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	<title>Comments on: Dos anais da história literária</title>
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		<title>By: Emmanuel Santiago</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2009/02/11/dos-anais-da-historia-literaria/comment-page-1/#comment-2589</link>
		<dc:creator>Emmanuel Santiago</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 05:45:29 +0000</pubDate>
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		<description>Renan, este é um poema sem muitas pretensões; fi-lo simplesmente como um exercício, como pastiche de poema piada. Mas, de certa forma, não deixa de ser um tanto auto-irônico, na medida em que Mallarmé e Verlaine tem algo que ver com a minha poesia - mas não procurei nenhuma novidade nele; é um pastiche que se quer absolutamente convencional, tanto na forma sintética, quanto no trocadilho (que eu realmente detesto), no humor grosseiro e fácil. Também não pretendia que o tema tivesse qualquer novidade. Já a relação com a poesia marginal faz todo o sentido.

Quanto à repetição do &quot;Paul&quot;, cheguei a considerar a questão, dado que sou muito chegado a simetrias, mas o resultado não me soou bem ao ouvido interno, assim como a exclusão do &quot;Paul&quot; de Verlaine também chegou a ser cogitada. Do modo como está, pareceu-me mais &quot;redondo&quot;, e costumo obedecer ao meu ouvido intermo, mesmo quando ele me obriga a abrir mão de sugestões interessantes. Não sei se me explico direito: assim, como está, o poema me parece mais &quot;certo&quot;, ritmicamente falando, ainda que eu não saiba explicar bem esse meu ouvido interno, que costumo creditar à experiência acumulada durante esses anos como poeta.

Obrigado pelo comentário!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Renan, este é um poema sem muitas pretensões; fi-lo simplesmente como um exercício, como pastiche de poema piada. Mas, de certa forma, não deixa de ser um tanto auto-irônico, na medida em que Mallarmé e Verlaine tem algo que ver com a minha poesia &#8211; mas não procurei nenhuma novidade nele; é um pastiche que se quer absolutamente convencional, tanto na forma sintética, quanto no trocadilho (que eu realmente detesto), no humor grosseiro e fácil. Também não pretendia que o tema tivesse qualquer novidade. Já a relação com a poesia marginal faz todo o sentido.</p>
<p>Quanto à repetição do &#8220;Paul&#8221;, cheguei a considerar a questão, dado que sou muito chegado a simetrias, mas o resultado não me soou bem ao ouvido interno, assim como a exclusão do &#8220;Paul&#8221; de Verlaine também chegou a ser cogitada. Do modo como está, pareceu-me mais &#8220;redondo&#8221;, e costumo obedecer ao meu ouvido intermo, mesmo quando ele me obriga a abrir mão de sugestões interessantes. Não sei se me explico direito: assim, como está, o poema me parece mais &#8220;certo&#8221;, ritmicamente falando, ainda que eu não saiba explicar bem esse meu ouvido interno, que costumo creditar à experiência acumulada durante esses anos como poeta.</p>
<p>Obrigado pelo comentário!</p>
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		<title>By: Renan Nuernberger</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2009/02/11/dos-anais-da-historia-literaria/comment-page-1/#comment-2587</link>
		<dc:creator>Renan Nuernberger</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 19:56:51 +0000</pubDate>
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		<description>Estou para comentar seu poema: em chave completamente diversa daquela que você cultiva — embora pudéssemos discutir até que ponto vai esta &quot;diversidade&quot;, tendo-se em consideração não apenas a &quot;aparência formal&quot; (expressão inexata…) mas também o que esta forma comunica —, este poema passaria facilmente como um epígono da poesia &quot;marginal&quot; brasileira dos 1970, no que ela tinha de mais refinado.

Não sei até que ponto a iconoclastia com os cânones franceses é &quot;novidade&quot; em si mesmo, mas isso não tira os méritos do poema. Só queria fazer uma pequena sugestão — embora saiba que você é muito mais atento ao objeto-poema do que eu — que, creio, traria ainda mais fomento ao poema: se o primeiro verso fosse &quot;Enquanto Paul Valéry&quot;? Deste modo, as associações entre mestre-discípulo teriam sua paranomásia (PAUL VaLéRy / PAUL VeRLaine) reforçada — sim, uma associação invertida, posto que Valéry é discípulo de Mallarmé e, ao contrário, Verlaine é &quot;mestre&quot; de Rimbaud. Além disso, os sobrenomes de Mallarmé e Rimbaud — únicos no poema assim mencionados — reforçariam-se como poetas de maior destaque — sei, é discutível — e reconhecimento do que Valéry e Verlaine.

Na ciranda das letras de dados (viciados), às vezes quem é comido surpreende até quem o come — Rimbaud que o, sempre, diga. Ainda é possível jogar com o acaso?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estou para comentar seu poema: em chave completamente diversa daquela que você cultiva — embora pudéssemos discutir até que ponto vai esta &#8220;diversidade&#8221;, tendo-se em consideração não apenas a &#8220;aparência formal&#8221; (expressão inexata…) mas também o que esta forma comunica —, este poema passaria facilmente como um epígono da poesia &#8220;marginal&#8221; brasileira dos 1970, no que ela tinha de mais refinado.</p>
<p>Não sei até que ponto a iconoclastia com os cânones franceses é &#8220;novidade&#8221; em si mesmo, mas isso não tira os méritos do poema. Só queria fazer uma pequena sugestão — embora saiba que você é muito mais atento ao objeto-poema do que eu — que, creio, traria ainda mais fomento ao poema: se o primeiro verso fosse &#8220;Enquanto Paul Valéry&#8221;? Deste modo, as associações entre mestre-discípulo teriam sua paranomásia (PAUL VaLéRy / PAUL VeRLaine) reforçada — sim, uma associação invertida, posto que Valéry é discípulo de Mallarmé e, ao contrário, Verlaine é &#8220;mestre&#8221; de Rimbaud. Além disso, os sobrenomes de Mallarmé e Rimbaud — únicos no poema assim mencionados — reforçariam-se como poetas de maior destaque — sei, é discutível — e reconhecimento do que Valéry e Verlaine.</p>
<p>Na ciranda das letras de dados (viciados), às vezes quem é comido surpreende até quem o come — Rimbaud que o, sempre, diga. Ainda é possível jogar com o acaso?</p>
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