Poeminha (ou poema em mínimas linhas)
Postado em April 1, 2010
Categoria poesia | 4 comentários
Suave, o
sol se dissolve
na saliva das nuvens
— pássaros de açúcar
derretem no ácido
crepúsculo.
Na garganta
das montanhas
arranham estrelas
pontiagudas.
O poema lembra alguma coisa oriental pela brevidade. Gosto dele!
César,
De fato, algumas intenções por trás do poema vão nesse sentido. Obrigado pelo comentário!
Não tem exatamente a ver com o poema, mas me lembrou uma história que um colega meio louco contou no meu ensino médio.
Ele havia sofrido um acidente de ônibus (o ônibus capotou) e nos disse que isso aconteceu quando o veículo foi atacado por índios.
- Mas de onde surgiram esses índios? E como ninguém os viu?
- Estava chovendo na hora do acidente.
- E daí?
- É que eram índios de açúcar.
Esse mesmo sujeito dizia sempre andar próximo aos postes por medo de um fim súbito da gravidade.
Sim, índios de açúcar… São realmente muito perigosos e traiçoeiros. Eram os preferidos em rituais de antropofagia, até desencadearem uma epidemia de diabetes entre as tribos especializadas nessa especialidade gastronômica. Agora estão lançando índios diet no mercado.