Uma coisa sobre o natal
Postado em December 26, 2007
Categoria Cotidiano |
Olá a todos. Estou em Itajubá, Sul de Minas, nuns dias de férias do trabalho e de S. Paulo, recuperando-me para que no dia 2 eu já esteja preparado para mais uns meses árduos, agora de trabalhador e estudante. Fazia muito tempo que eu não postava, e desde que estava aqui, entre as montanhas, vinha pensando em uns posts e em literatura. Mas como aqui há computador apenas na lanhouse, tudo será adiado. E mesmo que hoje cedo eu já tenha postado apressadamente, gostaria de responder a este post do Ed, e não necessariamente no sentido de retrucar. É que ele lembrou uma coisa que eu queria dizer.
A maior reclamação das pessoas quanto ao natal é que há muita hipocrisia ao se desejar felicidade e celebrar em conjunto com muitas pessoas às quais, na verdade, não se dá a mínima. Mas esta é a melhor parte do natal, a de simular, colocar-se num contexto ao qual você não está acostumado. É bom porque, se por um lado fazemos votos insinceros, por outro também reconhecemos algumas afinidades entre parentes. Há aqueles parentes que você sempre amará e alguns que são muito agradáveis de se passar junto nessas datas, e ao mesmo tempo há uns absolutamente desprezíveis nesta ocasião — ainda que outras vezes eles sejam amáveis.
Ah, mas eu concordo plenamente com você.
E não sabia que você estava em Minas. Abraço.
Não consigo mais desejar Feliz Natal sem um pouco de sentimento estranho. Preferiria não gastar tempo pensando nisso (e não vou gastar, o Natal já se foi e tenho 364 dias livres disso até o próximo).
Ed, eu estava em Minas, mas já voltei a São Paulo. Por mais que a casa da avó seja legal, cansa se você não tem seus livros e seu computador etc. Itajubá é Sul de Minas, senão teria te ligado para tomarmos um irish coffee, seu dândi irreparável.
Vinícius, o sentimento estranho há, em todo o caso, mas é que você pode torná-lo outro ao entender o espírito natalino, que não é com todo mundo de simples sinceridade. Mas de falsidade, uma bela falsidade.
Não me agrada falsidade pela falsidade; se for pra ser falso, há que ser com método e objetivo, não copiando o senso comum.
A gente se encontra este ano, possivelmente. E Vinícius, você está convidado.
Mas, Vinícius, qual o problema, no caso, do senso comum? Há coisas, no caso, que são belas.