Greve na USP: “confronto” entre estudantes e Polícia Militar
Postado em June 10, 2009
Categoria Greve na USP | 14 comentários
Não estava na USP quando houve o dito “confronto” entre estudantes e Polícia Militar.
Deu na imprensa o seguinte: O coronel Cláudio Longo, responsável pela operação policial na USP, definiu a ação como “apenas uma dispersão”. Segundo ele, os estudantes provocaram os militares e ameaçaram os motoqueiros que garantiam o fluxo do trânsito de carros na entrada principal do campus. (Fonte: G1)
Porém, como se pode observar nos vídeos abaixo, feitos por alunos, os policiais militares perseguiram os estudantes e lançaram bombas de efeito moral até mesmo ao prédio da História (que fica distante, digamos, uns 500m da Faculdade de Educação, onde a confusão começou). Confirme no vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=deUf8An9Q1o
Na comunidade de Letras do Orkut, encontrei um depoimento que parece ser o mais próximo da verdade.
A verdade sobre o confronto entre estudantes e PM na USP
O que aconteceu foi que algum manifestante bestão jogou um pedregulho pra cima dos policiais. E quando a polícia correu atrás deste babaca, todo mundo começou a sair correndo desesperado, pois eram poucas as pessoas dali que que gostam de apanhar da polícia.
Mas aí o choque saiu jogando bomba pra cima do grupo de “franguinhos funjões”, foi uma perseguição mesmo! Imaginem que eles foram jogando bombas sobre o grupo – a maioria ali contra o ato idiota daquele infeliz – do P1 até a faculdade de educação.
(Só pra quem não sabe, junto à Educação fica a escola de aplicação, que oferece ensino fundamental. E isso foi bem na hora que os alunos estavam saindo. É bem provável que alguns deles tenham sentido o cheirinho agrad[avel da violência policial.)
Parece que o Brandão, que por exibicismo ou não – isso não importa agora – tomou a frente pra defender o pessoal que estava apanhado e foi preso.
Enfim, nada que a reitora não pudesse calcular facilmente antes de chamar a polícia pra dentro da universidade.
Vídeos feitos pelos estudantes da USP mostram que Polícia Militar atacando estudantes
http://www.youtube.com/watch?v=sIVLuuag9G0
http://www.youtube.com/watch?v=xwL-b6LUOb4
http://www.youtube.com/watch?v=PC37Kv-Jfiw
http://www.youtube.com/watch?v=YNAzxgGtGpA
Se puder ajude a divulgar este artigo. Se houve alguma confusão ou erro de minha parte, deixe um comentário.
Segundo ele, os estudantes provocaram os militares e ameaçaram os motoqueiros que garantiam o fluxo do trânsito de carros na entrada principal do campus.
Eu rio MUITO das justificativas policiais. QUANDO É que os estudantes iam ameaçar motoqueiros assim do nada? Talvez um tenha discutido com outro, mas isso no máximo. E é uma piada dizer que a provocação aos militares é uma causa da invasão. É ÓBVIO que as provocações são uma consequência.
E se alguém jogou uma pedra ou não nos policiais, isso não faz a menor diferença. A pedra é só uma desculpa esfarrapada, uma justificativa hipócrita pra cair matando. Já participei de uma manifestação em que não houve uma agressão sequer contra os policiais, mas mesmo assim eles partiram pra violência alegando mais tarde que estavam se defendendo. Isso ia acontecer, mais cedo ou mais tarde, com os manifestantes na USP.
(No mais, não sei muita coisa sobre o que tá acontecendo, to pesquisando agora.)
Pablo, pois é, as justificativas da PM são muito bizarras.
Pior foi na CBN, esta, peguei de alguém da USP:
“Gente, tava indo pra Usp, ouvindo a radio Bandeirantes, era mais ou menos umas 18h00 e quando o repórter perguntou pro tal do Longo da PM pq eles entraram em confronto o cara disse: “Porque os estudantes fizeram alguns policiais reféns e tivemos que resgatá-los”, ai o repórter, incrédulo, repetiu tudo que ele disse (querendo dizer, cara, vc tá ouvindo o que vc tá falando?”
“Refém” é sem dúvida um termo forte. Mas os estudantes conseguiram o que queriam. O tal comandante não mentiu:
http://www.youtube-nocookie.com/v/zYnvT4nqK3M
(o link foi cortado no comentário anterior.)
[...] de 2009, dia que restará infame para os anais da universidade. As notícias estão por aí, o Diego fez um bom resumo da situação. Agora passarei a uma parte mais pessoal do [...]
Ridículo a atitude dos estudantes da USP, não passam de burgueses utilizando do espaço público pra fazer está palhaçada.
A vida toda caminhei pela USP trabalhando, pesquisando e retribuindo aos que me proporcionaram estudar na USP, infelizmente essa turma de filosofia, história, geografia são um bando de agitadores com ideologia barata, agitam e ainda vem resgatar no cemitério uma ditadura que já não existe mais. Pô meu, estes caras tem mais que tomar porrada, gás e aprenderem a cuidar dos assuntos relacionados a educação e interesses da Universidade.
Porque não vão pra Brasília resolver as sacanagens de políticos corruptos?
Tiveram o que mereceram.
Palhaçada o que eles fazem. e eu falo porque estudo lá. Pior que o pessoal de humanas leva a fama por causa desses filhinhos de papai ridiculos que querem mudar o mundo na base do grito.
Deveriam ter apanhado mais.
“Deveriam ter apanhado mais.”
É assim que vc sugere uma solução Amanda?
Parabéns pela pessoa que vc é.
Também não concordo com a idéia de greve e acredito que esta seja uma forma de manifestação ultrapassada, mas criticar a ação e declarar que os estudantes são ridículos é pormenorizar toda uma atividade que não é infundada. Trata-se apenas de ridicularizar uma situação e achar que está “por cima da carne seca”. O que é isso? Quem é melhor ou quem é pior? Não se trata disso a discussão. Acredito que devemos refletir sobre a situação, justamente porque radicalizar agora não ajuda em nada.
Ou então sejamos radicais e agiremos com nas Guerras mundiais, onde o que “eu penso” sobressai sobre a idéia de qualquer um, quem não concorda: morre. Simples, não? Então para que servem as pesquisas acadêmicas e científicas se vamos continuar agindo seguindo a “lei do mais forte”?
Acho que tudo é consequência da policia dentro da universidade. Ela estava lá apenas para garantir que quem não aderisse a greve pudesse trabalhar.
Se houve provocação, então que fosse detido quem o fez. O uso da força, de equipamentos bélicos é abuso.
E a mentalidade da violência, exposta em alguns comentários aqui, mostra o panorama social já completamente acostumado com o uso da força, através do Estado, da PM.
Se o uso da força, contra quem quer que seja, em alguém que está manifestando um tipo de pensamento é normal e apoiado, então, tudo está de pernas pro ar.
Sra. Suely Vilela,
Lembro a Magnífica Reitora da USP, Dra. Suely Vilela, que precisa atualizar seu Currículo Lattes incorporando os violentos acontecimentos no campus Butantã, ocorridos em 09/06/2009. A Universidade de São Paulo é uma referência nacional em atividades de ensino, pesquisa e extensão, isso protagonizado pela atuação de excelência de seu quadro docente, disciente e funcional. Não é admissível em que um estado democrático e de direito trabalhadores e intelectuais sejam tratados de forma violenta devido à incapacidade da senhora em gerenciar uma crise interna. A partir deste momento a senhora será lembrada pelas suas ações autoritárias e de desrespeito à comunidade uspiana e ao povo paulista e brasileiro. Sua carreira acadêmica terá este triste registro que será sempre evocado em congressos, simpósios, reuniões, e a cada um que a senhora encontrar nos departamento, corredores e salas de aula. Lamentável essa mancha em seu histórico acadêmico.
Ms. Wilson Moreira Junior, discente da Universidade de São Paulo.
adorei o texto…pega meu e-mail garotao…
Típico comportamento de gente mimada o desses estudande “faço o que quero mas não aguento as consequências” ” pior que um babaca destes quando se formar irá ser mais valorizado pelo mercado de trabalho que uma pessoa formada em outra universidade só porque estudou na USP
[...] de 2009, dia que restará infame para os anais da universidade. As notícias estão por aí, o Diego fez um bom resumo da situação. Agora passarei a uma parte mais pessoal do [...]