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	<title>Comments on: A ROSA DOENTIA</title>
	<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/</link>
	<description>perambulagens</description>
	<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 14:16:02 +0000</pubDate>
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		<title>By: A rosa doente (William Blake) : Perambulagens</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-175</link>
		<dc:creator>A rosa doente (William Blake) : Perambulagens</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Sep 2007 11:20:45 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-175</guid>
		<description>[...] postei aqui a primeira versão de minha tradução de &#8220;The sick rose&#8221;, um dos mais comentados [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[&#8230;] postei aqui a primeira versão de minha tradução de &#8220;The sick rose&#8221;, um dos mais comentados [&#8230;]</p>
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		<title>By: Vinícius</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-56</link>
		<dc:creator>Vinícius</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 22:12:18 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-56</guid>
		<description>Hey, "heras amarelas" tem uma assonância bastante desagradável, não precisa ser gênio, minha irmã vê a hagada que fizeram aí. Quando ao "doentia", acredito em você e nos dicionários, mas ainda acho boa solução, sonora e semanticamente. Bem pior é o "problema" no terceiro verso, emq ue o Diego inventa um "fria" que não está no original, ou no verso 2, em que "transparente" não traduz perfeitamente a palavra "Invisible". Para resumir meu pensamento: boa tradução, aidna que sick or sickly.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hey, &#8220;heras amarelas&#8221; tem uma assonância bastante desagradável, não precisa ser gênio, minha irmã vê a hagada que fizeram aí. Quando ao &#8220;doentia&#8221;, acredito em você e nos dicionários, mas ainda acho boa solução, sonora e semanticamente. Bem pior é o &#8220;problema&#8221; no terceiro verso, emq ue o Diego inventa um &#8220;fria&#8221; que não está no original, ou no verso 2, em que &#8220;transparente&#8221; não traduz perfeitamente a palavra &#8220;Invisible&#8221;. Para resumir meu pensamento: boa tradução, aidna que sick or sickly.</p>
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	<item>
		<title>By: Rômulo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-55</link>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 20:06:30 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-55</guid>
		<description>É a tradução mais adequada se pensarmos num contexto de aproximação semântica. Não precisa esmiuçar as obviedades do processo de tradução.

'Sick' é um adjetivo que se aproxima de 'doente'; 'sickly' é um adjetivo que se aproxima de 'doentio'. Pense no significado de doente/doentio em termos de etimologia: 'doente' é aquilo que padece de doença; 'doentio' é aquilo que se &lt;i&gt;assemelha a algo doente&lt;/i&gt;. A relação é indireta. O mesmo ocorre com 'sick' e 'sickly', e por isso as palavras se aproximam. Ainda que as etimologias sejam diferentes (aliás, "bárbaro"? De onde você tirou isso? Anglo-saxão ou old english, please), os processos etimológicos são semelhantes. Acontece.

Averigüei nos dicionários que tenho, o Concise Oxford Dictionary e o Larousse Cultural. Pasmem: 

&lt;b&gt;sick&lt;/b&gt; 1. Ill, incapacitated by illness, feeling effects of some disease.

&lt;b&gt;doente&lt;/b&gt; 1. Que tem a saúde alterada; enfermo.

&lt;b&gt;sickly&lt;/b&gt; 1. Apt to be ill, chronically ailing, of weak health; suggesting sickness, as of sick person.

&lt;b&gt;doentio&lt;/b&gt; 1. Que adoece fácil ou freqüentemente.

Eu nunca disse que 'doentio' não é &lt;i&gt;uma&lt;/i&gt; possibilidade de tradução. Disse que não é a &lt;i&gt;melhor&lt;/i&gt; possibilidade. Desde o princípio disse isso pensando não no que 'sick' é, mas sim no que não é, isto é, 'sickly'. Repito: &lt;i&gt;Independentemente do sentido geral que o poema traz, a palavra que Blake usou foi 'sick', not 'sickly'.&lt;/i&gt; Blake poderia ter utilizado 'sickly'. A parte da loucura também está presente em 'sickly'. Mas ele não quis. Respeite-o.

Agora veja, a relação entre doente/doentio/sick/sickly é internalizada para quem tem o pensamento bilíngüe. As correspondências entre as palavras me parecem muito claras. Por isso acho difícil explicar o que acontece; mas o dicionário já deu uma ajuda, e se você pesquisar mais tenho certeza que concordará comigo. 

Além de tudo isso, há a parte da sonoridade que, repito, é arruinada pelo 'i' de 'doentio'. Meu ouvido é sensível demais? Talvez - ou o de vocês é muito rude. Cito um trecho do Itinerário de Pasárgada: "As provas me foram dadas sem as capitulares, de sorte que a edição saiu com um erro que se repetiu na 2a edição e de que até hoje não me consolei. (...) A estrofe inicial do poema 'Metade da vida' é

Pêras amarelas
E rosas silvestres
Da paisagem sobre a
Lagoa.

Provavelmente o linotipista não acreditava que se pudesse misturar pêras a rosas e imaginou que devia ser 'heras' e não 'pêras'. Assim quê, todos os que estas insossas memórias estiverem lendo, fiquem cientes que não escrevi nem jamais escreveria aquele horrendo verso 'Heras amarelas'."

A sensação que tenho com o "Rosa, estás doentia" é quase essa. Por isso a reação meio exaltada: foi tipo um Diego, não faça isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É a tradução mais adequada se pensarmos num contexto de aproximação semântica. Não precisa esmiuçar as obviedades do processo de tradução.</p>
<p>&#8216;Sick&#8217; é um adjetivo que se aproxima de &#8216;doente&#8217;; &#8217;sickly&#8217; é um adjetivo que se aproxima de &#8216;doentio&#8217;. Pense no significado de doente/doentio em termos de etimologia: &#8216;doente&#8217; é aquilo que padece de doença; &#8216;doentio&#8217; é aquilo que se <i>assemelha a algo doente</i>. A relação é indireta. O mesmo ocorre com &#8217;sick&#8217; e &#8217;sickly&#8217;, e por isso as palavras se aproximam. Ainda que as etimologias sejam diferentes (aliás, &#8220;bárbaro&#8221;? De onde você tirou isso? Anglo-saxão ou old english, please), os processos etimológicos são semelhantes. Acontece.</p>
<p>Averigüei nos dicionários que tenho, o Concise Oxford Dictionary e o Larousse Cultural. Pasmem: </p>
<p><b>sick</b> 1. Ill, incapacitated by illness, feeling effects of some disease.</p>
<p><b>doente</b> 1. Que tem a saúde alterada; enfermo.</p>
<p><b>sickly</b> 1. Apt to be ill, chronically ailing, of weak health; suggesting sickness, as of sick person.</p>
<p><b>doentio</b> 1. Que adoece fácil ou freqüentemente.</p>
<p>Eu nunca disse que &#8216;doentio&#8217; não é <i>uma</i> possibilidade de tradução. Disse que não é a <i>melhor</i> possibilidade. Desde o princípio disse isso pensando não no que &#8217;sick&#8217; é, mas sim no que não é, isto é, &#8217;sickly&#8217;. Repito: <i>Independentemente do sentido geral que o poema traz, a palavra que Blake usou foi &#8217;sick&#8217;, not &#8217;sickly&#8217;.</i> Blake poderia ter utilizado &#8217;sickly&#8217;. A parte da loucura também está presente em &#8217;sickly&#8217;. Mas ele não quis. Respeite-o.</p>
<p>Agora veja, a relação entre doente/doentio/sick/sickly é internalizada para quem tem o pensamento bilíngüe. As correspondências entre as palavras me parecem muito claras. Por isso acho difícil explicar o que acontece; mas o dicionário já deu uma ajuda, e se você pesquisar mais tenho certeza que concordará comigo. </p>
<p>Além de tudo isso, há a parte da sonoridade que, repito, é arruinada pelo &#8216;i&#8217; de &#8216;doentio&#8217;. Meu ouvido é sensível demais? Talvez - ou o de vocês é muito rude. Cito um trecho do Itinerário de Pasárgada: &#8220;As provas me foram dadas sem as capitulares, de sorte que a edição saiu com um erro que se repetiu na 2a edição e de que até hoje não me consolei. (&#8230;) A estrofe inicial do poema &#8216;Metade da vida&#8217; é</p>
<p>Pêras amarelas<br />
E rosas silvestres<br />
Da paisagem sobre a<br />
Lagoa.</p>
<p>Provavelmente o linotipista não acreditava que se pudesse misturar pêras a rosas e imaginou que devia ser &#8216;heras&#8217; e não &#8216;pêras&#8217;. Assim quê, todos os que estas insossas memórias estiverem lendo, fiquem cientes que não escrevi nem jamais escreveria aquele horrendo verso &#8216;Heras amarelas&#8217;.&#8221;</p>
<p>A sensação que tenho com o &#8220;Rosa, estás doentia&#8221; é quase essa. Por isso a reação meio exaltada: foi tipo um Diego, não faça isso.</p>
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	<item>
		<title>By: Vinícius</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-54</link>
		<dc:creator>Vinícius</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 19:10:53 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-54</guid>
		<description>É a tradução mais adequada se pensarmos em um contexto de aproximação completa, onde uma palavra e sua tradução (no caso, "doente" e "sick") sempre foram usadas para as mesmas acepções, têm a mesma raiz e origem e nunca teviram conotação diversa sequer em quaisquer dos períodos em que tenha sido usada em duas línguas diferentes. Ou seja, um contexto inexistente e utópico.

Em espanhol, italiano, por exemplo, existem palavras que são idênticas ao português, e não necessariamente devam ser traduzidas por suas correlatas imediatas. Que dirá então o inglês e a palavra "sick", cuja raiz é bárbara, em comparação com "doente", cuja raiz é do latim vulgar, ainda por cima?

Não que isso seja argumento para uma decisão contra "doente": na verdade é uma justificativa da minha posição de considerar que, comparando as duas palavras, de Blake e de Diego ("sick" e "doentia"), esta é perfeitamente aceitável como  tradução daquela. Invoco aqui não só meus conhecimentos parcos de inglês (que, mesmo sendo parcos, conhecem esta possibilidade de tradução, pelos motivos que citei acima, tais como a conotação de loucura que "doentia" propõe melhor que "doente"), mas além de tudo isso, afirmo que "doente" é uma palavra por demais comum - não que isso seja impedimento, pois "sick" também o é - e desgastada dentro de poemas em língua portuguesa desde o Romantismo (talvez desde Camões, mas não quis exagerar). "Doentia" dá ao poema um frescor, algo de mais poético do que simplesmente "Rosa, estás doente".

Ou isso, ou também estou doentio. 

PS: Quando você comentou da palavra "torrente", lembrei-me da expressão "chuva torrencial" - curiosamente, a mesma foi dita por Roger "Somos Inútil", no RockGol do mesmo dia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É a tradução mais adequada se pensarmos em um contexto de aproximação completa, onde uma palavra e sua tradução (no caso, &#8220;doente&#8221; e &#8220;sick&#8221;) sempre foram usadas para as mesmas acepções, têm a mesma raiz e origem e nunca teviram conotação diversa sequer em quaisquer dos períodos em que tenha sido usada em duas línguas diferentes. Ou seja, um contexto inexistente e utópico.</p>
<p>Em espanhol, italiano, por exemplo, existem palavras que são idênticas ao português, e não necessariamente devam ser traduzidas por suas correlatas imediatas. Que dirá então o inglês e a palavra &#8220;sick&#8221;, cuja raiz é bárbara, em comparação com &#8220;doente&#8221;, cuja raiz é do latim vulgar, ainda por cima?</p>
<p>Não que isso seja argumento para uma decisão contra &#8220;doente&#8221;: na verdade é uma justificativa da minha posição de considerar que, comparando as duas palavras, de Blake e de Diego (&#8221;sick&#8221; e &#8220;doentia&#8221;), esta é perfeitamente aceitável como  tradução daquela. Invoco aqui não só meus conhecimentos parcos de inglês (que, mesmo sendo parcos, conhecem esta possibilidade de tradução, pelos motivos que citei acima, tais como a conotação de loucura que &#8220;doentia&#8221; propõe melhor que &#8220;doente&#8221;), mas além de tudo isso, afirmo que &#8220;doente&#8221; é uma palavra por demais comum - não que isso seja impedimento, pois &#8220;sick&#8221; também o é - e desgastada dentro de poemas em língua portuguesa desde o Romantismo (talvez desde Camões, mas não quis exagerar). &#8220;Doentia&#8221; dá ao poema um frescor, algo de mais poético do que simplesmente &#8220;Rosa, estás doente&#8221;.</p>
<p>Ou isso, ou também estou doentio. </p>
<p>PS: Quando você comentou da palavra &#8220;torrente&#8221;, lembrei-me da expressão &#8220;chuva torrencial&#8221; - curiosamente, a mesma foi dita por Roger &#8220;Somos Inútil&#8221;, no RockGol do mesmo dia.</p>
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	<item>
		<title>By: Rômulo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-41</link>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 00:43:31 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-41</guid>
		<description>Vinícius, também acho o 'uivante torrente' excelente, como disse, e fico agora feliz que este adota o sentido de chuva também. Naturalmente meu comentário teve como fundamento minha cabeça. Verifiquei em apenas um dicionário, quando o fiz, e dois é superior a um, e sela-se a questão.

'Doente' &lt;i&gt;é&lt;/i&gt; a tradução mais adequada de 'sick'. Independentemente do sentido geral que o poema traz, a palavra que Blake usou foi 'sick', not 'sickly'. Claro que um tradutor deve medir os ganhos e perdas para optar por uma coisa ou outra; o que digo é que eu optaria por 'doente'. Além da referida questão sonora, acredito que a escolha de Blake tem precedência, e Blake incontestavelmente escolheu 'sick'.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vinícius, também acho o &#8216;uivante torrente&#8217; excelente, como disse, e fico agora feliz que este adota o sentido de chuva também. Naturalmente meu comentário teve como fundamento minha cabeça. Verifiquei em apenas um dicionário, quando o fiz, e dois é superior a um, e sela-se a questão.</p>
<p>&#8216;Doente&#8217; <i>é</i> a tradução mais adequada de &#8217;sick&#8217;. Independentemente do sentido geral que o poema traz, a palavra que Blake usou foi &#8217;sick&#8217;, not &#8217;sickly&#8217;. Claro que um tradutor deve medir os ganhos e perdas para optar por uma coisa ou outra; o que digo é que eu optaria por &#8216;doente&#8217;. Além da referida questão sonora, acredito que a escolha de Blake tem precedência, e Blake incontestavelmente escolheu &#8217;sick&#8217;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Rômulo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-40</link>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 00:35:20 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-40</guid>
		<description>O 'doente' só prejudica o ritmo e sonoridade no seu esquema de tradução. Obviamente, fica implícito no meu comentário que acredito que vale a pena mudar todo o esquema exclusivamente por causa dessa palavra. De fato. Vejo problema na deturpagem quando ela é gratuita. Entendo sua opção no caso do 'Crimson', but my point is, é mais importante reproduzir o Crimson do que o paradoxo da oposição semântica/proximidade sonora.

Quanto às exclamações, conferi no Google Images e realmente; indago porque as pessoas transcrevem com exclamação? Doentes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O &#8216;doente&#8217; só prejudica o ritmo e sonoridade no seu esquema de tradução. Obviamente, fica implícito no meu comentário que acredito que vale a pena mudar todo o esquema exclusivamente por causa dessa palavra. De fato. Vejo problema na deturpagem quando ela é gratuita. Entendo sua opção no caso do &#8216;Crimson&#8217;, but my point is, é mais importante reproduzir o Crimson do que o paradoxo da oposição semântica/proximidade sonora.</p>
<p>Quanto às exclamações, conferi no Google Images e realmente; indago porque as pessoas transcrevem com exclamação? Doentes.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Vinícius</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-36</link>
		<dc:creator>Vinícius</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 18:25:47 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-36</guid>
		<description>Gostei da nova solução para o verso 6. Na medida do possível, acredito esta ser uma boa tradução!

Rômulo, consultei dois dicionários e digo: "torrente" pode também ser utilizado para chuva. O importante é ser de água. No caso, "storm" pede uma palavra que seja forte, e torrente me parece adequada.

Além de "doente" não ser necessariamente a tradução mais adequada de "sick"; a diferença entre "doente" e "doentia" é a seguinte: a primeira traz a idéia de doença, como tétano ou sarampo. A segunda tem mais ranço de loucura, evidente no poema.

"Crimson" é um caso complicado, pois é o tempo do "blooming" das flores, a amenidade contente, de certa forma, antiteticamente relacionável ao "cruellest April" de Eliot. Gostei da solução pois traz em "menina" a idéia de algo fresco, novo, que é uma das acepções possibilitadas por "Crimson". Não abarca tudo? Não, mas está bastante adequado.

Resumindo: gostei, Diego.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei da nova solução para o verso 6. Na medida do possível, acredito esta ser uma boa tradução!</p>
<p>Rômulo, consultei dois dicionários e digo: &#8220;torrente&#8221; pode também ser utilizado para chuva. O importante é ser de água. No caso, &#8220;storm&#8221; pede uma palavra que seja forte, e torrente me parece adequada.</p>
<p>Além de &#8220;doente&#8221; não ser necessariamente a tradução mais adequada de &#8220;sick&#8221;; a diferença entre &#8220;doente&#8221; e &#8220;doentia&#8221; é a seguinte: a primeira traz a idéia de doença, como tétano ou sarampo. A segunda tem mais ranço de loucura, evidente no poema.</p>
<p>&#8220;Crimson&#8221; é um caso complicado, pois é o tempo do &#8220;blooming&#8221; das flores, a amenidade contente, de certa forma, antiteticamente relacionável ao &#8220;cruellest April&#8221; de Eliot. Gostei da solução pois traz em &#8220;menina&#8221; a idéia de algo fresco, novo, que é uma das acepções possibilitadas por &#8220;Crimson&#8221;. Não abarca tudo? Não, mas está bastante adequado.</p>
<p>Resumindo: gostei, Diego.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Diego Barreto Ivo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-35</link>
		<dc:creator>Diego Barreto Ivo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 16:51:54 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-35</guid>
		<description>O "doente" tem vários problemas: primeiro, porque prejudica muito o ritmo ea sonoridade, senão quase todas as rimas do poema seriam ente/ente.

Deturpou, toda tradução faz isso. Mas, nesse caso, não vejo problema, aliás gosto do que fiz como solução. Tradução é, antes de tudo, solução.

O "Of Crimson joy" rimando com "Does thy life destroy" me parece, até agora, impossível de ser traduzido. Naquele versão que te mostrei anteriormente o verso ficou muito pesado, perdia a fluência. Por isso arrisquei essa "De alegria menina".

Ah: e, malandro que sou, conferi o poema no meu novo livro - não há exclamação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O &#8220;doente&#8221; tem vários problemas: primeiro, porque prejudica muito o ritmo ea sonoridade, senão quase todas as rimas do poema seriam ente/ente.</p>
<p>Deturpou, toda tradução faz isso. Mas, nesse caso, não vejo problema, aliás gosto do que fiz como solução. Tradução é, antes de tudo, solução.</p>
<p>O &#8220;Of Crimson joy&#8221; rimando com &#8220;Does thy life destroy&#8221; me parece, até agora, impossível de ser traduzido. Naquele versão que te mostrei anteriormente o verso ficou muito pesado, perdia a fluência. Por isso arrisquei essa &#8220;De alegria menina&#8221;.</p>
<p>Ah: e, malandro que sou, conferi o poema no meu novo livro - não há exclamação.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Rômulo</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-34</link>
		<dc:creator>Rômulo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 16:36:51 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-34</guid>
		<description>Continuo preferindo &lt;i&gt;doente&lt;/i&gt; ao invés de &lt;i&gt;doentia&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Doentia&lt;/i&gt; é feio, extraordinariamente irritante, e deturpa o sentido original: Blake utilizou &lt;i&gt;sick&lt;/i&gt;, não &lt;i&gt;sickly&lt;/i&gt;. Ah, e cadê as exclamações?

Gostei da 'uivante torrente'. Mas é interessante lembrar que &lt;i&gt;torrente&lt;/i&gt; dá idéia de rio, não de chuva. 

A solução das rimas na segunda estrofe é boa, mas acho que o &lt;i&gt;Crimson&lt;/i&gt; tem um significado muito importante para o poema. Blake poderia ter colocado um milhão de adjetivos similares no lugar de &lt;i&gt;Crimson&lt;/i&gt;.

Traduzir Blake é retraduzir o inferno, sempre...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Continuo preferindo <i>doente</i> ao invés de <i>doentia</i>. <i>Doentia</i> é feio, extraordinariamente irritante, e deturpa o sentido original: Blake utilizou <i>sick</i>, não <i>sickly</i>. Ah, e cadê as exclamações?</p>
<p>Gostei da &#8216;uivante torrente&#8217;. Mas é interessante lembrar que <i>torrente</i> dá idéia de rio, não de chuva. </p>
<p>A solução das rimas na segunda estrofe é boa, mas acho que o <i>Crimson</i> tem um significado muito importante para o poema. Blake poderia ter colocado um milhão de adjetivos similares no lugar de <i>Crimson</i>.</p>
<p>Traduzir Blake é retraduzir o inferno, sempre&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Manoela</title>
		<link>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-33</link>
		<dc:creator>Manoela</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 00:55:44 +0000</pubDate>
		<guid>http://breviario.org/perambulagens/2007/06/20/a-rosa-doentia/#comment-33</guid>
		<description>não desenha nem mais do olho aberto? quéisso, você vive desenhando letras... arrisque um risco de vez em quando, bjinho</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>não desenha nem mais do olho aberto? quéisso, você vive desenhando letras&#8230; arrisque um risco de vez em quando, bjinho</p>
]]></content:encoded>
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