Duas belas frases
Postado em September 27, 2007
Categoria Estética |
O professor de história do cursinho, um robocop gay ateu e comunista. E ironicíssimo. Reclamou a Luís XIV a virtude da modéstia, devido à frase “Eu sou o estado”, com o tom de quem o acusa de antidemocrático (oh!). Mas, caros, esta é a hora em que se deixam de lado os ideais. O que é mais belo que um homem ser o próprio Estado de um povo, ser sua felicidade e sua glória?
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Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, deu uma palestra em Harvard, se não me falha a memória. Por uns foi recebido bem, mas outros faltaram lhe mostrar o bumbum em protesto. Foi perguntado por um estudante se é verdade que no Irã matam-se os homossexuais. “No Irã não há homossexuais”, ele responde.
“O Estado sou eu” - que indivíduo conseguiria dizer isso hoje e não dar risada de si mesmo? Admirável.
“No Irã não há homossexuais” - nem na Rua Augusta, Mahmoud.
Mas, Vinícius, não confundas alhos com bugalhos. A frase de Luís XVI só tem valor numa monarquia. Não cabe na boca de qualquer um, não vale pra alguém que use terno e gravata. Tem de estar vestido a toda pompa.
E a de Mahmoud tem valor pela pergunta feita e pela religião de seu país. Dá-lhe retórica.
A existência da frase é bem controversa. Até porque, no seu leito de morte, Louis Dieudonné afirmou para seus ministros: “eu morro, mas o Estado fica”. Não por muito tempo, é claro. O netinho dele foi guilhotinado e o Estado mudou completamente…
Nesse caso é mais importante a lembrança do que a posteridade.
Diego, conta essa história de Direito direito. Bjo, estou aquecendo para um post.