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Na rua augusta
Moças em lingeries de neon
Oferecem seus sexos
Num anúncio pubicitário.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na rua augusta<br />
Moças em lingeries de neon<br />
Oferecem seus sexos<br />
Num anúncio pubicitário.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>À mão livre</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2009/04/30/a-mao-livre/</link>
		<comments>http://breviario.org/ptyx/2009/04/30/a-mao-livre/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 09:33:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma mínima linha
ilumina o branco
do papel, sustenta
a tensa arquitetura
do instante:
risco.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mínima linha<br />
ilumina o branco<br />
do papel, sustenta<br />
a tensa arquitetura<br />
do instante:</p>
<p><em>risco</em>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Dos anais da história literária</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2009/02/11/dos-anais-da-historia-literaria/</link>
		<comments>http://breviario.org/ptyx/2009/02/11/dos-anais-da-historia-literaria/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 19:46:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto Valéry
jogava com o acaso
e roubava nos dados
(os dados viciados de
Mallarmé), Paul Verlaine
comia o rabo de Rimbaud.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto Valéry<br />
jogava com o acaso<br />
e roubava nos dados<br />
(os dados viciados de<br />
Mallarmé), Paul Verlaine<br />
comia o rabo de Rimbaud.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Fera (pré-genealógico)</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/12/29/fera-pre-genealogico/</link>
		<comments>http://breviario.org/ptyx/2008/12/29/fera-pre-genealogico/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 18:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[pré-genealógico]]></category>

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		<description><![CDATA[A fera dos olhos
adormecida
concentra no ar
toda tensão
de fera cativa.
Quando desperta:
parda pantera
aberta em guerras,
rosa toda espinhos.
E a fera,
furiosa,
fareja,
captura
e devora.
Mantém-se alerta
à perplexidade,
instinto límpido
de pupila.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A fera dos olhos<br />
adormecida<br />
concentra no ar<br />
toda tensão<br />
de fera cativa.</p>
<p>Quando desperta:<br />
parda pantera<br />
aberta em guerras,</p>
<p>rosa toda espinhos.</p>
<p>E a fera,<br />
furiosa,<br />
fareja,<br />
captura<br />
e devora.</p>
<p>Mantém-se alerta<br />
à perplexidade,<br />
instinto límpido<br />
de pupila.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A palavra &#8220;câncer&#8221;</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/12/05/a-palavra-cancer/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 16:54:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ptyx/2008/12/05/a-palavra-cancer/</guid>
		<description><![CDATA[A palavra &#8220;câncer&#8221;
ganhou contornos de
substância, palavra
encalacrada na garganta,
escalavrando as entranhas,
não estes grãos de grafite
que se evolam na voz
quando alguém a diz
displicente: &#8220;câncer&#8221;.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A palavra &#8220;câncer&#8221;<br />
ganhou contornos de<br />
substância, palavra<br />
encalacrada na garganta,<br />
escalavrando as entranhas,<br />
não estes grãos de grafite<br />
que se evolam na voz<br />
quando alguém a diz<br />
displicente: &#8220;câncer&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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