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	<title>Comments on: Pierre Menard, a fraude?</title>
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	<description>Just another Breviário.org weblog</description>
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		<title>By: José Carlos</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/comment-page-1/#comment-2725</link>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 03:27:19 +0000</pubDate>
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		<description>Infelizmente, os dois estão errados.  É muito palpiteiro de Literatura neste meio de mundo... Engraçado que ninguém dá palpites e Engenharia Civil (o prédio cai), em Medicina (o paciente morre) etc.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Infelizmente, os dois estão errados.  É muito palpiteiro de Literatura neste meio de mundo&#8230; Engraçado que ninguém dá palpites e Engenharia Civil (o prédio cai), em Medicina (o paciente morre) etc.</p>
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		<title>By: Emmanuel</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/comment-page-1/#comment-2694</link>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 22:01:29 +0000</pubDate>
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		<description>Obrigado, Brito. Na verdade, tenho algumas coisas a acrescentar a essa análise, sim. Tanto que tenho um artigo em gestação sobre o assunto. Assim que tiver algo mais concreto, posto por aqui. E fico feliz por ter acrescentado algo a sua leitura do texto. Afinal, a crítica não existe para julgar os textos, mas sim para enriquecer nossa leitura deles.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado, Brito. Na verdade, tenho algumas coisas a acrescentar a essa análise, sim. Tanto que tenho um artigo em gestação sobre o assunto. Assim que tiver algo mais concreto, posto por aqui. E fico feliz por ter acrescentado algo a sua leitura do texto. Afinal, a crítica não existe para julgar os textos, mas sim para enriquecer nossa leitura deles.</p>
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	<item>
		<title>By: brito alves</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/comment-page-1/#comment-2693</link>
		<dc:creator>brito alves</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 06:40:04 +0000</pubDate>
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		<description>Olá. 
Depois de ter lido essa análise bastante pertinente, reabri essa mesma edição traduzida por Carlos Nejar nas páginas desse conto, e me pus a reler. Ri, ri dos pequenos deslizes do narrador, de sua fina ironia, e ri de mim mesmo por ter caído em alguns sofismas, por ter me deixado levar por sua retórica. 
Na verdade, sua análise não tangencia o que entendi do conto, o que consegui extrair, por isso não desbanca minhas opiniões, mas seu texto é bastante elucidativo e só enriquece mais minha visão sobre o conto e, o melhor, me previne para as próximas leituras.  
Acho interessante algumas passagens do conto que sugerem uma reinterpretação do D. Quixote a partir da leitura de Pierre Menard. É até citado, redundantemente, uma passagem de certo capítulo, uma escrita por Cervantes, outra por Menard, mas exatamente iguais. Vi nisso outra ironia, a repetição, mas é interessante a visão de Menard sobre a verdade histórica, que é bem pertinente, por um lado. 
Enfim, de qualquer forma, mesmo pra um leigo como eu, um simples jovem leitor, despretensioso, comprometido só com minhas próprias investigações, Jorge Luis Borges me fez redescobrir a leitura, a relação obra-autor-leitor. E sua análise, repito, é bem enriquecedora nesse sentido. Obrigado e, quem sabe, você não tenha nada a acrescentar, ou retificar, ou opinar no que eu disse.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá.<br />
Depois de ter lido essa análise bastante pertinente, reabri essa mesma edição traduzida por Carlos Nejar nas páginas desse conto, e me pus a reler. Ri, ri dos pequenos deslizes do narrador, de sua fina ironia, e ri de mim mesmo por ter caído em alguns sofismas, por ter me deixado levar por sua retórica.<br />
Na verdade, sua análise não tangencia o que entendi do conto, o que consegui extrair, por isso não desbanca minhas opiniões, mas seu texto é bastante elucidativo e só enriquece mais minha visão sobre o conto e, o melhor, me previne para as próximas leituras.<br />
Acho interessante algumas passagens do conto que sugerem uma reinterpretação do D. Quixote a partir da leitura de Pierre Menard. É até citado, redundantemente, uma passagem de certo capítulo, uma escrita por Cervantes, outra por Menard, mas exatamente iguais. Vi nisso outra ironia, a repetição, mas é interessante a visão de Menard sobre a verdade histórica, que é bem pertinente, por um lado.<br />
Enfim, de qualquer forma, mesmo pra um leigo como eu, um simples jovem leitor, despretensioso, comprometido só com minhas próprias investigações, Jorge Luis Borges me fez redescobrir a leitura, a relação obra-autor-leitor. E sua análise, repito, é bem enriquecedora nesse sentido. Obrigado e, quem sabe, você não tenha nada a acrescentar, ou retificar, ou opinar no que eu disse.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Carlos Soares</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/comment-page-1/#comment-2623</link>
		<dc:creator>Carlos Soares</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 13:25:28 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Eu quero mais é que Emmanuel cante!&quot;

Disponha, meu camarada.
Eu estive lendo O Aleph e também estava tendo uma sacadas nessa direção para qual - assim me parece - você aponta teus esforços.
Na verdade existe um outro romance de Vila-Matas que se faz &quot;complementar&quot;, por assim dizer, ao primeiro romance que mencionei. O nome do segundo livro é &quot;O mal de Montano&quot;. Ambos saíram pela Cosac &amp; Naify.
Bem, gostaria de ler as outras partes dos estudos que você está desenvolvendo. Embora eu tenho sido alfabetizado tardiamente e, por conta disso, só tenha tido acesso tido contato com o conhecimento acadêmico formal após uma longa jornada por outras paragens, acho que posso, além de aprender com teus ensaios, ajudar de alguma forma.
É... acho que é mais ou menos isso.

Até mais ler e abraços.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Eu quero mais é que Emmanuel cante!&#8221;</p>
<p>Disponha, meu camarada.<br />
Eu estive lendo O Aleph e também estava tendo uma sacadas nessa direção para qual &#8211; assim me parece &#8211; você aponta teus esforços.<br />
Na verdade existe um outro romance de Vila-Matas que se faz &#8220;complementar&#8221;, por assim dizer, ao primeiro romance que mencionei. O nome do segundo livro é &#8220;O mal de Montano&#8221;. Ambos saíram pela Cosac &amp; Naify.<br />
Bem, gostaria de ler as outras partes dos estudos que você está desenvolvendo. Embora eu tenho sido alfabetizado tardiamente e, por conta disso, só tenha tido acesso tido contato com o conhecimento acadêmico formal após uma longa jornada por outras paragens, acho que posso, além de aprender com teus ensaios, ajudar de alguma forma.<br />
É&#8230; acho que é mais ou menos isso.</p>
<p>Até mais ler e abraços.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Emmanuel Santiago</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/comment-page-1/#comment-2622</link>
		<dc:creator>Emmanuel Santiago</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 09:14:03 +0000</pubDate>
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		<description>Carlos Soares,

Não conheço esse romance, mas procurarei lê-lo, pois certamente acrescentará algo às reflexões que venho fazendo ultimamente de como Borges sintetiza certas tendências da literatura e do pensamento do século XX.

Muito obrigado pelo comentário e pela dica do romance!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Soares,</p>
<p>Não conheço esse romance, mas procurarei lê-lo, pois certamente acrescentará algo às reflexões que venho fazendo ultimamente de como Borges sintetiza certas tendências da literatura e do pensamento do século XX.</p>
<p>Muito obrigado pelo comentário e pela dica do romance!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Carlos Soares</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/comment-page-1/#comment-2621</link>
		<dc:creator>Carlos Soares</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 17:08:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/#comment-2621</guid>
		<description>Ao ler este teu post estava me lembrando de um livro de Enrique Vila-Matas, Bartleby e Cia, no qual este autor cita um suposto livro, de nome “Instituto Pierre Menard”, atribuindo-o a um suposto autor chamado Roberto Moretti.
Vila-Matas afirma que este romance é uma sátira da obra de Robert Walser, “Instituto Benjamenta”. E, segundo ele, o próprio Walser, bem como Bartleby, personagem emblemática dentro da obra de Melville, são dois dos personagens deste livro, que tem como enredo um instituto onde todos os alunos são ensinados a dizer “não” a um milhão de propostas, das mais descabidas às mais tentadoras. Nada mais, além disso, acontece no romance. Ao fim, todos saem do instituto como felizes e consumados copistas.
A coisa toda fica interessante quando se tenta descobrir alguma coisa sobre a existência tanto do livro quanto do autor citado por Vila-Matas e se descobre que não há simplesmente nada em canto algum atestando a existência (ou inexistência) de ambos.
É sabido, pelo boca do próprio Vila-Matas, que há neste seu livro pelos menos uma meia-dúzia de escritores inventados (mas nem por isso inexistentes) aos quais ele faz referências veladas, utilizando-os como uma espécie de código secreto e muito sutil como se quisesse que poucos leitores – muito poucos leitores – tivessem acesso às verdadeiras imagens que ele cria com essas suas referências veladas.
Gostaria se já leu este romance e, caso seja positiva a resposta para esta pergunta, se conseguiu inferir isso a que me referi ou algo parecido.
Até mais ler.
Grato.

P.S.
Peço perdão por minha péssima gramática e sintaxe. Ainda não estou muito adaptado a escrita com palavras.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ler este teu post estava me lembrando de um livro de Enrique Vila-Matas, Bartleby e Cia, no qual este autor cita um suposto livro, de nome “Instituto Pierre Menard”, atribuindo-o a um suposto autor chamado Roberto Moretti.<br />
Vila-Matas afirma que este romance é uma sátira da obra de Robert Walser, “Instituto Benjamenta”. E, segundo ele, o próprio Walser, bem como Bartleby, personagem emblemática dentro da obra de Melville, são dois dos personagens deste livro, que tem como enredo um instituto onde todos os alunos são ensinados a dizer “não” a um milhão de propostas, das mais descabidas às mais tentadoras. Nada mais, além disso, acontece no romance. Ao fim, todos saem do instituto como felizes e consumados copistas.<br />
A coisa toda fica interessante quando se tenta descobrir alguma coisa sobre a existência tanto do livro quanto do autor citado por Vila-Matas e se descobre que não há simplesmente nada em canto algum atestando a existência (ou inexistência) de ambos.<br />
É sabido, pelo boca do próprio Vila-Matas, que há neste seu livro pelos menos uma meia-dúzia de escritores inventados (mas nem por isso inexistentes) aos quais ele faz referências veladas, utilizando-os como uma espécie de código secreto e muito sutil como se quisesse que poucos leitores – muito poucos leitores – tivessem acesso às verdadeiras imagens que ele cria com essas suas referências veladas.<br />
Gostaria se já leu este romance e, caso seja positiva a resposta para esta pergunta, se conseguiu inferir isso a que me referi ou algo parecido.<br />
Até mais ler.<br />
Grato.</p>
<p>P.S.<br />
Peço perdão por minha péssima gramática e sintaxe. Ainda não estou muito adaptado a escrita com palavras.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Camila</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/comment-page-1/#comment-2619</link>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 03:13:17 +0000</pubDate>
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		<description>J-M. Emir: parece até que tens uma rixa!
que infatilidades!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>J-M. Emir: parece até que tens uma rixa!<br />
que infatilidades!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Emmanuel</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/comment-page-1/#comment-2593</link>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 17:28:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/#comment-2593</guid>
		<description>Só para esclarecer mais uma coisa: o meu post não tem como objetivo ser um texto acadêmico, por isso não indico as refrências bibliográficas, dado o fato de que um texto escrito num blog se destina a uma variedade de leitores que podem ou não estar familiarizados com os protocolos acadêmicos. Citando Bakhtin, poderia dizer assim:

&quot;Também isentamos nosso trabalho do lastro supérfluo de citações e referências que, geralmente, não têm significação metodológica direta para estudos não históricos e, num trabalho conciso de caráter sistemático, são completamente infrutíferas: elas são desnecessárias ao leitor competente e inúteis ao que não o é&quot;.

O que não deixa de ser uma citação irônica, em se tratando do que ela diz.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só para esclarecer mais uma coisa: o meu post não tem como objetivo ser um texto acadêmico, por isso não indico as refrências bibliográficas, dado o fato de que um texto escrito num blog se destina a uma variedade de leitores que podem ou não estar familiarizados com os protocolos acadêmicos. Citando Bakhtin, poderia dizer assim:</p>
<p>&#8220;Também isentamos nosso trabalho do lastro supérfluo de citações e referências que, geralmente, não têm significação metodológica direta para estudos não históricos e, num trabalho conciso de caráter sistemático, são completamente infrutíferas: elas são desnecessárias ao leitor competente e inúteis ao que não o é&#8221;.</p>
<p>O que não deixa de ser uma citação irônica, em se tratando do que ela diz.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Emmanuel</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/comment-page-1/#comment-2592</link>
		<dc:creator>Emmanuel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 16:49:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/#comment-2592</guid>
		<description>Caro J-M. Emir,

Em primeiro lugar, não acho que a enunciação de lugares-comuns da crítica borgiana e do conto moderno, como a separação entre &quot;visível&quot; e &quot;invisível&quot;, devesse impedir que outras análises sejam feitas. Se você acha que a minha análise não é pertinente, deveria contestar os meus argumentos com elementos tirados do texto, e não apenas se escondendo por trás da autoridade da &quot;crítica borgiana e acerca de Borges&quot;, o que é uma atitude no mínimo preguiçosa.

Em segundo lugar, não digo que estou dando a palavra final sobre o conto; apenas estou levantando uma discussão que, até onde eu saiba, ainda não foi feita. Acredito que parte da riqueza de uma obra literária está no seu poder de permitir variadas interpretações, contanto que elas não sejam contraditórias com o texto. A palavra final, portanto, é do texto. Qualquer prova ou refutação deveria partir desse princípio.

Em terceiro lugar, se tivesse lido até o final do último parágrafo, teria lido: &quot;O que eu queria destacar é que não há sequer um ponto seguro no texto que torne o seu enunciado confiável, pois narrador e personagem principal mentem descaradamente e repetidas vezes&quot;. O que estou dizendo é que o importante não é saber se Pierre Menard escreveu ou não o &quot;Quixote&quot;, mas sim que o narrador do conto foi construído de acordo com aquilo o que Henry James chamou de &quot;narrador posto em situação&quot;, que é quando o narrador, por estar integrado ao universo que está narrando como personagem, apresenta uma parcialidade em seu ponto de vista, seja por alguma limitação dada pelas condições, seja por ser parte especialmente interessada.

Ao perguntar: &quot;Afinal, Capitu traiu ou não Bentinho?&quot;, estou evocando o exemplo de &quot;Dom Casmurro&quot; no qual a questão da traição não importa; o que importa é a maneira como Machado de Assis constrói o seu narrador de modo que não podemos confiar nele, mas não a tal ponto que possamos descartar completamente a hipótese da traição (a respeito, cf. SCHWARZ, Roberto. &quot;A poética envenenada de Dom Casmurro&quot;. In - &quot;Duas meninas&quot;. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, pp. 7-41).

Para finalizar, gostaria de dizer que estou plenamente seguro de ter demonstrado que o narrador de Pierre Menrad apresenta um caráter não-confiável. Para refutar o meu ponto de vista, seria preciso que você fosse ao texto e dissesse em que ponto o meu argumento está em discordância com ele. Pode ser que você tenha razão, ou não; o que só saberemos se você for ao texto ao invés de apenas contrapor à minha análise a de outros críticos (sim, sou &quot;crítico&quot; literário, com diploma e tudo, pode conferir o meu Lattes na página do CNPq, que anda meio desatualizado, é verdade), principalmente quando tais críticos não estão tratando da mesma questão que eu.

De qualquer modo, obrigado pelo comentário!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro J-M. Emir,</p>
<p>Em primeiro lugar, não acho que a enunciação de lugares-comuns da crítica borgiana e do conto moderno, como a separação entre &#8220;visível&#8221; e &#8220;invisível&#8221;, devesse impedir que outras análises sejam feitas. Se você acha que a minha análise não é pertinente, deveria contestar os meus argumentos com elementos tirados do texto, e não apenas se escondendo por trás da autoridade da &#8220;crítica borgiana e acerca de Borges&#8221;, o que é uma atitude no mínimo preguiçosa.</p>
<p>Em segundo lugar, não digo que estou dando a palavra final sobre o conto; apenas estou levantando uma discussão que, até onde eu saiba, ainda não foi feita. Acredito que parte da riqueza de uma obra literária está no seu poder de permitir variadas interpretações, contanto que elas não sejam contraditórias com o texto. A palavra final, portanto, é do texto. Qualquer prova ou refutação deveria partir desse princípio.</p>
<p>Em terceiro lugar, se tivesse lido até o final do último parágrafo, teria lido: &#8220;O que eu queria destacar é que não há sequer um ponto seguro no texto que torne o seu enunciado confiável, pois narrador e personagem principal mentem descaradamente e repetidas vezes&#8221;. O que estou dizendo é que o importante não é saber se Pierre Menard escreveu ou não o &#8220;Quixote&#8221;, mas sim que o narrador do conto foi construído de acordo com aquilo o que Henry James chamou de &#8220;narrador posto em situação&#8221;, que é quando o narrador, por estar integrado ao universo que está narrando como personagem, apresenta uma parcialidade em seu ponto de vista, seja por alguma limitação dada pelas condições, seja por ser parte especialmente interessada.</p>
<p>Ao perguntar: &#8220;Afinal, Capitu traiu ou não Bentinho?&#8221;, estou evocando o exemplo de &#8220;Dom Casmurro&#8221; no qual a questão da traição não importa; o que importa é a maneira como Machado de Assis constrói o seu narrador de modo que não podemos confiar nele, mas não a tal ponto que possamos descartar completamente a hipótese da traição (a respeito, cf. SCHWARZ, Roberto. &#8220;A poética envenenada de Dom Casmurro&#8221;. In &#8211; &#8220;Duas meninas&#8221;. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, pp. 7-41).</p>
<p>Para finalizar, gostaria de dizer que estou plenamente seguro de ter demonstrado que o narrador de Pierre Menrad apresenta um caráter não-confiável. Para refutar o meu ponto de vista, seria preciso que você fosse ao texto e dissesse em que ponto o meu argumento está em discordância com ele. Pode ser que você tenha razão, ou não; o que só saberemos se você for ao texto ao invés de apenas contrapor à minha análise a de outros críticos (sim, sou &#8220;crítico&#8221; literário, com diploma e tudo, pode conferir o meu Lattes na página do CNPq, que anda meio desatualizado, é verdade), principalmente quando tais críticos não estão tratando da mesma questão que eu.</p>
<p>De qualquer modo, obrigado pelo comentário!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: J-M. Emir</title>
		<link>http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/comment-page-1/#comment-2591</link>
		<dc:creator>J-M. Emir</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 20:22:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ptyx/2008/06/23/pierre-menard-a-fraude/#comment-2591</guid>
		<description>Precisa rever seus conceitos, estudar a crítica borgiana e as crítica acerca de Borges. Se vc tivesse prestado atenção na sua leitura, teria percebido que a obra de Menard está em duas categorias: a &quot;visível&quot; e a &quot;invisível&quot;. Portanto, caro &#039;crítico&#039;, a grande questão que norteia sua &#039;crítica&#039;, &quot;será que esses rascunhos [o Quixote de Menard, a obra invisível] realmente existiram?&quot;, é tão vazia quanto sua atenção.

Isso não era o que você gostaria de ouvir.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Precisa rever seus conceitos, estudar a crítica borgiana e as crítica acerca de Borges. Se vc tivesse prestado atenção na sua leitura, teria percebido que a obra de Menard está em duas categorias: a &#8220;visível&#8221; e a &#8220;invisível&#8221;. Portanto, caro &#8216;crítico&#8217;, a grande questão que norteia sua &#8216;crítica&#8217;, &#8220;será que esses rascunhos [o Quixote de Menard, a obra invisível] realmente existiram?&#8221;, é tão vazia quanto sua atenção.</p>
<p>Isso não era o que você gostaria de ouvir.</p>
]]></content:encoded>
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