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	<title>Perambulagens &#187; Cotidiano</title>
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		<title>Aniversário em pleno carnaval</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Feb 2008 00:44:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>

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		<description><![CDATA[Este post vem meio atrasado. Comecei a escrevê-lo ainda na Rodoviária de Belo Horizonte, terça-feira última, numa lan house. Eu voltava de Ouro Preto e teria de esperar umas horas até vir meu ônibus. Acabou o tempo contratado e, chegando a São Paulo, trabalhei muito, sem tempo de respirar. Eis o post, às pressas.
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Pois é, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este post vem meio atrasado. Comecei a escrevê-lo ainda na Rodoviária de Belo Horizonte, terça-feira última, numa lan house. Eu voltava de Ouro Preto e teria de esperar umas horas até vir meu ônibus. Acabou o tempo contratado e, chegando a São Paulo, trabalhei muito, sem tempo de respirar. Eis o post, às pressas.</p>
<p>*</p>
<p>Pois é, meus caros. Imaginem que meu aniversário veio a cair em pleno carnaval. Não me lembrava de já me ter acontecido isso, que teoricamente é uma catástrofe. Mas explicar-vos-ei por que não foi tão mau assim. Fui passar carnaval em Ouro Preto pelo simples motivo de lá ainda estarem vários amigos que fazem o curso de Letras da UFOP, que abandonei. O carnaval não me agrada, mas s companhias e as bebidas sim. Além do mais, era a única folga visível.</p>
<p>Não é por ser uma cidade com uma bela arquitetura que as comemorações lá são menos vulgares, esteticamente falando. Como era de se esperar, muita música ruim e dança de ir mexendo até o chão, que está sempre imundo (suor, cerveja e urina). Vocês sabem, eu não sei dançar.</p>
<p>O aniversário. Após ter acordado lá pelo meio-dia, vislumbrei pela janela uma merencória chuva. Entre um cigarro e outro, um telefonema que me parabenizava e outro, uma tarde semi-entediante foi-se acabando. Como só havia três pessoas na casa, jogávamos buraco um contra o outro, bebendo muita Coca-Cola, sendo que o vencedor jogava contra quem estava &#8220;de fora&#8221;. E todo mundo só queria estar <span>de fora</span>. Mas não mais do que de repente, eu e os meu amigos nos aprumamos. Bem vestidos, cabelos penteados e lavados, demos a graça de nosso ar na rua entupida de gente. Rompemos a multidão com nossos passos ritmados numa espécie de fuga, entretanto jamais fora do compasso intuitivo.</p>
<p>Dirigimo-nos, pois, ao melhor restaurante da cidade. Aqui, nas paredes havia quadros que podiam ser bons e a mobília, de madeira de lei, nos abrigou enquanto pessoas vindas do carnaval iam e viam. Comemos algumas boas coisas, bebemos boa cerveja etc. E então fechamos a conta brindando a superioridade de nossos espíritos aristocráticos com doses de Chivas 12 anos.</p>
<p>Em seguida, dirigimo-nos a pé até um bar que não é de meus tempos de estudante em Ouro Preto (oh! esqueço de dizer: eu estava em Mariana na verdade &#8211; eu uso OP para me referir a ambas as cidades, saibam) . Mais uma vez passando pela multidão que, em plenos farrapos morais e estéticos, estranhava aonde iam pessoas de tamanho requinte. Quer dizer, eles deviam exclamar para si mesmos, indignados, <em>que porra é essa, estamos em </em>carnaval etc.</p>
<p>Mas nós, meus caros, antes de tudo estávamos indo ao Scotch Art,  bar construído em uma casa de arquitetura barroca, com boa música popular, bebidas e charutos. Sabíamos de nossa responsabilidade para com a estética universal. Comemos alguma coisa mais (era poética a culinária de lá), conversamos e &#8211; para que a noite se fechasse com uma chave de ouro parnasiana &#8211; bebi sublimes doses de absinto e acendi um charuto cubano, soltando baforadas densas. No bar dançava sensual a fada verde, que reprimia qualquer átomo que estivesse alheio ao nossa espírito dândi.</p>
<p>*</p>
<p>E lá ela continua eterna, e nós em sua retina que se surpreendera e petrificara-se.</p>
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		<title>Dia da coincidência negra</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Nov 2007 17:37:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo hoje, neste dia tão marcante e fundamental, feriado em São Paulo, saudoso dia da coincidência negra, para mim não há nada de coincidente à parte o fato de a terça-feira ser o mesmíssimo dia laborioso e cotidiano, mas eu não trabalhar. Tudo igual, imutável, ainda que eu tenha levantado tarde. Agora vou sair de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Logo hoje, neste dia tão marcante e fundamental, feriado em São Paulo, saudoso dia da coincidência negra, para mim não há nada de coincidente à parte o fato de a terça-feira ser o mesmíssimo dia laborioso e cotidiano, mas eu não trabalhar. Tudo igual, imutável, ainda que eu tenha levantado tarde. Agora vou sair de casa e tomar cerveja, para não ver o domingo passar. O dia de mais alguém terrivelmente se coincide com o meu?</p>
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		<title>A tal da &#8216;blitz cultural&#8217;</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Sep 2007 18:51:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguém aí sofreu os mesmos danos morais que eu? É assim: você, após um dia do martírio de ter de trabalhar, pega seu ônibus pensando que agora tudo acabou, que logo estará em casa e assistirá ao jogo. Mas eis que, nesse ônibus, há um sujeito que você evita olhar: veste um casaco batido, usa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém aí sofreu os mesmos danos morais que eu? É assim: você, após um dia do martírio de ter de trabalhar, pega seu <span>ônibus</span> pensando que agora tudo acabou, que logo estará em casa e assistirá ao jogo. Mas eis que, nesse <span>ônibus</span>, há um sujeito que você evita olhar: veste um casaco batido, usa luvas meticulosamente rasgadas nos dedos e, pasmem, agora põe um nariz de palhaço. Deus do céu, o que será? Hum, um criativo assalto no <span>ônibus</span>. A perda de um real e pouco não seria má, posta a história que eu legaria.</p>
<p>Vejo-o saindo de onde estava, usava uma calça de marca. E não é que o rapaz já de meia-idade começa então a <span>sutilmente</span> gritar alto no <span>ônibus</span> como se falasse a um hipotético celular e, alguns minutos depois de muita &#8216;conversa&#8217; com um suposto &#8216;<span>diretor</span>&#8216;, anuncia que esta é a <span>blitz</span> cultural, trazendo alegria ao <span>busão</span>! E não é que ele passa toda a viagem gritando e fazendo piada com os passageiros? E não é que o rapaz se acha um artista! Por sorte, desci logo. Me segurei, mas desci no ponto certo. Quase parava numa dessas ruas escuras clamando que me assaltassem.</p>
<p>E se nosso digno palhaço fosse um assaltante fantasiado, eu pelo menos teria uma história para contar aos netos que não terei. Mas que graça haveria contar como foi, contar de uma personagem cujo nome é P.M.: &#8220;palhaço maluco&#8221;? E contar que a <span>platéia</span> foi participativa? Ah, coisa de quem assistiu muito à <span>Xuxa</span>.</p>
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