Homenagem a William Blake

Blake, ó mente contrita!
Dói-me todo o teu medo
Da existência maldita,
Que é longa e acaba cedo.
Voa um verme invisível
Vindo de teu poema
E tua estampa terrível:
Sem anúncio me queima.
Porém não adianta
Se esconder do destino,
Tímido sob manta
De cordeiro ou menino.
Blake, o tigre ganhou,
Mas não te assustes mais.
Porque Nosso Senhor,
Do Céu, sabe o que faz.
*
Se, como disse Gerardo […]

Representação

De repente eu me vejo enfastiado de tanta vulgaridade em mim. Mas aí dá uma preguiça de  tornar-me um dândi.

Três elefantes de peso

Este é o meu primeiro texto publicado em livro. Saiu como posfácio de O elefante infante, de Rudyard Kipling, pela Musa Editora.
Assim como o texto, essa edição ficou belíssima. As ilustrações são de Fernando Vilela e o projeto gráfico de Raquel Matsushita. É o primeiro livro trilíngüe que já vi. A saber: o original em […]

Caro Gerardo, notas de um novíssimo leitor

Em 2002, quando eu tinha meus quinze anos, numa semana de recesso escolar, a “semana da criança”, eu passava uns dias no Rio de Janeiro. Conversando com meus amigos, arrisquei que se meu avô morresse eu não sentiria sua falta. Ele morria justamente nesse dia, no Sul de Minas. Os meus amigos foram à praia, […]

Novo Perambulagens

Ser um eterno recomeço. Já não sei quantas vezes recomecei o Perambulagens (será a quarta, a quinta?). Querer tudo desde o zero, desejar a página em branco. Como se assim eu me redimisse dos pecados de outrora.
Blogo sob o título Perambulagens desde 2005. Já deletei tantos infernos, tantos pecados textuais e poéticos — em todas […]

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