Da afobação

Enquanto escrevo este post o jogo da seleção brasileira está prestes a começar. Agora, se não me engano, tocarão o hino. Gostaria de prestar meu apreço ao Brasil, neste post. Tenho alguns amigos que escrevem, conheço muita gente que escreve. Há uns dias enviei um e-mail ao Ed pedindo-lhe que, se possível, me enviasse o [...]

Fascistagem

Dias atrás, recebi três e-mails consecutivos sobre um tal de Somaiê, que, dizia-se, não é uma terapia “autoritária”, ao contrário, é “anarquista”, sem essa coisa de hierarquia. Curar-se-ão os pacientes pela liberdade, porque a sociedade injusta os reprime, suponho. Como a senhorita havia enviado a mensagem para uma lista de e-mail acadêmica, respondi que marquei [...]

Meditação sobre o café

O café é uma de minhas paixões. Sirvam-mo bastante forte e levemente açucarado e, por favor, passado na hora. Não como fazem em Ouro Preto ou na Bahia, onde é ralo e com muito açúcar, feito pela manhã e tomado à noite: esse famoso e tedioso chafé. Quem é fumante sabe, ou deveria saber, que [...]

A ROSA DOENTIA

Enfim chegou a encomenda do The Complete Poetry & Prose of William Blake. Na portaria do prédio, o papel avisando que eu teria de buscar na agência dos Correios; fui correndo, não querendo ficar bravo com a Amazon, apesar de eu nunca ter comprado livro em site para depois ter que retirá-lo na agência. E, [...]

Um velho vídeo

Hoje, por acaso, reencontrei um velho vídeo da Manoela Afonso do qual participei com voz e seleção/recorte dos poemas. Chama-se “Tudo bem”.

Tudo Rimbaud

Em um livro de nome muito curioso, “Obras-primas que poucos leram”, há um artigo ainda mais curioso sobre Rimbaud. Aqui, a poesia é deixada um pouco de lado para se falar da vida de Rimbaud, que teria sido “o primeiro hippie”. Rimbaud, um hippie. Estava lá. Sim, era justamente Rimbaud quem buscava se encontrar com [...]

O texto pobre

Ando a tentar escrever um texto. E nada. Há algum tempo eu sabia que escrevia bem. Mas, hoje, quando releio velhos escritos, já sei que me iludia. Se eu supuser que tenho muitas coisas a dizer e tentar pôr alguma coisa em papel, verificarei que o texto não cabe fora de mim. Ah, sim, mas [...]

Da memória

O relicário é o lugar onde morro.

Homenagem a William Blake

Blake, ó mente contrita! Dói-me todo o teu medo Da existência maldita, Que é longa e acaba cedo. Voa um verme invisível Vindo de teu poema E tua estampa terrível: Sem anúncio me queima. Porém não adianta Se esconder do destino, Tímido sob manta De cordeiro ou menino. Blake, o tigre ganhou, Mas não te [...]

Representação

De repente eu me vejo enfastiado de tanta vulgaridade em mim. Mas aí dá uma preguiça de  tornar-me um dândi.

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