Dois “pré-genealógicos”

Bailarina A bailarina gira: a respiração esquiva subindo em espirais e um sorriso equilibrado na ponta dos pés. Tensão entre música e musculatura. Dervixe Nos sinuosos signos da fumaça, um dervixe dançando se dilacera nos arabescos farpados da roseira: êxtase em elipses e espirais.

Os pré-genealógicos; “Vênus de Milo”

Quando resolvi manter um blog, pensei que seria uma boa oportunidade para trazer “a público”, ou pelo menos deixar registrado (partindo da possibilidade de que pouca gente os leia), alguns poemas que datam da minha graduação em Letras. Tais poemas, que os chamo pré-genealógicos, são o resultado de um período de seis meses sem escrever [...]

Sobre o “Genealogia persa”

Como primeiro texto, havia pensado em postar algo sobre os princípios que regem a minha poesia, numa espécie de “Filosofia da composição” do Poe, mas então achei que seria mais coerente com a proposta do blog postar o “Genealogia” que, de certa forma, cumpre com o caráter introdutório que eu queria dar ao meu primeiro [...]

Genealogia persa

Na difícil tessitura do tapete persa, fez-se o jogo de xadrez: cálculo absoluto, como num conto de Borges, bordado em elipses e labirinto, leopardos em fuga geométrica sobre a partitura. Um trabalho análogo ao do poeta: arquitetar o obstáculo, o abstrato, costurando obcecado cada coágulo de silêncio em corolário. Carrossel barroco, o xadrez antecipa a [...]