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	<title>Perambulagens &#187; Erna Alfaro</title>
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		<title>O prazer da leitura</title>
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		<pubDate>Tue, 06 May 2008 21:34:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Erna Alfaro]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estava ainda lidando com a desordem de uma mudança eterna e procurando um livro da Susan Sontag, passando por uma parada sobre “Las viejas putas” de Copi, e mais uma olhada no livro com os escritos e entrevistas de Louise Bourgeois onde ela disse que a vida é muito engraçada e muito ridícula; e aí então foi que o Diego, por médio de um mail, decidiu convidar-me para escrever umas linhas, aqui no Perambulagens.</p>
<p>Hoje de manhã acordei com a idéia e o sentimento de que talvez nada supere o prazer da leitura. A trama que imprimirá nas nossas cabeças será densa e também leve, ocupando espaços cada vez maiores, até tornar-se uma necessidade diária. Uma rota a levar-nos por caminhos, até então, insuspeitos; descoberta do mundo.</p>
<p>E como esse prazer estará destinado a uma pequena parte de nós, já que a maior inversão do Estado (estadão?) estará destinada à industria da diversão (entertainment), aonde serão jogados altos, gordos recursos para manter aos cidadãos uma soneca fácil, e se possível eterna, longe das descobertas e aberturas perigosas a que pode levar a leitura de poetas, filósofos e outros seres que convertem a escritura num possível raio de luz.</p>
<p>Bom, a “grosso modo”, &#8211; e sem entrar nos tenebrosos meandros a que nos pode levar essa apropriação da cultura feita pelo Estado &#8211; mais ou menos foi o que pensei intermitentemente parte do dia; e já transcrito, é melhor agora levantar daqui e fazer umas torradas, para depois continuar lendo.</p>
<p align="justify">***</p>
<p align="justify">Este post é de autoria de <strong>Erna Alfaro</strong>, poeta chilena e amiga. Um dia talvez eu conte de como nos conhecemos e de nossa amizade.</p>
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