Sobre a marginal
Postado em September 17, 2008
Categoria poesia | 3 comentários
Feito um bombardeio, a noite
se abate sobre São Paulo
e a cidade arde, incandescente.
Num céu estilhaçado, a lua escorre
pelos olhos, fosca e opaca, cor
de cocaína batizada, e
me deixa chapado respirando
a fumaça cruenta do asfalto.
Só um esclarecimento. Trata-se de um poema resultante de anotações que fiz há mais de um ano. A marginal em questão é a Marginal Pinheiros, sobre a qual eu costumava passar geralmente na hora do pôr-do-sol ou do comecinho da noite.
Dá uma canja (uma luz) lá nos comentários do Vinícius, Emmanuel!
Sobre o Vitor, pode lhe parecer surpreendente, mas eu concordo com você. Só ainda não me deu na telha desenvolver uma resposta.
Até mais!
Eu podia jurar que tinha deixado um comentário aqui ontem… O.o
Capaz de ter ido parar na lista de spams – dá uma olhada lá!
Em todo caso re-produzo a seguir o conteúdo mais urgente do comentário-fantasma: por mais inconveniente que possa parecer, eu concordo com as suas observações sobre a poesia do Vitor – só não me dignei a organizar uma resposta mais esclarecedora. Acho inclusive que estou falando disso aqui pelo blog para não ter de encarar o infinito espaço em branco de um e-mail. Leseira, preguiça, todas essas coisas. E quanto a ascese e assepsia, idem. Principalmente quanto a ascese e assepcia não estou com cabeça para refletir. Enfim, essas coisas!
Agora vou lá no blog do Vinícius encher mais o saco dele e comentar o seu comentário.