Furor parnasiano
Postado em June 4, 2008
Categoria metalinguagem, poesia |
Eu sou a Musa Impassível,
a Virgem de amianto
impermeável ao sôfrego
fogo das tuas entranhas.
Dos meus seios, jorram
cascatas de mármore,
arquiteturas, estátuas
de antigos deuses
mutilados, mas
nenhuma gota
que aplaque a súplica
dos teus lábios ávidos.
Contra um cinto de castidade
forjado no bronze, a frio,
os teus dedos se deflagram
no meu corpo seminu;
é inútil! Trouxeste
a chave (de ouro)?
Eu, a Musa Impassível,
estéril e etérea, um frígido
Moloch; nas minhas coxas,
o poema é um coito sem gozo.
Muito bom! É um pré-genealógico? Mais deles!
Só não digo que há “vida” neste para não irritar você.
Acho que me agrada porque mostra os parnasianos sequinhos bem como os vejo…
É um poema sério. Eu sou a Musa Impassível!