Homenagem a William Blake
Postado em June 9, 2007
Categoria Literatura, Poesia |
Blake, ó mente contrita!
Dói-me todo o teu medo
Da existência maldita,
Que é longa e acaba cedo.
Voa um verme invisível
Vindo de teu poema
E tua estampa terrível:
Sem anúncio me queima.
Porém não adianta
Se esconder do destino,
Tímido sob manta
De cordeiro ou menino.
Blake, o tigre ganhou,
Mas não te assustes mais.
Porque Nosso Senhor,
Do Céu, sabe o que faz.
*
Se, como disse Gerardo Mello Mourão, a Literatura serve para incomodar, William Blake é uma de suas mais terríveis figuras. Li apenas Songs of Innocence and of Experience e The Marriage of Heaven and Hell, mas neles já se pode perceber sua magia. Sua poesia, ao mesmo tempo em que quer buscar uma espécie de nova moral e religião, sente contrição - no sentido cristão do termo, se é que existe outro. Enfim, Blake era um louco. E ainda é. Conferir The SICK ROSE, The tyger, The lamb, Proverbs of Hell etc.
Estou aguardando chegar o meu Complete Poetry and Prose of William Blake com comentários do Harold Bloom.
Anexos:
Hey, este poema está bem encaixado. Está melodiosamente agradável. Sinto um avanço.
Vinícius, obrigado. Planejo várias “Apologias” a poetas para que eu possa, assim, exercitar em pastiches.
Blake é o cara! Os Provérbios do Inferno são ácidos e calcinantemente atuais.
HAY SI NO FUERA POR LA TORRE BLANCA !
EL TIGRE !
POR LA MUJER ANALFABETA
NO SABRIA DEL PLACER DE BESAR TUS DIENTES FILOSOS
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