Uma lembrança, de repente
Quase três horas da manhã de um domingo que ainda era a persistência de um sábado morno e de arrumação da casa. Eu lia Reparação, de McEwan. A princípio, tentando algum motivo para dormir. Mas a leitura, no entanto, me mantinha atento às nuances do texto, eu de fato o estava lendo com a devida […]
Estética e moral
Sinto-me extremamente preguiçoso, por isso não me incumbirei uma resenha sobre os dois excelentes posts do Osrevni, vizinho aqui no Breviário. Alias, não farei nada senão tecer comentários despretensiosos e ébrios sobre as partes I e II do De como a estética explica o mundo (a terceira e, suponho, última ainda não foi publicada), ou […]
Revista Malagueta no ar
Saiu a nova edição da Revista Malagueta e, como disse a Renata Miloni, sua editora, o Breviário invadiu a revista. Há, deste que vos escreve, três poemas e umas linhas sobre dois textos estéticos de Charles Baudelaire, um conto e uma crônica do Paulo e uma resenha do Rafael. Também publicou lá alguns poemas um […]
Tudo Rimbaud
Em um livro de nome muito curioso, “Obras-primas que poucos leram”, há um artigo ainda mais curioso sobre Rimbaud. Aqui, a poesia é deixada um pouco de lado para se falar da vida de Rimbaud, que teria sido “o primeiro hippie”. Rimbaud, um hippie. Estava lá.
Sim, era justamente Rimbaud quem buscava se encontrar com a […]
Homenagem a William Blake
Blake, ó mente contrita!
Dói-me todo o teu medo
Da existência maldita,
Que é longa e acaba cedo.
Voa um verme invisível
Vindo de teu poema
E tua estampa terrível:
Sem anúncio me queima.
Porém não adianta
Se esconder do destino,
Tímido sob manta
De cordeiro ou menino.
Blake, o tigre ganhou,
Mas não te assustes mais.
Porque Nosso Senhor,
Do Céu, sabe o que faz.
*
Se, como disse Gerardo […]
Três elefantes de peso
Este é o meu primeiro texto publicado em livro. Saiu como posfácio de O elefante infante, de Rudyard Kipling, pela Musa Editora.
Assim como o texto, essa edição ficou belíssima. As ilustrações são de Fernando Vilela e o projeto gráfico de Raquel Matsushita. É o primeiro livro trilíngüe que já vi. A saber: o original em […]
Caro Gerardo, notas de um novíssimo leitor
Em 2002, quando eu tinha meus quinze anos, numa semana de recesso escolar, a “semana da criança”, eu passava uns dias no Rio de Janeiro. Conversando com meus amigos, arrisquei que se meu avô morresse eu não sentiria sua falta. Ele morria justamente nesse dia, no Sul de Minas. Os meus amigos foram à praia, […]