Eucaristia
Postado em April 2, 2008
Categoria poesia |
Como que arrebatado
pelo êxtase turbulento
do Teu corpo, alvíssaras
de delícias e delírios,
eu me transubstancio
em pura chama.
A língua se inflama,
labareda consumindo
a carne, cauterizando
os lábios cálidos
de uma chaga.
Entre os meus dedos,
desabrocha a Rosa
Mística, faço-lhe carícias
como quem desfiasse
um rosário perpétuo.
E na tortuosa liturgia
do enlace, sublimamos
os limites entre corpo
e espírito, etéreos
amantes e eternos
sobre o altar.
Então esvanecemos
na fumaça violácea
do incenso, fundidos
no mistério absoluto
da consubstanciação.
P.S.: Estou postando novamente este poema porque tive problemas com spam, então resolvi deletá-lo para que parassem de encher a minha caixa postal com porcarias. Peço desculpas a Ana Candocha e a Cassiane que haviam deixado seus comentários lá, comentários, aliás, muito agradáveis.
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