Foto de absinto
Postado em July 1, 2007
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Oh, amigos. Desde a última semana tudo tem sido corrido para mim, acho que postei apenas sobre minha gripe — e postei mal. Estou devendo muitas coisas a muita gente. Mal li os livros, dos blogs quase passei longe e os e-mails cada vez mais se empilham em minha caixa de entrada.
Se eu não mantinha compromisso com saídas noturnas, devido à gripe, as insistências da amiga aniversariante foram de tal modo convincentes (ah, as artimanhas da convicção) que aceitei embalar minha gripe e mandar-me pra Augusta. (Nem lhes comuniquei a mais nova de mim: comecei a parar de fumar.) Mesmo tendo estado co’a fada verde (como vocês podem ver na foto), a noite não foi tão boa como de costume: não sei se é culpa de meu mau humor, da ausência de nicotina ou das reminiscências da gripe, mas o fato é que, no primeiro boteco, eu estava muito bem humorado, ainda que bebesse muito e só tivesse fumado um único cigarro (aos que já compartilharam comigo a alegria de uma mesa de bar, sabem que se trata de um recorde) — sem mal ter sentido a falta de meu best-loved Camel (ops, não posso mais dizer isso).
Depois descemos ao Inferno, esse reduto de paulistinhas, e aí sim eu senti falta de Mozart e de cigarro. Mas, se a foto do absinto provém de lá, então as coisas não podem ser de todo mal.
E vai dizer que não curou tudo? A gripe, o tédio, a falta de cigarro e qualquer outo mal que pudesse aparcer.
Tu já assistiu a From Hell, o filme? O Jhonny Depp viciado em absinto=]
Então, o que você achou da minha idéia? Todos os ensaios, resenhas e críticas literárias postarei no Sententia. O mais, posto no semiótica. A idéia é só reforçar a característica literária do breviário.
Festa estranha, gente esquisita. Foi uma noite - como dizer? - equivocada. Parecia que eu estava com uma perna no lugar da orelha esquerda - tão deslocada quanto a falta de sentido dessa frase. E não que fosse de todo uma má sensação, não de forma generalizada. Sim, tinha o absinto, as luzes, a penumbra e o barulho do Inferno, enfim, a interessante sensação de mundo paralelo (nesse sentido é que te digo que Mozart não funcionaria), mas tinha também os pulmões reclamando, a sensação de morte iminente trazendo à iminência a bad perpetuamente iminente, tinha - acho que é isso - a felicidade desvelada e apática, a felicidade que quando envelhece é uma esposa tediosa.
No Inferno, finalmente, a Máquina do Mundo se deu toda, e, aparentemente, a renegamos, preguiçosos, constipados, desinteressados demais para perscrutá-la os mistérios, não sei, a mim me parecia isso: mundo demais, e morte, aliás: não sei quanto ao banheiro masculino, mas no feminino havia uma enorme inscrição na parede, que dizia “I DON’T EXIST”.
Niilismo, miguxo. & Protest.
Só se for niilismo de miguxo. Protesto de miguxo. Evidently or not, Mozart sempre funciona. Dinheiro mal gasto depois, ao menos resta o humano.
É que tem uma música do Sonic Youth que termina assim:
death poems for the living gods of america
plastic saxophones bleat, bleed for nothing, nada
cops crashing thru doors infuriated by silver charms
of suburban smoke
at war with patches of red dirt glitter
and bluejean fucking
& protest
Traduzido, o Inferno
Incrível! Ontem eu estive no museu do absinto, em Anvers-sur-Oise, e hoje eu leio isso. É uma conspiração. Tenho que comprar minha colher.
sim meu caro, ave absinto! porque mau humor no bar, no meu caso, é fim se noite, não tem o q faça melhorar. logo estarei por aí, mas só vou beber cerveja, ando despreparada. bjo
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