<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Perambulagens &#187; Poesia</title>
	<atom:link href="http://breviario.org/perambulagens/category/poesia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://breviario.org/perambulagens</link>
	<description>perambulagens</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Dec 2010 04:52:33 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>In Passim (Bruno Tolentino)</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2010/02/26/in-passim-bruno-tolentino/</link>
		<comments>http://breviario.org/perambulagens/2010/02/26/in-passim-bruno-tolentino/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 15:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Tolentino]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>
		<category><![CDATA[Soneto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/?p=206</guid>
		<description><![CDATA[In passim Tudo vai-se acabando, tudo passa do que é ao que era; é tudo mais ou menos uns vestígios de fumaça no espaço do que deixas para trás. E tudo o que deixaste ou deixarás de manso ou de repente, sem que faça diferença nenhuma no fugaz, é assim como a garoa na vidraça: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>In passim</strong></p>
<p>Tudo vai-se acabando, tudo passa<br />
do que é ao que era; é tudo mais<br />
ou menos uns vestígios de fumaça<br />
no espaço do que deixas para trás.</p>
<p>E tudo o que deixaste ou deixarás<br />
de manso ou de repente, sem que faça<br />
diferença nenhuma no fugaz,<br />
é assim como a garoa na vidraça:</p>
<p>intimações de lágrima delida.<br />
Não valeu chorar nada. Nem te atrevas<br />
a lamentar-te à porta da saída,</p>
<p>pois pouco importa a vida como a levas,<br />
que ela te leva a ti, de despedida<br />
em despedida, a uma lição de trevas.</p>
<p>(Bruno Tolentino. <em>O mundo como Ideia</em>. Editora Globo: 2002)</p>
<p>***</p>
<p>Na falta do que postar, vai o meu poema preferido do Tolentino. É daqueles que, vez e outra, seus versos ressoam e eu vou lê-lo.</p>
<p>***</p>
<p>Convém ainda sair em defesa e ao mesmo tempo acusá-lo: Bruno Tolentino, <a href="http://breviario.org/beharren/2009/07/02/alexei-bueno-e-o-mitomano-bruno-tolentino/">mitômano ou não</a>, é aquele poeta que <em>via de regra</em> encontra devoção ou repulsa, certamente muito menos por sua obra em si; essa paixão, para o bem ou para mal, parece que só está ligada ao tão conhecido sentimento de grupo, que divide opiniões e cria, cada qual ao seu modo, um certo politiquês que pretende julgar a poesia deste e de outros coitados poetas. (Afinal, isso não repete aquela estrutura de richa entre meninos e meninas de nossa tenra infância?) Depois de escolhido um grupo, justifica-se a crítica com o sistema político-estético-filosófico-etc, tolo embora difícil, que lhe ensinaram os superiores. E daí? se nunca entra em cena a poesia do sujeito. Poeta de versos cristalinos e cheio de elementos grotescos, atualizador de imagens da tradição literária recente, crente de uma certa ideia de Eterno (parece que sublima seu tempo presente, sem deixar de <em>senti-lo</em>), de expressão turva, borrificada e bela, Bruno Tolentino deve ser lido. Lido e só.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/perambulagens/2010/02/26/in-passim-bruno-tolentino/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Conhecimentos de tecnologia e a poesia</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2008/01/05/conhecimentos-de-tecnologia-e-a-poesia/</link>
		<comments>http://breviario.org/perambulagens/2008/01/05/conhecimentos-de-tecnologia-e-a-poesia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Jan 2008 21:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2008/01/05/conhecimentos-de-tecnologia-e-a-poesia/</guid>
		<description><![CDATA[Não pouca gente diz que eu, enquanto poeta, saio na frente por ter bons conhecimentos de informática e web. E que eu deveria usar meus conhecimentos na poesia. Para a poesia, de certa forma, uso-os. Não especificamente em poesia, sim para os bons textos. Veja-se o Breviário, por exemplo. De certa forma ele foi possível [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Não pouca gente diz que eu, enquanto poeta, saio na frente por ter bons conhecimentos de informática e web. E que eu deveria usar meus conhecimentos na poesia. Para a poesia, de certa forma, uso-os. Não especificamente em poesia, sim para os bons textos. Veja-se o Breviário, por exemplo. De certa forma ele foi possível por eu ter conhecimentos, digamos, “avançados” de tecnologia. Mas, oras, não há poesia que precise de tecnologia.</p>
<p class="MsoNormal">Podem os poetas escrever diretamente no computador (o que deve ser difícil, já que não se alcançam as possibilidades do papel), podem poetas entre si se comunicarem via e-mail, e até chat. Tudo isso pode ser uma facilidade ao aspirante de poeta, e mesmo ao poeta formado. Contudo, façam-me o favor, poesia nada tem a ver com tecnologia, à parte essa chula rima.</p>
<p class="MsoNormal">Desculpem se desprezo estes movimentos todos que se utilizam da tecnologia para pretensamente produzir arte. Pode até ser que, um dia, quem sabe? Mas qualquer coisa deste sentido nas próximas décadas está absolutamente fadada ao fracasso, posto que, em menos de cinco anos, <span> </span>uma solução informática pode ser percebida claramente ultrapassada (tecnologicamente limitada).</p>
<p class="MsoNormal">Um instrumento musical é capaz de sons que nem o ouvido humano nem os formatos digitais são capaz de perceber/gravar. Uma câmera digital, para determinadas necessidades, é inviável: porque sua resolução de 10mb pixels inviabiliza que seja impressa a foto em determinado tamanho (tamanho gigantesco, claro) mantendo-se a qualidade.<span>  </span>As pinturas, pobres elas. Sofremos porque não podemos vê-las como merecem ser vistas –<span>  </span>no original, inclusive sem os limites de correntes e faixas amarelas de um museu, devem ser avaliadas de perto. Quem dirá na tela de um computador!, onde tudo é dividido em meros pixels. Meros mesmo, porque muitas vezes o formato em pixel não é suficiente aos próprios profissionais de web.</p>
<p class="MsoNormal">Conservador? Devo sê-lo, afinal prefiro um livro a um pdf; se gostasse tanto de música, um cd (se é que ele é suficiente) a uma mp3 de alta qualidade; uma tela original a uma reprodução em jpeg. O texto, no entanto, ainda pode ser reproduzido em qualquer meio, porque é o mais artificial, o mais “abstrato” dos meios. E o maior inconveniente deve ser mesmo a luz que um monitor emite.</p>
<p class="MsoNormal">A poesia, portanto, ainda que seja a mais fácil das artes de ser transportada, é a que menos aproveitaria os benefícios da tecnologia. Ou diga-se, então, como eu deveria utilizar meus conhecimentos de informática <strong>na poesia</strong>? O máximo, o máximo, pode ser a reflexão que este mundo em seu auge e tão limitado pode me proporcionar. E se eu tiver arte suficiente para fazer isso em verso. O que é outra história.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/perambulagens/2008/01/05/conhecimentos-de-tecnologia-e-a-poesia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A rosa doente (William Blake)</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/09/17/a-rosa-doente-william-blake/</link>
		<comments>http://breviario.org/perambulagens/2007/09/17/a-rosa-doente-william-blake/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Sep 2007 11:20:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[William Blake]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/09/17/a-rosa-doente-william-blake/</guid>
		<description><![CDATA[Já postei aqui a primeira versão de minha tradução de &#8220;The sick rose&#8221;, um dos mais comentados poemas de Blake. Levei cerca de três meses, desde que redescobri o poema até o dia em que consertei o último detalhe. Naturalmente ocorreu de depois ora trocar uma solução, ora resgatá-la. Mas a versão final, esta, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já postei <a href="http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/">aqui</a> a primeira versão de minha tradução de &#8220;The sick rose&#8221;, um dos mais comentados poemas de Blake. Levei cerca de três meses, desde que redescobri o poema até o dia em que consertei o último detalhe. Naturalmente ocorreu de depois ora trocar uma solução, ora resgatá-la.  Mas a versão final, esta, é a que tenho já há um tempinho.</p>
<p>Também já iniciei, quando sequer tinha terminado a primeira versão da &#8220;Rosa&#8221;, uma tradução dos &#8220;Provérbios do Inferno&#8221;, que em hora oportuna terminarei.</p>
<p>Na ocasião da primeira versão, houve uma boa discussão nos comentários do post, que sem duvida influenciou esta aqui. Não perca o bom debate e o original do poema <a href="http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/">lá</a>.</p>
<p><strong>A Rosa Doente</strong></p>
<p>Ó Rosa, estás doente.<br />
Numa noite terrível<br />
Na uivante torrente,<br />
Voa o verme invisível:</p>
<p>Encontrou o teu leito<br />
De alegria menina:<br />
Seu negro amor secreto<br />
A vida te assassina.</p>
<p>(William Blake. Tradução de Diego Barreto Ivo)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/perambulagens/2007/09/17/a-rosa-doente-william-blake/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Evangelho segundo o pastor</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/07/11/evangelho-segundo-o-pastor/</link>
		<comments>http://breviario.org/perambulagens/2007/07/11/evangelho-segundo-o-pastor/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 22:57:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/07/11/evangelho-segundo-o-pastor/</guid>
		<description><![CDATA[Com a mãe aprendi a amar cada mulher; Com o pai, meu ofício e a arte do cortejo. A vida é opaca: li Rimbaud e Baudelaire. Hoje cobiço o peso e a medida dum beijo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a mãe aprendi a amar cada mulher;<br />
Com o pai, meu ofício e a arte do cortejo.<br />
A vida é opaca: li Rimbaud e Baudelaire.<br />
Hoje cobiço o peso e a medida dum beijo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/perambulagens/2007/07/11/evangelho-segundo-o-pastor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A ROSA DOENTIA</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/</link>
		<comments>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Jun 2007 23:46:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/</guid>
		<description><![CDATA[Enfim chegou a encomenda do The Complete Poetry &#38; Prose of William Blake. Na portaria do prédio, o papel avisando que eu teria de buscar na agência dos Correios; fui correndo, não querendo ficar bravo com a Amazon, apesar de eu nunca ter comprado livro em site para depois ter que retirá-lo na agência. E, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enfim chegou a encomenda do <em>The Complete Poetry &amp; Prose of William Blake</em>. Na portaria do prédio, o papel avisando que eu teria de buscar na agência dos Correios; fui correndo, não querendo ficar bravo com a Amazon, apesar de eu nunca ter comprado livro em site para depois ter que retirá-lo na agência. E, vejam, mais de 30% da compra foi frete, nunca foi tão caro. No entanto, como eu estava ávido pelo livro, não me irritei muito.</p>
<p>Agora não posso deixar de dizer: Bad bad shipping! Não bastasse eu ter de buscar o produto, ainda veio com uns amassadinhos. Whetever. O mais importante é o livro.</p>
<p>Aproveito a oportunidade para apresentar a primeira versão de minha tradução de um dos mais conhecidos poemas de William Blake, o <em>The SICK ROSE</em>. Estou razoavelmente satisfeito com a tradução, menos nos versos 6 e 8, onde eu não consegui manter o sentido do original, sobretudo a rima joy/destroy. Em algumas boas traduções que consultei, fez-se a rima com prazer/viver e carmesim/fim, que, apesar de não serem más, não mantêm o oxímoro, que é fundamental ao poema.</p>
<p><strong>Atualizado:</strong>  O carmesim/fim de certa forma mantém  o oxímoro, entretanto não tem quase nada da força de joy/destroy.</p>
<p>No original os versos têm cinco sílabas, mas eu fiz em seis a fim de manter uma melhor dicção e sentido presentes no original.</p>
<p>*</p>
<p><strong>The SICK ROSE</strong></p>
<p>O Rose thou art sick.<br />
The Invisible worm,<br />
That flies in the night<br />
In the howling storm:</p>
<p>Has found out thy bed<br />
Of Crimson joy:<br />
And his dark secret love<br />
Does thy life destroy.<br />
<strong><br />
A ROSA DOENTIA</strong></p>
<p>Ó Rosa, estás doentia.<br />
O verme transparente,<br />
Que voa na noite fria<br />
Na uivante torrente:</p>
<p>Encontrou o teu leito<br />
De alegria menina:<br />
Seu negro amor secreto<br />
A vida te assassina.</p>
<p>(Tradução: Diego Barreto Ivo)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um velho vídeo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/17/um-velho-video/</link>
		<comments>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/17/um-velho-video/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Jun 2007 03:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/17/um-velho-video/</guid>
		<description><![CDATA[Hoje, por acaso, reencontrei um velho vídeo da Manoela Afonso do qual participei com voz e seleção/recorte dos poemas. Chama-se &#8220;Tudo bem&#8221;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, por acaso, reencontrei um velho vídeo da <a href="http://breviario.org/cumulusnimbus">Manoela Afonso</a> do qual participei com voz e seleção/recorte dos poemas. Chama-se &#8220;Tudo bem&#8221;.</p>
<p><!--VIDEOBLOGGERSEARCHMETA   VIDEOBLOGGERSEARCHMETA--></p>
<p><!-- start insertion by YouTube Brackets, robertbuzink.nl --><span class="youtube"><object width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.youtube.com/v/AZZNIzpDyKQ"> <param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AZZNIzpDyKQ" /><param name="wmode" value="transparent" /></object></span><!-- end Youtube Brackets insertion --></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/17/um-velho-video/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Homenagem a William Blake</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/09/homenagem-a-william-blake/</link>
		<comments>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/09/homenagem-a-william-blake/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 09 Jun 2007 15:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/09/homenagem-a-william-blake/</guid>
		<description><![CDATA[Blake, ó mente contrita! Dói-me todo o teu medo Da existência maldita, Que é longa e acaba cedo. Voa um verme invisível Vindo de teu poema E tua estampa terrível: Sem anúncio me queima. Porém não adianta Se esconder do destino, Tímido sob manta De cordeiro ou menino. Blake, o tigre ganhou, Mas não te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Blake, ó mente contrita!<br />
Dói-me todo o teu medo<br />
Da existência maldita,<br />
Que é longa e acaba cedo.</p>
<p>Voa um verme invisível<br />
Vindo de teu poema<br />
E tua estampa terrível:<br />
Sem anúncio me queima.</p>
<p>Porém não adianta<br />
Se esconder do destino,<br />
Tímido sob manta<br />
De cordeiro ou menino.</p>
<p>Blake, o tigre ganhou,<br />
Mas não te assustes mais.<br />
Porque Nosso Senhor,<br />
Do Céu, sabe o que faz.</p>
<p>*</p>
<p><a href="http://breviario.org/perambulagens/files/2007/06/blake.gif" title="William Blake"><img src="http://breviario.org/perambulagens/files/2007/06/blake.gif" alt="William Blake" /></a> Se, como disse Gerardo Mello Mourão, a Literatura serve para incomodar, William Blake é uma de suas mais terríveis figuras. Li apenas <em>Songs of Innocence and of Experience </em>e<em> The Marriage of Heaven and Hell</em>, mas neles já se pode perceber sua magia. Sua poesia, ao mesmo tempo em que quer buscar uma espécie de nova moral e religião, sente contrição &#8211; no sentido cristão do termo, se é que existe outro. Enfim, Blake era um louco. E ainda é. Conferir <em>The SICK ROSE</em>, <em>The tyger</em>, <em>The lamb</em>, <em>Proverbs of Hell</em> etc.</p>
<p>Estou aguardando chegar o meu <a href="http://books.google.com/books?id=z5WNsBo8Sq4C&amp;dq=complete+poetry+and+prose+william+blake&amp;pg=PP1&amp;ots=_Irb1XPaXA&amp;sig=aVkioRPDaCwTvD6HSBR_Up7pwhc&amp;prev=http://www.google.com/search%3Fie%3DUTF-8%26oe%3DUTF-8%26rls%3Dcom.google:pt-BR:official_i%26gfns%3D1%26sourceid%3Dnavclient%26q%3Dcomplete%2Bpoetry%2Band%2Bprose%2Bwilliam%2Bblake&amp;sa=X&amp;oi=print&amp;ct=title#PPP1,M1" target="_blank"><em>Complete Poetry and Prose of William Blake</em></a> com comentários do Harold Bloom.</p>
<p><strong>Anexos:</strong></p>
<p><a href="http://breviario.org/perambulagens/files/2007/06/blake-tyger.jpg" title="The tyger"><img src="http://breviario.org/perambulagens/files/2007/06/blake-tyger.thumbnail.jpg" alt="The tyger" /></a>          <a href="http://breviario.org/perambulagens/files/2007/06/songs_of_experience_-_the_sick_rose_jk.jpg" title="The SICK ROSE"><img src="http://breviario.org/perambulagens/files/2007/06/songs_of_experience_-_the_sick_rose_jk.thumbnail.jpg" alt="The SICK ROSE" /></a><a href="http://breviario.org/perambulagens/files/2007/06/blake-tyger.jpg" title="The tyger"> </a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/09/homenagem-a-william-blake/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Caro Gerardo, notas de um novíssimo leitor</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/06/caro-gerardo-notas-de-um-novissimo-leitor/</link>
		<comments>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/06/caro-gerardo-notas-de-um-novissimo-leitor/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 20:07:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/06/caro-gerardo-notas-de-um-novissimo-leitor/</guid>
		<description><![CDATA[Em 2002, quando eu tinha meus quinze anos, numa semana de recesso escolar, a “semana da criança”, eu passava uns dias no Rio de Janeiro. Conversando com meus amigos, arrisquei que se meu avô morresse eu não sentiria sua falta. Ele morria justamente nesse dia, no Sul de Minas. Os meus amigos foram à praia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">
<a href="http://breviario.org/perambulagens/2007/06/06/caro-gerardo-notas-de-um-novissimo-leitor/gerardo-mello-mourao/" rel="attachment wp-att-4" title="Gerardo Mello Mourão"></a></p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://breviario.org/perambulagens/2007/06/06/caro-gerardo-notas-de-um-novissimo-leitor/gerardo-mello-mourao/" rel="attachment wp-att-4" title="Gerardo Mello Mourão"><img src="http://breviario.org/perambulagens/files/2007/06/gerardo1.jpg" alt="Gerardo Mello Mourão" /></a>Em 2002, quando eu tinha meus quinze anos, numa semana de recesso escolar, a “semana da criança”, eu passava uns dias no Rio de Janeiro. Conversando com meus amigos, arrisquei que se meu avô morresse eu não sentiria sua falta. Ele morria justamente nesse dia, no Sul de Minas. Os meus amigos foram à praia, fiquei em casa, estranhando o que dissera e contemplando uma espécie de vazio, num atordoamento tranqüilo: sim, a morte existe, passava a existir.</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span>Sexta-feira passada tomei a decisão de escrever uma carta ao poeta Gerardo Mello Mourão, naquele dia consegui por acaso um endereço dele para correspondência. E, pasmem: no sábado (9/3/07) recebo a notícia de que exatamente na sexta também ele tombara, aos 90 anos. Morreu um dos maiores poetas brasileiros, desconhecido em sua terra; embora mesmo o talvez mais importante <em>fabbro</em> do século XX, estou falando de Ezra Pound, houvesse aclamado-lhe pelo <em>O país dos Mourões</em>, que integra a trilogia <em>Os peãs</em>. O início do século XXI é ainda o fim dos últimos poetas do século anterior&#8230;</p>
<p class="MsoNormal"><span>            </span>Li a notícia primeiramente na <em>Folha de S. Paulo</em>, depois no <em>Estadão</em>. Na Internet, consultei meia-dúzia de sites, contudo não havia uma notícia que se diferenciasse de outra. Para minha surpresa, e desolação, o conteúdo das notícias refletia basicamente o artigo da <em>Wikipédia</em> sobre o poeta. No domingo, nem mesmo o suplemento <em>Mais!</em> da <em>Folha</em> fez-lhe as merecidas homenagens. Pode-se argumentar que não tiveram tempo, até entendo, mas não houve sequer um <em>textozinho</em>; espero que a próxima edição corrija essa falta fazendo-lhe uma edição especial.</p>
<p class="MsoNormal"><span>            </span>Recentemente um grupo de estudantes da UFRJ, que mantém a talvez mais relevante revista literária do país, a <em>Confraria do Vento</em>, começou a divulgar e estudar Mello Mourão, publicando textos dele e sobre ele, tentando chamar a atenção do público em relação ao poeta que reconhecem como mestre. Provavelmente não se obteve o êxito que o grupo esperava, mas o certo é que ao menos a mim e alguns outros valeu a pena. Não sou, entretanto, nenhum profundo conhecedor do Gerardo Mello Mourão, decerto o ensaísta Márcio-André, desse grupo, poderia falar-lhes com muito mais propriedade desse artista que ele freqüentou. Quanto a mim, espero que com esta espécie de carta-aberta possa dizer o que eu queria escrever para o Gerardo (mas não me limitarei a isso) e, conseqüentemente, instigá-los a conhecer o autor de <em>Invenção do mar</em>.</p>
<p class="MsoNormal"><span>            </span>Após ouvir o nome de Gerardo Mello Mourão, procurei por<span>  </span>ele no <em>Google</em>, encontrei uma página no <em>Jornal de Poesia</em>. Comecei então a ler o primeiro canto de <em>O país dos Mourões</em> e tão logo pude reconhecer, naquela primeira leitura, amortecedora de Realidade, que a impressão que eu tinha era a do grande poeta de que disseram – não é fato que geralmente se reconhecem os grandes autores com um pouquinho de seu texto? Entretanto, depois li poucos textos do Gerardo, alguns poemas e um estudo sobre o Kaváfis (de quem nunca ouvira falar!), todos na <em>Confraria</em>. E após umas três semanas fui a um sebo no centro de São Paulo e comprei por uma pechincha as primeiras edições de <em>Invenção do Mar</em> e <em>Os peãs</em>, e, confesso, este ainda não li por completo.</p>
<p class="MsoNormal"><span>            </span>Sobre Mello Mourão, disse Carlos Drummond de Andrade: “É um poeta que não se pode pedir a palmo e conseguiu o máximo de expressão usando recursos artísticos que nenhum outro empregou em nossa língua.” Não há nenhum exagero em Drummond, ainda que ele quase sempre fosse <em>elogioso</em>. Depois do poeta itabiritense e Cabral (que foram gênios não só do Brasil, mas de toda a moderna poesia), diria eu que Gerardo Mello Mourão é o poeta mais relevante de nossa raça; se pensarmos apenas em poesia épica, direi sem o menor receio que Mourão é o inaudito, o inovador da poesia épica no Brasil e – agora acho que não há grande risco nesta afirmação – seu <em>findador</em>. Gerardo foi também romancista, com destaque para <em>O valete de espadas</em>, do qual nada posso dizer, apesar de alguns acharem sua obra-prima.</p>
<p class="MsoNormal"><em><span>            </span>Os Brasileidas</em>, de Carlos Alberto Nunes, uma das primeiras tentativas de épica brasileira, que não tive paciência de ler muita coisa, parece-me não ter alcançado o êxito que tentava a pretensão do autor; do que li é uma mera uma visão carnavalesca da exoticidade do Brasil, patente na linguagem capenga. Enquanto <em>Invenção</em>, este sim, é o nosso épico, digno de o ser, ainda que não alcance o <em>Mensagem</em> de Fernando Pessoa – o que está longe de ser mínimo desmerecimento, afinal Pessoa é quase imensurável. A obra de Gerardo é de momentos antológicos não só no País, não só na Língua Portuguesa, mas também na Literatura Universal:</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><span>“Ai táboas que foram verdes<br />
tão táboas para fragatas<br />
tão táboas para guitarras.”</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>“não importa chegar – o que importa é partir.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>(&#8230;) E os que nascem no mar são portugueses<br />
e o mar é o chão maior de Portugal.”</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>(trechos de <em>Invenção do mar</em>)</span></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><span>            </span>Tenho de dizer, todavia, para ser justo, que <em>Invenção </em>(que, ao contrário da história lusitana de mar em <em>Os Lusíadas, </em>conta a história <em>de terra</em> do Brasil) em determinados momentos perde o fôlego, como acontece também n&#8217;<em>Os Lusíadas</em>, tornando-se aquele, em alguns momentos, quase um catálogo de nomes e lugares, algo prosaico, mas nunca um mal texto. Segundo T.S. Eliot isso se verifica em sua própria poesia, o que ele julga como <em>certo</em>, porque nunca se deveria dizer em poesia aquilo que pode ser dito em prosa. Fazendo-se <em>dest</em><em>e modo</em> será sempre melhor, um poema deve ter desses momentos (fato com o qual eu não exatamente concordo, nem todos os poetas épicos parecem-me prosaicos). Enquanto <em>Os peãs</em> não me pareceram serem perdidos, a obra (até aqui) vai com bom fôlego, aliás querendo ir com mais gás! E quando eu terminar sua leitura espero confirmar o que agora vou concluindo: <em>Os peãs</em> são sua obra máxima.</p>
<p class="MsoNormal"><span>            </span>Mourão é, no Brasil, o maior representante da poesia poundiana, mais até do que os concretistas. Essa opinião não surgiu comigo, foi a partir dessa “curiosidade” que me levei a conhecer a poesia do Gerardo. Sobre este, chegou Ezra Pound a dizer: “em toda minha obra, o que tentei foi escrever a epopéia da América. Creio que não consegui. Quem o conseguiu foi o poeta de <em>O país dos Mourões</em>”. Entretanto, apesar de poundiano, não poderia dizer que Mello Mourão é uma simples tentativa de Pound. Almeida Garret não gostava dos poetas que ele dizia “tradutores”, pois estes não criavam, perpetuavam, e não traziam o povo à poesia, e vice-versa (como era-lhe o caso de Camões, que “apenas traduziu Virgílio”): o que Gerardo faz é aprender com o <em>inventor</em> Pound, e introduzir suas conquistas formais à uma poesia que é “exclusivamente” mellomourana (exclusivamente entre aspas, afinal não há poeta que não tenha relido outros), tornando-se, portanto, um<em> mestre</em>. (Utilizei-me dos termos <em>inventor </em>e <em>mestre</em> no sentido poundiano.)</p>
<p class="MsoNormal"><span>            </span>Pelo contato que tive, há um grupo de católicos estudantes de Direito em Pernambuco que é bastante entusiasta da poesia de Gerardo Mello Mourão (que quase foi padre). À parte a <em>Confraria do Vento</em>, da pouca crítica que li quase tudo foi escrito pela “velha-guarda”, como, por exemplo, Tristão de Ataíde, que lhe fez os mais empolgantes elogios, colocando-o como o ápice da poesia brasileira. Gerardo é de fervorosos elogios ou puro desprezo.</p>
<p class="MsoNormal"><span>            </span>Um dos problemas ao se tratar de Literatura no Brasil é a linha sociológica, que todos conhecem, além do elevado moralismo ao se olhar um texto literário. É ridículo ainda termos a necessidade de reafirmar (repetindo) <em>O Retrato de</em> <em>Dorian Gray</em>: &#8220;Não existe livro moral ou imoral. Os livros são bem ou mal escritos. Eis tudo.&#8221; Por que sempre quando se vai falar de Mourão tem de se impor uma pedra ao meio do<span>  </span>caminho e discutir apenas se ele foi ou não nazista por ter participado do movimento integralista? Por que será tão difícil ver o texto do poeta que por infortúnio do destino se veste sempre de azul enquanto o crítico só gosta da cor vermelha?</p>
<p class="MsoNormal"><span>            </span>Em <em>O país dos Mourões</em> a caracterização dos Mourões é feita, dentre outras <em>virtudes</em>, pelo privilégio de serem varões. Sim, há o machismo (e daí?), mas, diabos, o quanto isso é relevante perante a qualidade dos versos? Uma outra “falha” da “agradabilidade” de Gerardo consiste talvez no fato de ser ele algo “baixo”, remetendo-se comumente a sexo, metafórica ou explicitamente. O eu-lírico de Gerardo Mello Mourão é um safado e sarcástico que enganou muito bem os leitores que usam critérios mais mofados que uma almofada do século XIX; falta aparecer um que queira processá-lo como se fez a Flaubert. Entretanto, acaso lhes mostrassem um poema “promíscuo” de Catulo ou Horácio, clássicos, talvez o aceitassem, ou relevassem, mais pelo autor do que pela obra. Ou é que talvez a poesia “descarada” só possa ser feita em latim ou grego, assim como, o Caetano Veloso se diverte ao dizê-lo: só se pode filosofar em alemão. Então, se esse estranho tipo de leitor que não raro se considera melhor entendedor de política, sociedade, humanidade, Realidade enfim, não (re)conhece Mourão, é no mínimo curioso por que “os tais reacionários” recebem melhor a poesia de Gerardo, ainda que seja ela “imoral”. Os versos seguintes são uma sublime imagem ou imoralidade?</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><span>“Ao pênis de ouro que se erguer do lírio, </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>a rosa de teu ventre se abrirá, </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>e onde o touro pisar no chão dorido, </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>a rosa de teu ventre se abrirá, </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>e onde o lombo do touro se reclinar contigo, </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>a rosa de teu ventre se abrirá </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>ao pênis de ouro que se erguer do lírio </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>e der nome às cidades e agraciar </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>as armas das cidades.”</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>(Gerardo Mello Mourão, <em>No país dos Mourões</em>)</span></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">Mas, inteligentemente diz Sartre: só se deveria prestar homenagem aos que já morreram. A partir de agora, quem sabe, a Academia não comece a conhecer e divulgar o nosso grande épico Gerardo Mello Mourão. Para você, quem quer que seja, não recomendo senão a leitura de Gerardo. Parte de sua obra pode ser encontrada gratuita e integralmente no Jornal <em>de Poesia</em>; acesse através deste link: http://www.revista.agulha.nom.br/mour.html. Mas não é necessário dizer que os bons livros merecem estar em nossa estante.</p>
<p class="MsoNormal">Se eu acreditasse no Além, quereria que o espírito de Gerardo fosse encaminhado agora ao seu Deus e a todos os seus Mourões que já tombaram, com a justiça que <em>aqui</em> não se fez. Mas, ele estando no Céu, em que acreditava como católico, espero que tenha recebido bem estas linhas simplesmente sinceras. Assim como<span>  </span>espero que meu avô, que também acreditava no Paraíso, não tenha me levado a mal, e, ao contrário, lá-de-cima risse do acontecido&#8230; Aliás, dizem, o bom humor é também uma das características do Gerardo.</p>
<p class="MsoNormal">O meu avô foi minha primeira perda <em>presenciável</em> na minha família de gente e o Gerardo na família de poetas. Quaisquer outros que tenham morrido antes fazem parte apenas de genealogias.</p>
<p class="MsoNormal">________________________________________</p>
<p class="MsoNormal">Este texto foi escrito à ocasião da morte do poeta. Reproduzo-o aqui com imperceptíveis alterações.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/06/caro-gerardo-notas-de-um-novissimo-leitor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

