O objeto soneto
Postado em October 1, 2007
Categoria metalinguagem, poesia, soneto |
A princípio, teremos dois quartetos
no começo da página, por cima,
e depois: dois tercetos, cinco rimas,
chave de ouro, fechando este soneto
que o poeta, em trabalho de arquiteto,
organiza, constrói, refaz e lima,
perseguindo com custo a obra-prima,
e eis os quatorze versos: que perfeitos!
Na métrica, persistem as cesuras,
que o bom soneto é feito uma costura,
decassílabo ou mesmo alexandrino.
Pronto para dobrar, conforme um sino,
o bom soneto, sendo genuíno,
é um tipo introspectivo de escultura.
P.S.: Este mesmo poema, com o nome de “Soneto-modelo”, recebeu uma discreta menção honrosa no XVI Concurso de Poesia Mountoneé, da cidade de Salto/SP.
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