<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comments on: A ROSA DOENTIA</title>
	<atom:link href="http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/</link>
	<description>perambulagens</description>
	<lastBuildDate>Thu, 17 Nov 2011 10:55:45 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
	<item>
		<title>By: A rosa doente (William Blake) : Perambulagens</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-175</link>
		<dc:creator>A rosa doente (William Blake) : Perambulagens</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Sep 2007 11:20:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-175</guid>
		<description>[...] postei aqui a primeira versão de minha tradução de &#8220;The sick rose&#8221;, um dos mais comentados [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] postei aqui a primeira versão de minha tradução de &#8220;The sick rose&#8221;, um dos mais comentados [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Vinícius</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-56</link>
		<dc:creator>Vinícius</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 22:12:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-56</guid>
		<description>Hey, &quot;heras amarelas&quot; tem uma assonância bastante desagradável, não precisa ser gênio, minha irmã vê a hagada que fizeram aí. Quando ao &quot;doentia&quot;, acredito em você e nos dicionários, mas ainda acho boa solução, sonora e semanticamente. Bem pior é o &quot;problema&quot; no terceiro verso, emq ue o Diego inventa um &quot;fria&quot; que não está no original, ou no verso 2, em que &quot;transparente&quot; não traduz perfeitamente a palavra &quot;Invisible&quot;. Para resumir meu pensamento: boa tradução, aidna que sick or sickly.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hey, &#8220;heras amarelas&#8221; tem uma assonância bastante desagradável, não precisa ser gênio, minha irmã vê a hagada que fizeram aí. Quando ao &#8220;doentia&#8221;, acredito em você e nos dicionários, mas ainda acho boa solução, sonora e semanticamente. Bem pior é o &#8220;problema&#8221; no terceiro verso, emq ue o Diego inventa um &#8220;fria&#8221; que não está no original, ou no verso 2, em que &#8220;transparente&#8221; não traduz perfeitamente a palavra &#8220;Invisible&#8221;. Para resumir meu pensamento: boa tradução, aidna que sick or sickly.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Rômulo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-55</link>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 20:06:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-55</guid>
		<description>É a tradução mais adequada se pensarmos num contexto de aproximação semântica. Não precisa esmiuçar as obviedades do processo de tradução.

&#039;Sick&#039; é um adjetivo que se aproxima de &#039;doente&#039;; &#039;sickly&#039; é um adjetivo que se aproxima de &#039;doentio&#039;. Pense no significado de doente/doentio em termos de etimologia: &#039;doente&#039; é aquilo que padece de doença; &#039;doentio&#039; é aquilo que se &lt;i&gt;assemelha a algo doente&lt;/i&gt;. A relação é indireta. O mesmo ocorre com &#039;sick&#039; e &#039;sickly&#039;, e por isso as palavras se aproximam. Ainda que as etimologias sejam diferentes (aliás, &quot;bárbaro&quot;? De onde você tirou isso? Anglo-saxão ou old english, please), os processos etimológicos são semelhantes. Acontece.

Averigüei nos dicionários que tenho, o Concise Oxford Dictionary e o Larousse Cultural. Pasmem: 

&lt;b&gt;sick&lt;/b&gt; 1. Ill, incapacitated by illness, feeling effects of some disease.

&lt;b&gt;doente&lt;/b&gt; 1. Que tem a saúde alterada; enfermo.

&lt;b&gt;sickly&lt;/b&gt; 1. Apt to be ill, chronically ailing, of weak health; suggesting sickness, as of sick person.

&lt;b&gt;doentio&lt;/b&gt; 1. Que adoece fácil ou freqüentemente.

Eu nunca disse que &#039;doentio&#039; não é &lt;i&gt;uma&lt;/i&gt; possibilidade de tradução. Disse que não é a &lt;i&gt;melhor&lt;/i&gt; possibilidade. Desde o princípio disse isso pensando não no que &#039;sick&#039; é, mas sim no que não é, isto é, &#039;sickly&#039;. Repito: &lt;i&gt;Independentemente do sentido geral que o poema traz, a palavra que Blake usou foi &#039;sick&#039;, not &#039;sickly&#039;.&lt;/i&gt; Blake poderia ter utilizado &#039;sickly&#039;. A parte da loucura também está presente em &#039;sickly&#039;. Mas ele não quis. Respeite-o.

Agora veja, a relação entre doente/doentio/sick/sickly é internalizada para quem tem o pensamento bilíngüe. As correspondências entre as palavras me parecem muito claras. Por isso acho difícil explicar o que acontece; mas o dicionário já deu uma ajuda, e se você pesquisar mais tenho certeza que concordará comigo. 

Além de tudo isso, há a parte da sonoridade que, repito, é arruinada pelo &#039;i&#039; de &#039;doentio&#039;. Meu ouvido é sensível demais? Talvez - ou o de vocês é muito rude. Cito um trecho do Itinerário de Pasárgada: &quot;As provas me foram dadas sem as capitulares, de sorte que a edição saiu com um erro que se repetiu na 2a edição e de que até hoje não me consolei. (...) A estrofe inicial do poema &#039;Metade da vida&#039; é

Pêras amarelas
E rosas silvestres
Da paisagem sobre a
Lagoa.

Provavelmente o linotipista não acreditava que se pudesse misturar pêras a rosas e imaginou que devia ser &#039;heras&#039; e não &#039;pêras&#039;. Assim quê, todos os que estas insossas memórias estiverem lendo, fiquem cientes que não escrevi nem jamais escreveria aquele horrendo verso &#039;Heras amarelas&#039;.&quot;

A sensação que tenho com o &quot;Rosa, estás doentia&quot; é quase essa. Por isso a reação meio exaltada: foi tipo um Diego, não faça isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É a tradução mais adequada se pensarmos num contexto de aproximação semântica. Não precisa esmiuçar as obviedades do processo de tradução.</p>
<p>&#8216;Sick&#8217; é um adjetivo que se aproxima de &#8216;doente&#8217;; &#8216;sickly&#8217; é um adjetivo que se aproxima de &#8216;doentio&#8217;. Pense no significado de doente/doentio em termos de etimologia: &#8216;doente&#8217; é aquilo que padece de doença; &#8216;doentio&#8217; é aquilo que se <i>assemelha a algo doente</i>. A relação é indireta. O mesmo ocorre com &#8216;sick&#8217; e &#8216;sickly&#8217;, e por isso as palavras se aproximam. Ainda que as etimologias sejam diferentes (aliás, &#8220;bárbaro&#8221;? De onde você tirou isso? Anglo-saxão ou old english, please), os processos etimológicos são semelhantes. Acontece.</p>
<p>Averigüei nos dicionários que tenho, o Concise Oxford Dictionary e o Larousse Cultural. Pasmem: </p>
<p><b>sick</b> 1. Ill, incapacitated by illness, feeling effects of some disease.</p>
<p><b>doente</b> 1. Que tem a saúde alterada; enfermo.</p>
<p><b>sickly</b> 1. Apt to be ill, chronically ailing, of weak health; suggesting sickness, as of sick person.</p>
<p><b>doentio</b> 1. Que adoece fácil ou freqüentemente.</p>
<p>Eu nunca disse que &#8216;doentio&#8217; não é <i>uma</i> possibilidade de tradução. Disse que não é a <i>melhor</i> possibilidade. Desde o princípio disse isso pensando não no que &#8216;sick&#8217; é, mas sim no que não é, isto é, &#8216;sickly&#8217;. Repito: <i>Independentemente do sentido geral que o poema traz, a palavra que Blake usou foi &#8216;sick&#8217;, not &#8216;sickly&#8217;.</i> Blake poderia ter utilizado &#8216;sickly&#8217;. A parte da loucura também está presente em &#8216;sickly&#8217;. Mas ele não quis. Respeite-o.</p>
<p>Agora veja, a relação entre doente/doentio/sick/sickly é internalizada para quem tem o pensamento bilíngüe. As correspondências entre as palavras me parecem muito claras. Por isso acho difícil explicar o que acontece; mas o dicionário já deu uma ajuda, e se você pesquisar mais tenho certeza que concordará comigo. </p>
<p>Além de tudo isso, há a parte da sonoridade que, repito, é arruinada pelo &#8216;i&#8217; de &#8216;doentio&#8217;. Meu ouvido é sensível demais? Talvez &#8211; ou o de vocês é muito rude. Cito um trecho do Itinerário de Pasárgada: &#8220;As provas me foram dadas sem as capitulares, de sorte que a edição saiu com um erro que se repetiu na 2a edição e de que até hoje não me consolei. (&#8230;) A estrofe inicial do poema &#8216;Metade da vida&#8217; é</p>
<p>Pêras amarelas<br />
E rosas silvestres<br />
Da paisagem sobre a<br />
Lagoa.</p>
<p>Provavelmente o linotipista não acreditava que se pudesse misturar pêras a rosas e imaginou que devia ser &#8216;heras&#8217; e não &#8216;pêras&#8217;. Assim quê, todos os que estas insossas memórias estiverem lendo, fiquem cientes que não escrevi nem jamais escreveria aquele horrendo verso &#8216;Heras amarelas&#8217;.&#8221;</p>
<p>A sensação que tenho com o &#8220;Rosa, estás doentia&#8221; é quase essa. Por isso a reação meio exaltada: foi tipo um Diego, não faça isso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Vinícius</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-54</link>
		<dc:creator>Vinícius</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 19:10:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-54</guid>
		<description>É a tradução mais adequada se pensarmos em um contexto de aproximação completa, onde uma palavra e sua tradução (no caso, &quot;doente&quot; e &quot;sick&quot;) sempre foram usadas para as mesmas acepções, têm a mesma raiz e origem e nunca teviram conotação diversa sequer em quaisquer dos períodos em que tenha sido usada em duas línguas diferentes. Ou seja, um contexto inexistente e utópico.

Em espanhol, italiano, por exemplo, existem palavras que são idênticas ao português, e não necessariamente devam ser traduzidas por suas correlatas imediatas. Que dirá então o inglês e a palavra &quot;sick&quot;, cuja raiz é bárbara, em comparação com &quot;doente&quot;, cuja raiz é do latim vulgar, ainda por cima?

Não que isso seja argumento para uma decisão contra &quot;doente&quot;: na verdade é uma justificativa da minha posição de considerar que, comparando as duas palavras, de Blake e de Diego (&quot;sick&quot; e &quot;doentia&quot;), esta é perfeitamente aceitável como  tradução daquela. Invoco aqui não só meus conhecimentos parcos de inglês (que, mesmo sendo parcos, conhecem esta possibilidade de tradução, pelos motivos que citei acima, tais como a conotação de loucura que &quot;doentia&quot; propõe melhor que &quot;doente&quot;), mas além de tudo isso, afirmo que &quot;doente&quot; é uma palavra por demais comum - não que isso seja impedimento, pois &quot;sick&quot; também o é - e desgastada dentro de poemas em língua portuguesa desde o Romantismo (talvez desde Camões, mas não quis exagerar). &quot;Doentia&quot; dá ao poema um frescor, algo de mais poético do que simplesmente &quot;Rosa, estás doente&quot;.

Ou isso, ou também estou doentio. 

PS: Quando você comentou da palavra &quot;torrente&quot;, lembrei-me da expressão &quot;chuva torrencial&quot; - curiosamente, a mesma foi dita por Roger &quot;Somos Inútil&quot;, no RockGol do mesmo dia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É a tradução mais adequada se pensarmos em um contexto de aproximação completa, onde uma palavra e sua tradução (no caso, &#8220;doente&#8221; e &#8220;sick&#8221;) sempre foram usadas para as mesmas acepções, têm a mesma raiz e origem e nunca teviram conotação diversa sequer em quaisquer dos períodos em que tenha sido usada em duas línguas diferentes. Ou seja, um contexto inexistente e utópico.</p>
<p>Em espanhol, italiano, por exemplo, existem palavras que são idênticas ao português, e não necessariamente devam ser traduzidas por suas correlatas imediatas. Que dirá então o inglês e a palavra &#8220;sick&#8221;, cuja raiz é bárbara, em comparação com &#8220;doente&#8221;, cuja raiz é do latim vulgar, ainda por cima?</p>
<p>Não que isso seja argumento para uma decisão contra &#8220;doente&#8221;: na verdade é uma justificativa da minha posição de considerar que, comparando as duas palavras, de Blake e de Diego (&#8220;sick&#8221; e &#8220;doentia&#8221;), esta é perfeitamente aceitável como  tradução daquela. Invoco aqui não só meus conhecimentos parcos de inglês (que, mesmo sendo parcos, conhecem esta possibilidade de tradução, pelos motivos que citei acima, tais como a conotação de loucura que &#8220;doentia&#8221; propõe melhor que &#8220;doente&#8221;), mas além de tudo isso, afirmo que &#8220;doente&#8221; é uma palavra por demais comum &#8211; não que isso seja impedimento, pois &#8220;sick&#8221; também o é &#8211; e desgastada dentro de poemas em língua portuguesa desde o Romantismo (talvez desde Camões, mas não quis exagerar). &#8220;Doentia&#8221; dá ao poema um frescor, algo de mais poético do que simplesmente &#8220;Rosa, estás doente&#8221;.</p>
<p>Ou isso, ou também estou doentio. </p>
<p>PS: Quando você comentou da palavra &#8220;torrente&#8221;, lembrei-me da expressão &#8220;chuva torrencial&#8221; &#8211; curiosamente, a mesma foi dita por Roger &#8220;Somos Inútil&#8221;, no RockGol do mesmo dia.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Rômulo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-41</link>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 00:43:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-41</guid>
		<description>Vinícius, também acho o &#039;uivante torrente&#039; excelente, como disse, e fico agora feliz que este adota o sentido de chuva também. Naturalmente meu comentário teve como fundamento minha cabeça. Verifiquei em apenas um dicionário, quando o fiz, e dois é superior a um, e sela-se a questão.

&#039;Doente&#039; &lt;i&gt;é&lt;/i&gt; a tradução mais adequada de &#039;sick&#039;. Independentemente do sentido geral que o poema traz, a palavra que Blake usou foi &#039;sick&#039;, not &#039;sickly&#039;. Claro que um tradutor deve medir os ganhos e perdas para optar por uma coisa ou outra; o que digo é que eu optaria por &#039;doente&#039;. Além da referida questão sonora, acredito que a escolha de Blake tem precedência, e Blake incontestavelmente escolheu &#039;sick&#039;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vinícius, também acho o &#8216;uivante torrente&#8217; excelente, como disse, e fico agora feliz que este adota o sentido de chuva também. Naturalmente meu comentário teve como fundamento minha cabeça. Verifiquei em apenas um dicionário, quando o fiz, e dois é superior a um, e sela-se a questão.</p>
<p>&#8216;Doente&#8217; <i>é</i> a tradução mais adequada de &#8216;sick&#8217;. Independentemente do sentido geral que o poema traz, a palavra que Blake usou foi &#8216;sick&#8217;, not &#8216;sickly&#8217;. Claro que um tradutor deve medir os ganhos e perdas para optar por uma coisa ou outra; o que digo é que eu optaria por &#8216;doente&#8217;. Além da referida questão sonora, acredito que a escolha de Blake tem precedência, e Blake incontestavelmente escolheu &#8216;sick&#8217;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Rômulo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-40</link>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 00:35:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-40</guid>
		<description>O &#039;doente&#039; só prejudica o ritmo e sonoridade no seu esquema de tradução. Obviamente, fica implícito no meu comentário que acredito que vale a pena mudar todo o esquema exclusivamente por causa dessa palavra. De fato. Vejo problema na deturpagem quando ela é gratuita. Entendo sua opção no caso do &#039;Crimson&#039;, but my point is, é mais importante reproduzir o Crimson do que o paradoxo da oposição semântica/proximidade sonora.

Quanto às exclamações, conferi no Google Images e realmente; indago porque as pessoas transcrevem com exclamação? Doentes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O &#8216;doente&#8217; só prejudica o ritmo e sonoridade no seu esquema de tradução. Obviamente, fica implícito no meu comentário que acredito que vale a pena mudar todo o esquema exclusivamente por causa dessa palavra. De fato. Vejo problema na deturpagem quando ela é gratuita. Entendo sua opção no caso do &#8216;Crimson&#8217;, but my point is, é mais importante reproduzir o Crimson do que o paradoxo da oposição semântica/proximidade sonora.</p>
<p>Quanto às exclamações, conferi no Google Images e realmente; indago porque as pessoas transcrevem com exclamação? Doentes.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Vinícius</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-36</link>
		<dc:creator>Vinícius</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 18:25:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-36</guid>
		<description>Gostei da nova solução para o verso 6. Na medida do possível, acredito esta ser uma boa tradução!

Rômulo, consultei dois dicionários e digo: &quot;torrente&quot; pode também ser utilizado para chuva. O importante é ser de água. No caso, &quot;storm&quot; pede uma palavra que seja forte, e torrente me parece adequada.

Além de &quot;doente&quot; não ser necessariamente a tradução mais adequada de &quot;sick&quot;; a diferença entre &quot;doente&quot; e &quot;doentia&quot; é a seguinte: a primeira traz a idéia de doença, como tétano ou sarampo. A segunda tem mais ranço de loucura, evidente no poema.

&quot;Crimson&quot; é um caso complicado, pois é o tempo do &quot;blooming&quot; das flores, a amenidade contente, de certa forma, antiteticamente relacionável ao &quot;cruellest April&quot; de Eliot. Gostei da solução pois traz em &quot;menina&quot; a idéia de algo fresco, novo, que é uma das acepções possibilitadas por &quot;Crimson&quot;. Não abarca tudo? Não, mas está bastante adequado.

Resumindo: gostei, Diego.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei da nova solução para o verso 6. Na medida do possível, acredito esta ser uma boa tradução!</p>
<p>Rômulo, consultei dois dicionários e digo: &#8220;torrente&#8221; pode também ser utilizado para chuva. O importante é ser de água. No caso, &#8220;storm&#8221; pede uma palavra que seja forte, e torrente me parece adequada.</p>
<p>Além de &#8220;doente&#8221; não ser necessariamente a tradução mais adequada de &#8220;sick&#8221;; a diferença entre &#8220;doente&#8221; e &#8220;doentia&#8221; é a seguinte: a primeira traz a idéia de doença, como tétano ou sarampo. A segunda tem mais ranço de loucura, evidente no poema.</p>
<p>&#8220;Crimson&#8221; é um caso complicado, pois é o tempo do &#8220;blooming&#8221; das flores, a amenidade contente, de certa forma, antiteticamente relacionável ao &#8220;cruellest April&#8221; de Eliot. Gostei da solução pois traz em &#8220;menina&#8221; a idéia de algo fresco, novo, que é uma das acepções possibilitadas por &#8220;Crimson&#8221;. Não abarca tudo? Não, mas está bastante adequado.</p>
<p>Resumindo: gostei, Diego.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Diego Barreto Ivo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-35</link>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 16:51:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-35</guid>
		<description>O &quot;doente&quot; tem vários problemas: primeiro, porque prejudica muito o ritmo ea sonoridade, senão quase todas as rimas do poema seriam ente/ente.

Deturpou, toda tradução faz isso. Mas, nesse caso, não vejo problema, aliás gosto do que fiz como solução. Tradução é, antes de tudo, solução.

O &quot;Of Crimson joy&quot; rimando com &quot;Does thy life destroy&quot; me parece, até agora, impossível de ser traduzido. Naquele versão que te mostrei anteriormente o verso ficou muito pesado, perdia a fluência. Por isso arrisquei essa &quot;De alegria menina&quot;.

Ah: e, malandro que sou, conferi o poema no meu novo livro - não há exclamação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O &#8220;doente&#8221; tem vários problemas: primeiro, porque prejudica muito o ritmo ea sonoridade, senão quase todas as rimas do poema seriam ente/ente.</p>
<p>Deturpou, toda tradução faz isso. Mas, nesse caso, não vejo problema, aliás gosto do que fiz como solução. Tradução é, antes de tudo, solução.</p>
<p>O &#8220;Of Crimson joy&#8221; rimando com &#8220;Does thy life destroy&#8221; me parece, até agora, impossível de ser traduzido. Naquele versão que te mostrei anteriormente o verso ficou muito pesado, perdia a fluência. Por isso arrisquei essa &#8220;De alegria menina&#8221;.</p>
<p>Ah: e, malandro que sou, conferi o poema no meu novo livro &#8211; não há exclamação.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Rômulo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-34</link>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 16:36:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-34</guid>
		<description>Continuo preferindo &lt;i&gt;doente&lt;/i&gt; ao invés de &lt;i&gt;doentia&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Doentia&lt;/i&gt; é feio, extraordinariamente irritante, e deturpa o sentido original: Blake utilizou &lt;i&gt;sick&lt;/i&gt;, não &lt;i&gt;sickly&lt;/i&gt;. Ah, e cadê as exclamações?

Gostei da &#039;uivante torrente&#039;. Mas é interessante lembrar que &lt;i&gt;torrente&lt;/i&gt; dá idéia de rio, não de chuva. 

A solução das rimas na segunda estrofe é boa, mas acho que o &lt;i&gt;Crimson&lt;/i&gt; tem um significado muito importante para o poema. Blake poderia ter colocado um milhão de adjetivos similares no lugar de &lt;i&gt;Crimson&lt;/i&gt;.

Traduzir Blake é retraduzir o inferno, sempre...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Continuo preferindo <i>doente</i> ao invés de <i>doentia</i>. <i>Doentia</i> é feio, extraordinariamente irritante, e deturpa o sentido original: Blake utilizou <i>sick</i>, não <i>sickly</i>. Ah, e cadê as exclamações?</p>
<p>Gostei da &#8216;uivante torrente&#8217;. Mas é interessante lembrar que <i>torrente</i> dá idéia de rio, não de chuva. </p>
<p>A solução das rimas na segunda estrofe é boa, mas acho que o <i>Crimson</i> tem um significado muito importante para o poema. Blake poderia ter colocado um milhão de adjetivos similares no lugar de <i>Crimson</i>.</p>
<p>Traduzir Blake é retraduzir o inferno, sempre&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Manoela</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-33</link>
		<dc:creator>Manoela</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 00:55:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-33</guid>
		<description>não desenha nem mais do olho aberto? quéisso, você vive desenhando letras... arrisque um risco de vez em quando, bjinho</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>não desenha nem mais do olho aberto? quéisso, você vive desenhando letras&#8230; arrisque um risco de vez em quando, bjinho</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

