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	<title>Perambulagens &#187; Uncategorized</title>
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		<title>In Passim (Bruno Tolentino)</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 15:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Tolentino]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Soneto]]></category>

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		<description><![CDATA[In passim Tudo vai-se acabando, tudo passa do que é ao que era; é tudo mais ou menos uns vestígios de fumaça no espaço do que deixas para trás. E tudo o que deixaste ou deixarás de manso ou de repente, sem que faça diferença nenhuma no fugaz, é assim como a garoa na vidraça: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>In passim</strong></p>
<p>Tudo vai-se acabando, tudo passa<br />
do que é ao que era; é tudo mais<br />
ou menos uns vestígios de fumaça<br />
no espaço do que deixas para trás.</p>
<p>E tudo o que deixaste ou deixarás<br />
de manso ou de repente, sem que faça<br />
diferença nenhuma no fugaz,<br />
é assim como a garoa na vidraça:</p>
<p>intimações de lágrima delida.<br />
Não valeu chorar nada. Nem te atrevas<br />
a lamentar-te à porta da saída,</p>
<p>pois pouco importa a vida como a levas,<br />
que ela te leva a ti, de despedida<br />
em despedida, a uma lição de trevas.</p>
<p>(Bruno Tolentino. <em>O mundo como Ideia</em>. Editora Globo: 2002)</p>
<p>***</p>
<p>Na falta do que postar, vai o meu poema preferido do Tolentino. É daqueles que, vez e outra, seus versos ressoam e eu vou lê-lo.</p>
<p>***</p>
<p>Convém ainda sair em defesa e ao mesmo tempo acusá-lo: Bruno Tolentino, <a href="http://breviario.org/beharren/2009/07/02/alexei-bueno-e-o-mitomano-bruno-tolentino/">mitômano ou não</a>, é aquele poeta que <em>via de regra</em> encontra devoção ou repulsa, certamente muito menos por sua obra em si; essa paixão, para o bem ou para mal, parece que só está ligada ao tão conhecido sentimento de grupo, que divide opiniões e cria, cada qual ao seu modo, um certo politiquês que pretende julgar a poesia deste e de outros coitados poetas. (Afinal, isso não repete aquela estrutura de richa entre meninos e meninas de nossa tenra infância?) Depois de escolhido um grupo, justifica-se a crítica com o sistema político-estético-filosófico-etc, tolo embora difícil, que lhe ensinaram os superiores. E daí? se nunca entra em cena a poesia do sujeito. Poeta de versos cristalinos e cheio de elementos grotescos, atualizador de imagens da tradição literária recente, crente de uma certa ideia de Eterno (parece que sublima seu tempo presente, sem deixar de <em>senti-lo</em>), de expressão turva, borrificada e bela, Bruno Tolentino deve ser lido. Lido e só.</p>
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		<title>Da afobação</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jun 2007 01:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto escrevo este post o jogo da seleção brasileira está prestes a começar. Agora, se não me engano, tocarão o hino. Gostaria de prestar meu apreço ao Brasil, neste post. Tenho alguns amigos que escrevem, conheço muita gente que escreve. Há uns dias enviei um e-mail ao Ed pedindo-lhe que, se possível, me enviasse o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://breviario.org/perambulagens/files/2007/06/cbf.jpg" title="cbf.jpg"><img src="http://breviario.org/perambulagens/files/2007/06/cbf.jpg" alt="cbf.jpg" /></a> Enquanto escrevo este post o jogo da seleção brasileira está prestes a começar. Agora, se não me engano, tocarão o hino. Gostaria de prestar meu apreço ao Brasil, neste post.</p>
<p>Tenho alguns amigos que escrevem, conheço muita gente que escreve. Há uns dias enviei um e-mail ao <a href="http://breviario.org/sententia">Ed</a> pedindo-lhe que, se possível, me enviasse o seu romance do qual certa vez ele falara. Sua resposta ao e-mail me deixou com um misto de tristeza e esperança. Tristeza porque ele não me enviou sua obra que, salvo engano, foi escrita há uns três anos. A esperança reside em sua justificativa: antes de conceder sua leitura a outrem, prefere/precisa revisá-lo.</p>
<p>Hoje toda a gente quer publicar logo. Aos escritores que nasceram prontos, aos artistas mal compreendidos, a gaveta é um lugar enfadonho. Contudo, Nietzsche bem lhes entendia o gênio: &#8220;quanto mais alto um homem voa, menor ele se parece para aqueles que não sabem voar&#8221;. <em>Sou um Rimbaud, senhores</em>.</p>
<p>Por alguma sorte, todos os meus amigos que escrevem são pacientes, percebem que a nossa geração é a de escritores por vir. Hoje, recebi o e-mail de um amigo poeta que, respondendo a uma de minhas perguntas, disse também não ter pressa de publicar.</p>
<p>Mas eu tenho. HURRY UP PLEASE IT&#8217;S TIME. O jogo já começou.</p>
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		<title>Novo Perambulagens</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jun 2007 03:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ser um eterno recomeço. Já não sei quantas vezes recomecei o Perambulagens (será a quarta, a quinta?). Querer tudo desde o zero, desejar a página em branco. Como se assim eu me redimisse dos pecados de outrora. Blogo sob o título Perambulagens desde 2005. Já deletei tantos infernos, tantos pecados textuais e poéticos — em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ser um eterno recomeço. Já não sei quantas vezes recomecei o <em>Perambulagens</em> (será a quarta, a quinta?). Querer tudo desde o zero, desejar a página em branco. Como se assim eu me redimisse dos pecados de outrora.</p>
<p>Blogo sob o título Perambulagens desde 2005. Já deletei tantos infernos, tantos pecados textuais e poéticos — em todas as versões anteriores, mas ainda não planejo a próxima. É curioso apenas o fato de eu não ter deixado pra trás esse nome. Perambulagens. Trago um cigarro e solto a fumaça enquanto há na minha janela um paredão de prédios. Penso que este blog já me acompanhou por três cidades.</p>
<p>Perambulagens são minhas idéias dispersas, o caminhar a esmo de um fantasma vadio. Mas já escrevi tantas atrocidades que às vezes até me arrependo de ter blog. E no próximo cigarro saberei que todo o direito a errar é o melhor do blog. O gênero “blog” também é um fio sem meada e de tudo fragmento.</p>
<p>Cansando de meus arquivos, fujo ao novo fugindo ao mesmo Perambulagens! Sei, apenas apago as provas do crime de outrora. Mas o novo Perambulagens é meu álibi. E até quando a matraca se suporta perante o mundo?</p>
<p>Eu mudo para continuar o mesmo, o texto não cabe fora de mim.</p>
<p>Nesta mudança há uma novidade: o Breviário. Não tenho muito a falar sobre, nem quero. Ele é agora minha boa vizinhança e o porvir o definirá.</p>
<p>*</p>
<p>Nesta nova versão, menos papagaices, mais perambulagens. Estou cheio de estudos em minha cabeça.E o meu livro de poemas que a cada dia é outro, sempre recomeçando?. Daqui a pouco tudo se desabrocha e despetala-se.</p>
<p>No blog, vou por tudo em panos limpos.</p>
<p>Eis aqui meu Perambulagens. <em>Amanhã recomeço</em>. Como um pintor que, deslizando tinta a esmo, não cedesse a um impulso.</p>
<p>E o papel cheio de hieróglifos escapa através da janela, sem contrição.</p>
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