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	<title>Comments on: Poetryblogging</title>
	<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/</link>
	<description>perambulagens</description>
	<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 09:57:06 +0000</pubDate>
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		<title>By: Ana Cândida Costa</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-63</link>
		<dc:creator>Ana Cândida Costa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jun 2007 15:07:02 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-63</guid>
		<description>Sobre poemas curtos ou longos, o condensado pode estar num copo ou num barril, num poema curto ou numa odisséia. Num verso ou numa estrofe inteira. "Poesia é linguagem condensada", dizia Ezra Pound. "Literatura é o que é sempre novidade".
Eu digo, o que há de pior em arte literária, prosa ou poesia, são as boas inenções. Não há maior tédio do que os versos bem-intencionados. O exercício de escrever versos pode ser catarse para todos. Mas a poesia jamais pode ser seara para os medíocres. Desde Horácio, há mais de dois mil anos, na sua "Arte Poética" está dito que ao poeta (ao artista)não é permitido ser medíocre.

"mediocribus esse poetis/ non homines, non di, non concessere columnae" (mas, nem os deuses, nem as colunas [dos livreiros] permitem que os poetas sejam regulares).

Mas os blogs em geral funcionam como centro de convivência. Em meio à pedreira uma estrela surgirá do caos. O talento de quem tem é visível, mesmo nos 
poemas iniciantes, o que não quer dizer maus poemas.
O poeta na idade da inocência tem a potencialidade da experiência. Maus poetas nunca se tornarão bons poetas. Pois são falsos poetas, como falsos profetas. Mas têm o direito de se expressar. Enquanto o juízo que fazemos deles é outra coisa. Identificar os poetas entre a poetaria, trabalho para a nossa leitura ao ludambular pelos blogs. Beijos a todos, a você Diego, parabéns por este texto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre poemas curtos ou longos, o condensado pode estar num copo ou num barril, num poema curto ou numa odisséia. Num verso ou numa estrofe inteira. &#8220;Poesia é linguagem condensada&#8221;, dizia Ezra Pound. &#8220;Literatura é o que é sempre novidade&#8221;.<br />
Eu digo, o que há de pior em arte literária, prosa ou poesia, são as boas inenções. Não há maior tédio do que os versos bem-intencionados. O exercício de escrever versos pode ser catarse para todos. Mas a poesia jamais pode ser seara para os medíocres. Desde Horácio, há mais de dois mil anos, na sua &#8220;Arte Poética&#8221; está dito que ao poeta (ao artista)não é permitido ser medíocre.</p>
<p>&#8220;mediocribus esse poetis/ non homines, non di, non concessere columnae&#8221; (mas, nem os deuses, nem as colunas [dos livreiros] permitem que os poetas sejam regulares).</p>
<p>Mas os blogs em geral funcionam como centro de convivência. Em meio à pedreira uma estrela surgirá do caos. O talento de quem tem é visível, mesmo nos<br />
poemas iniciantes, o que não quer dizer maus poemas.<br />
O poeta na idade da inocência tem a potencialidade da experiência. Maus poetas nunca se tornarão bons poetas. Pois são falsos poetas, como falsos profetas. Mas têm o direito de se expressar. Enquanto o juízo que fazemos deles é outra coisa. Identificar os poetas entre a poetaria, trabalho para a nossa leitura ao ludambular pelos blogs. Beijos a todos, a você Diego, parabéns por este texto.</p>
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	<item>
		<title>By: Allan</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-57</link>
		<dc:creator>Allan</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Jun 2007 14:38:47 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-57</guid>
		<description>Aprendi uma coisa interessante sobre poesia: poucos poetas as lêem. 
Valeu pela dica do João Filho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aprendi uma coisa interessante sobre poesia: poucos poetas as lêem.<br />
Valeu pela dica do João Filho.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: lunna</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-53</link>
		<dc:creator>lunna</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 18:02:52 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-53</guid>
		<description>Gostei do seu blog, veio de encontro a um pensamento meu. Meu blog é na verdade um ensaio para o dia seguinte. 
Nunca pensei em ter visitantes e tão pouco sou louca o bastante para publicar em língua portuguesa porque me considero aprendiz de uma arte que talvez um dia eu seja merecedora.
Por enquanto: rascunhos ganham forma em mim.
Vim até aqui graças ao comentário feito por você nos Verdes Trigos. A tal da Juliana que comentou lá me deu arrepios.
Vim e gostei, vou "favoritar" e volto depois para ler com mais calma. Li rapidamente e me encontrei com um dos meus autores favoritos: William Blake.
Abraços vespertinos com preguiça de sexta nas entranhas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei do seu blog, veio de encontro a um pensamento meu. Meu blog é na verdade um ensaio para o dia seguinte.<br />
Nunca pensei em ter visitantes e tão pouco sou louca o bastante para publicar em língua portuguesa porque me considero aprendiz de uma arte que talvez um dia eu seja merecedora.<br />
Por enquanto: rascunhos ganham forma em mim.<br />
Vim até aqui graças ao comentário feito por você nos Verdes Trigos. A tal da Juliana que comentou lá me deu arrepios.<br />
Vim e gostei, vou &#8220;favoritar&#8221; e volto depois para ler com mais calma. Li rapidamente e me encontrei com um dos meus autores favoritos: William Blake.<br />
Abraços vespertinos com preguiça de sexta nas entranhas.</p>
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	<item>
		<title>By: myriam kazue</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-52</link>
		<dc:creator>myriam kazue</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 14:08:13 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-52</guid>
		<description>Quer saber? Admiro quem não tem pudor em publicar, mesmo escrevendo mal - e até  tendo consciência disso. Alguns escritores, cineastas ou artistas plásticos consagrados realizaram obras indiscutivelmente ruins, de ínício.

Mesmo assim, confesso me sentir constrangida ao ler certos textos de pessoas pelas quais tenho simpatia. É um sentimento semelhante ao que se sente quando nosso sobrinho de cinco anos faz algo errado em público: dá vontade de pedir desculpas por ele.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quer saber? Admiro quem não tem pudor em publicar, mesmo escrevendo mal - e até  tendo consciência disso. Alguns escritores, cineastas ou artistas plásticos consagrados realizaram obras indiscutivelmente ruins, de ínício.</p>
<p>Mesmo assim, confesso me sentir constrangida ao ler certos textos de pessoas pelas quais tenho simpatia. É um sentimento semelhante ao que se sente quando nosso sobrinho de cinco anos faz algo errado em público: dá vontade de pedir desculpas por ele.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>By: Rômulo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-42</link>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 01:10:44 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-42</guid>
		<description>Há gente que escreve mal e não tem qualquer vergonha de publicar, é fato. Ultimamente ando à procura de denominadores comuns de gostos para a avaliação de desconhecidos, e constato como é difícil arranjar um desses para a poesia. Explico: se um sujeito diz que não gosta de Wes Anderson, ao mesmo tempo que clama ser apreciador de cinema, imediatamente escuto tudo o que ele diz &lt;i&gt;with a grain of salt&lt;/i&gt;; se não tem apreço por David Bowie, mas se considera íntimo do rock, encontra logo meu despeito; se não gostou de Matchpoint, não entende nada sobre a beleza (e que julgamento ter sobre um sujeito desses?). Como fazer isso em relação à poesia? Há gente sagaz que gosta dos irmãos Campos. Complicado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há gente que escreve mal e não tem qualquer vergonha de publicar, é fato. Ultimamente ando à procura de denominadores comuns de gostos para a avaliação de desconhecidos, e constato como é difícil arranjar um desses para a poesia. Explico: se um sujeito diz que não gosta de Wes Anderson, ao mesmo tempo que clama ser apreciador de cinema, imediatamente escuto tudo o que ele diz <i>with a grain of salt</i>; se não tem apreço por David Bowie, mas se considera íntimo do rock, encontra logo meu despeito; se não gostou de Matchpoint, não entende nada sobre a beleza (e que julgamento ter sobre um sujeito desses?). Como fazer isso em relação à poesia? Há gente sagaz que gosta dos irmãos Campos. Complicado.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Vinícius</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-39</link>
		<dc:creator>Vinícius</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 18:58:54 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-39</guid>
		<description>Marx acreditava na democracia declarativa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Marx acreditava na democracia declarativa.</p>
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	<item>
		<title>By: Diego Barreto Ivo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-38</link>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 18:54:29 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-38</guid>
		<description>Estou a evitar polêmicas, pá!

Mas, vamos, não é difícil. Fique quinze minutos trafegando por blogs e você será capaz de desenvolver uma tese de doutorado sobre isso. Inclusive na USP, mas desde que você crie uma razão sociológica e encontre, em Marx, a vidência de que hoje haveria blogs.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estou a evitar polêmicas, pá!</p>
<p>Mas, vamos, não é difícil. Fique quinze minutos trafegando por blogs e você será capaz de desenvolver uma tese de doutorado sobre isso. Inclusive na USP, mas desde que você crie uma razão sociológica e encontre, em Marx, a vidência de que hoje haveria blogs.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>By: Vinícius</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-37</link>
		<dc:creator>Vinícius</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 18:49:03 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/21/poetryblogging/#comment-37</guid>
		<description>Faltou um linkinho aí, senão eu não acredito em você.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Faltou um linkinho aí, senão eu não acredito em você.</p>
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