Poeminha (ou poema em mínimas linhas)

Postado em April 1, 2010
Categoria poesia | 4 comentários

Suave, o
sol se dissolve
na saliva das nuvens

— pássaros de açúcar
derretem no ácido
crepúsculo.

Na garganta
das montanhas
arranham estrelas
pontiagudas.

Comentários

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4 Comentários »

2010-04-01 15:35:31

O poema lembra alguma coisa oriental pela brevidade. Gosto dele!

Emmanuel
2010-04-01 16:06:43

César,

De fato, algumas intenções por trás do poema vão nesse sentido. Obrigado pelo comentário!

 
 
2010-04-02 16:32:50

Não tem exatamente a ver com o poema, mas me lembrou uma história que um colega meio louco contou no meu ensino médio.

Ele havia sofrido um acidente de ônibus (o ônibus capotou) e nos disse que isso aconteceu quando o veículo foi atacado por índios.
- Mas de onde surgiram esses índios? E como ninguém os viu?
- Estava chovendo na hora do acidente.
- E daí?
- É que eram índios de açúcar.

Esse mesmo sujeito dizia sempre andar próximo aos postes por medo de um fim súbito da gravidade.

 
Emmanuel
2010-04-05 04:42:08

Sim, índios de açúcar… São realmente muito perigosos e traiçoeiros. Eram os preferidos em rituais de antropofagia, até desencadearem uma epidemia de diabetes entre as tribos especializadas nessa especialidade gastronômica. Agora estão lançando índios diet no mercado.

 
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