Conhecimentos de tecnologia e a poesia
Não pouca gente diz que eu, enquanto poeta, saio na frente por ter bons conhecimentos de informática e web. E que eu deveria usar meus conhecimentos na poesia. Para a poesia, de certa forma, uso-os. Não especificamente em poesia, sim para os bons textos. Veja-se o Breviário, por exemplo. De certa forma ele foi possível […]
A rosa doente (William Blake)
Já postei aqui a primeira versão de minha tradução de “The sick rose”, um dos mais comentados poemas de Blake. Levei cerca de três meses, desde que redescobri o poema até o dia em que consertei o último detalhe. Naturalmente ocorreu de depois ora trocar uma solução, ora resgatá-la. Mas a versão final, esta, […]
Filhos e poemas
Filhos e poemas
O que planejava junto a mim não eram planos,
Você apenas se dava aos meus sonhos, esperando
Qualquer coisa de especial. Doce sonhar branco
Enquanto o poeta não vinha.
Daqui vendo você,
É assim que lembro;
Da sua admiração da cria
De sua cria, concebo
O acalento As mães não exigem palavras
O acalentar-me
de hoje e ontem e faça o que eu […]
Evangelho segundo o pastor
Com a mãe aprendi a amar cada mulher;
Com o pai, meu ofício e a arte do cortejo.
A vida é opaca: li Rimbaud e Baudelaire.
Hoje cobiço o peso e a medida dum beijo.
Poetryblogging
Quando me ocorre uma preguiça repentina e ponho o livro de lado, quando já não quero ficar a fumar Camel e a beber café com a vista a esgueirar-se na vida que prossegue além da janela, quando os e-mails não chegam e já me cansou verificá-los ininterruptamente, quando não há nenhum novo feed dos blogs que […]
A ROSA DOENTIA
Enfim chegou a encomenda do The Complete Poetry & Prose of William Blake. Na portaria do prédio, o papel avisando que eu teria de buscar na agência dos Correios; fui correndo, não querendo ficar bravo com a Amazon, apesar de eu nunca ter comprado livro em site para depois ter que retirá-lo na agência. E, […]
Um velho vídeo
Hoje, por acaso, reencontrei um velho vídeo da Manoela Afonso do qual participei com voz e seleção/recorte dos poemas. Chama-se “Tudo bem”.
Homenagem a William Blake
Blake, ó mente contrita!
Dói-me todo o teu medo
Da existência maldita,
Que é longa e acaba cedo.
Voa um verme invisível
Vindo de teu poema
E tua estampa terrível:
Sem anúncio me queima.
Porém não adianta
Se esconder do destino,
Tímido sob manta
De cordeiro ou menino.
Blake, o tigre ganhou,
Mas não te assustes mais.
Porque Nosso Senhor,
Do Céu, sabe o que faz.
*
Se, como disse Gerardo […]
Caro Gerardo, notas de um novíssimo leitor
Em 2002, quando eu tinha meus quinze anos, numa semana de recesso escolar, a “semana da criança”, eu passava uns dias no Rio de Janeiro. Conversando com meus amigos, arrisquei que se meu avô morresse eu não sentiria sua falta. Ele morria justamente nesse dia, no Sul de Minas. Os meus amigos foram à praia, […]