Sobre a marginal

Postado em September 17, 2008
Categoria poesia | 3 comentários

Feito um bombardeio, a noite
se abate sobre São Paulo
e a cidade arde, incandescente.

Num céu estilhaçado, a lua escorre
pelos olhos, fosca e opaca, cor
de cocaína batizada, e
me deixa chapado respirando
a fumaça cruenta do asfalto.

Comentários

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3 Comentários »

Emmanuel
2008-09-19 16:12:22

Só um esclarecimento. Trata-se de um poema resultante de anotações que fiz há mais de um ano. A marginal em questão é a Marginal Pinheiros, sobre a qual eu costumava passar geralmente na hora do pôr-do-sol ou do comecinho da noite.

 
2008-09-30 19:45:57

Dá uma canja (uma luz) lá nos comentários do Vinícius, Emmanuel!

Sobre o Vitor, pode lhe parecer surpreendente, mas eu concordo com você. Só ainda não me deu na telha desenvolver uma resposta.

Até mais!

 
2008-10-02 22:30:44

Eu podia jurar que tinha deixado um comentário aqui ontem… O.o
Capaz de ter ido parar na lista de spams – dá uma olhada lá!

Em todo caso re-produzo a seguir o conteúdo mais urgente do comentário-fantasma: por mais inconveniente que possa parecer, eu concordo com as suas observações sobre a poesia do Vitor – só não me dignei a organizar uma resposta mais esclarecedora. Acho inclusive que estou falando disso aqui pelo blog para não ter de encarar o infinito espaço em branco de um e-mail. Leseira, preguiça, todas essas coisas. E quanto a ascese e assepsia, idem. Principalmente quanto a ascese e assepcia não estou com cabeça para refletir. Enfim, essas coisas!

Agora vou lá no blog do Vinícius encher mais o saco dele e comentar o seu comentário.

 
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