Elogio do prazer
Postado em January 26, 2008
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O que é a vida? O que é o prazer, sem a dourada Afrodite?
Que eu morra, quando estas coisas já não me interessarem:
o amor secreto, as suaves ofertas e a cama,
que são flores da juventude sedutoras
para homens e mulheres. Mas quando chega a dolorosa
velhice, que faz até do homem belo um homem repulsivo,
tristes preocupações sempre lhe moem os pensamentos
e já não sente prazer em contemplar a luz do sol,
mas é odiado pelos rapazes e desonrado pelas mulheres.
Assim áspera foi a velhice que o deus impôs.
(Mimnermo. Poesia grega de Álcman a Teócrito. Tradução de Frederico Lourenço. Lisboa: Cotovia, 2006)
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Fui hoje à Livraria Cultura, esse mega-shopping de livros, com minha mãe, que já queria há algum tempo conhecer. Aproveitei a oportunidade para trocar o Poesia completa de Rimbaud, que eu comprei ali mas estava com defeito. Sim, vieram páginas invertidas (a 173 de junto da 178, talvez seja isso, e muito mais). Um azar, logo eu que já tive problemas no início de 2006 para comprar o livro (nunca comprem pela Livraria Pau-Brasil, uma confusão sem tamanho…), e que esperava tanto pela reedição. Mas acabei levando/ganhando este livro de poesia grega. Enquanto minha mãe olhava seus livros de saúde e felicidade, apaixonei-me por este livrinho. Salvo engano, era a edição que, xerocada, os professores da USP nos passavam. Não vêem como a xerox fotocópia é uma bela forma de marketing?
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Estou ainda lendo o Reparação. E pretendo continuar agora, após compartilhar com vocês esse belo poema.
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