Tentei te amar de todas as maneiras
Tentei te amar de todas as maneiras, E achando que não mais conseguiria Eu me tornei cruel num triste dia… Percebo hoje o tamanho da besteira!… Ninguém pode ficar sem o Amor, Pois ausência assemelha-se a um mau câncer E a falta dum amor supera o câncer Em infelicidade, angústia e dor! Queria que estivesses [...]
Poema que não será de amor
As pessoas às vezes não entendem que os poemas que venho escrevendo não valem propriamente pelo seu resultado poético. Antes, esses poemas devem ser lidos pela perspectiva do processo de escrevê-los, a procura de uma dicção própria e um caminho frutífero dentro da poesia contemporânea (não no sentido de se filiar a uma “escola”, e [...]
Poemas cariocas
São poemas cariocas só porque os escrevi no Rio de Janeiro, neste feriado da semana santa. Poema sonâmbulo Para Fabiano Calixto As lojas as pessoas muros ficam tudo é estanque da partida ao destino a janela é um sonífero o ônibus na volta ninguém vem em pé uma senhora muito gorda espera dois assentos sentar-se não [...]
Três novos poemas
Após muito tempo perambulando em outras áreas e outros bares, o bom filho à casa torna. Antes para marcar seu território e não deixar que um blogueiro sem blog invada esta pequena propriedade. Os poemas abaixo, escritos entre outubro de 2008 e fevereiro de 2009, na verdade não são coisas que se publiquem; mas como [...]
Divirtam-se com meus velhos tempos: Infernando Pessoa
Infernando Pessoa Tu ecoas palavras à legião, Dizes poeta ser um fingidor e, fingindo em três, é mal que finges! Oh verme! Oh… poeta? Teus toscos versos do Tejo, e todos aqueles que causam tédio, todos daquela noite todos d’Os Lusíadas do século vinte, ou qualquer um do peito aberto: não importa – antes são [...]
A rosa doente (William Blake)
Já postei aqui a primeira versão de minha tradução de “The sick rose”, um dos mais comentados poemas de Blake. Levei cerca de três meses, desde que redescobri o poema até o dia em que consertei o último detalhe. Naturalmente ocorreu de depois ora trocar uma solução, ora resgatá-la. Mas a versão final, esta, é [...]
Rimbaud na Paulista
Através da Av. Paulista, esta via Onírica onde carro moto dão-se murros, Desregrando os sentidos minh’alma corria, Como se ela emitisse o Amor: sequer sussurros.