<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<!-- generator="wordpress/2.3.3" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>Ludâmbula</title>
	<link>http://breviario.org/ludambula</link>
	<description>Just another Breviario.org weblog</description>
	<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 00:50:07 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.3.3</generator>
	<language>en</language>
			<item>
		<title>Poemas postos em mistérios dolorosos</title>
		<link>http://breviario.org/ludambula/2008/10/19/resistencia-poemas-postos-em-misterios-dolorosos/</link>
		<comments>http://breviario.org/ludambula/2008/10/19/resistencia-poemas-postos-em-misterios-dolorosos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 17:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cândida Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ludambula/2008/10/19/resistencia-poemas-postos-em-misterios-dolorosos/</guid>
		<description><![CDATA[
Resistência
Semana de demônios soltos
Em que monarcas perdem dinheiro
A menina morta  Ainda  que os pequenos
E os micros  Peçam  atenção     Bichinhos
que as armadilhas pegam    Resistiremos
a Hitler? O impossível?   Mas se nos juntarmos
um a um, levantaremos a  Europa  Meu Brasil
 América, França e a Inglaterra    São nossas
 “Eu tenho apenas duas  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<p align="center"><font face="Comic Strip MN" size="4">Resistência</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Semana de demônios soltos</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Em que monarcas perdem dinheiro</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">A menina morta  Ainda  que os pequenos</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">E os micros  Peçam  atenção     Bichinhos</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">que as armadilhas pegam    Resistiremos</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">a Hitler? O impossível?   Mas se nos juntarmos</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">um a um, levantaremos a  Europa  Meu Brasil</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3"> América, França e a Inglaterra    São nossas</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3"> “<em>Eu tenho apenas duas  mãos e o sentimento do mundo”.</em></font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">13 a 19 de outubro de 2008</font></ul>
<ul>
<h1 align="center"><font face="Comic Strip MN" size="4">Curva perigosa</font></h1>
</ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Somos pobres e os projetos  existem</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Para sermos desprezados   Eles</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">que não fazem nem deixam  fazer</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Demoram-nos os fardos   Carregamos</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">a espera  De todas  as cruzes </font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Elevamos poemas  </font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">19/10/2008</font></ul>
<ul>
<h1 align="center"><font face="Comic Strip MN" size="4">Os nomes  de Nossa Senhora</font></h1>
</ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Vou largando meus fardos </font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">E eu corro solta por atalhos</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Toscos caminhos Pedras</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">nas ruas de Minas Lascados</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">passos A procissão caminha</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">barrocos passos das dores</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">a imagem, <em>Mater Dolorosa</em></font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Nossa Senhora das Dores,</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Rogai por nós!</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">19/10/2008</font></ul>
<h2 align="center"><font face="Comic Strip MN" size="4"><em>Vesúvio</em></font></h2>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">A pressão absoluta   Nem tempo</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Não há trégua para as  sedas</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Os teares destruídos para  os operários</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Desaparecem os bordados</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Nem da coruja na noite o  pio</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">O cotidiano devastado e  o novo</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Em que ponto do mundo</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Todas as estrelas desnudam-se</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">as lâmpadas dos postes  ruas trevas</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">E dos instrumentos não  ouvimos os sons</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Com os seus intérpretes  cativos</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">A rainha Ester possa implorar  ao rei</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Para deter Amã  &#8212; podermos  nos vestir &#8211;</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Restauramos a “civilização”  dos bandidos</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">Nem nos deixam calçar nossos  sapatos</font></ul>
<ul><font face="Comic Strip MN" size="3">18/10/2008</font></ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/ludambula/2008/10/19/resistencia-poemas-postos-em-misterios-dolorosos/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Dia da Criança &#8220;Kipling, O Elefante Infante&#8221;</title>
		<link>http://breviario.org/ludambula/2008/10/12/dia-da-crianca-kipling-o-elefante-infante/</link>
		<comments>http://breviario.org/ludambula/2008/10/12/dia-da-crianca-kipling-o-elefante-infante/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 14:06:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cândida Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Livros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ludambula/2008/10/12/dia-da-crianca-kipling-o-elefante-infante/</guid>
		<description><![CDATA[O presente mais bonito de um livro, hoje, presente pelo Dia da Criança, é o livro de Kipling, Prêmio Nobel 1907, &#8220;O Elefante Infante&#8221;, tradução de Adriano Messias, ilustrações de Fernando Vilela, projeto gráfico de Raquel Matsushita e Marina Mattos, posfácio de Diego Barreto Ivo, edição da Musa Editora. Uma história bem contada, com palavras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O presente mais bonito de um livro, hoje, presente pelo Dia da Criança, é o livro de Kipling, Prêmio Nobel 1907, &#8220;O Elefante Infante&#8221;, tradução de Adriano Messias, ilustrações de Fernando Vilela, projeto gráfico de Raquel Matsushita e Marina Mattos, posfácio de Diego Barreto Ivo, edição da Musa Editora. Uma história bem contada, com palavras claras, que nos mostra o que é compor artisticamente uma narrativa interessante não só pelo seu tema, mas pelo estilo único e modo inédito em todos os tempos.</p>
<p>Os leitores podem ver o livro no site da Livraria Cultura, da Livraria da Travessa, da Livraria Saraiva, Livraria da Vila, Nesta, até já acabou o estoque, mas que os pais que querem algo além do óbvio para dar aos seus filhos neste Dia da Criança, no Natal, em todos os dias que são mesmo dias de oferecer bons livros aos filhos, insistam: peçam mais à Editora, compradores da Vila.</p>
<p>Quem quiser saber sobre esta obra-prima para crianças, em edição trilíngüe, inglês-francês-português, consultem o hot site criado pelo Diego: No Natal, livros de presente para crianças.</p>
<p>Crianças pequenas e grandes se deliciam com a história, contada por um Prêmio Nobel para sua filha Josephine e para todas as crianças do mundo, em todos os tempos e lugares. Pais, mães e professores o que estão esperando para começar a er para seus filhos &#8220;O Elefante Infante&#8221;? Nessa edição da Musa eles poderão colorir, ao final, desenhos feitos pelo próprio Kipling. Fenando Vilela ilustrou, mas incorporamos ao projeto as ilustrações centenárias do grande escritor anglo-indiano.</p>
<p>Vá a uma boa livraria e deguste o &#8220;Elefante Infante&#8221; em três línguas. O projeto gráfico da Raquel é sutil, não grita nas estantes. Vale a pena descobrir o interior do livro, texto com palavra artística em absoluta simplicidade (não simploriedade) e ilustrações primorosas e divertidas. Quem disse que a literatura não pode trazer alegria?</p>
<p>Dia de Nossa Senhora Aparecida, Dia da Criança.  Dia de descobrir bons livros. Não basta ler, temos de ler bons livros.</p>
<p>Que ela seja padroeira dos bons livros. Visitando Tiradentes, a igreja barroca, vi pela primeira vez a imagem de uma Santana Mestra com um livro no joelho ensinando Nossa Senhora menina (soube mais tarde que há imagens barrocas de Santana Mestra em outros templos mineiros). Fiquei fascinada, não conhecia tamanha homenagem ao livro. Por isso, hoje, reverencio Nossa Senhora Aparecida, não somente como padroeira do Brasil, mas a elejo padroeira dos bons livros. Uma obrigação dos pais, principalmente os pais desinformados das cidades do interior (fiz feiras em cidades pequenas e médias e sei do que estou falando, nem sempre a ascensão econômica é acompanhada pela ascensão cultural e percebi também um retrocesso de amor ao livro em novas gerações da classe média antes letrada): dar bons livros aos seus filhos. Dar leitura, textos literários. Um menino de 5 anos me recontou a história de &#8220;O Elefante Infante&#8221;, lida para ele, pela tia. Sem que eu pedisse. Ele se chama Mateus.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/ludambula/2008/10/12/dia-da-crianca-kipling-o-elefante-infante/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Tentação do suicídio</title>
		<link>http://breviario.org/ludambula/2008/08/03/tentacao-do-suicidio/</link>
		<comments>http://breviario.org/ludambula/2008/08/03/tentacao-do-suicidio/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 15:20:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cândida Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ludambula/2008/08/03/tentacao-do-suicidio/</guid>
		<description><![CDATA[Maiakóvski suicidou-se. Clementino Musa da Costa, meu tio Tino, que tinha máquina de escrever e uma motocicleta, suicidou-se. Candida, a bela mulher moça do fazendeiro bem-vestido galã, Zeca do Argemiro, suicidou-se, era no tempo da minha infância. Sempre me impressionaram os suicidas e os afogados. Santa Teresinha diz, em seus escritos, que teve a tentação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left">Maiakóvski suicidou-se. Clementino Musa da Costa, meu tio Tino, que tinha máquina de escrever e uma motocicleta, suicidou-se. Candida, a bela mulher moça do fazendeiro bem-vestido galã, Zeca do Argemiro, suicidou-se, era no tempo da minha infância. Sempre me impressionaram os suicidas e os afogados. Santa Teresinha diz, em seus escritos, que teve a tentação do suicídio em momento de sofrimento extremo. Teresa de Ávila (Santa Teresa de Jesus), a grande escritora mística espanhola, nos descreve um caminho estreito como se de um lado estivesse a vida e do outro o despenhadeiro. Tento comentar: Caminhamos por um fio. O equilíbrio que desenvolvemos nos livra dos efeitos dos empurrões. Temos de temer. Nunca nos submeter. Submissão não é humildade. Aprendi com as duas santas. A humildade é a verdade. E devemos sustentar o nosso histórico com a verdade inequívoca dos fatos, pois &#8220;a humildade é a verdade&#8221;.</p>
<p align="center"> Tentação do suicídio</p>
<p align="left">Onde está a resposta de Deus</p>
<p align="left">Se eu aqui permaneço à espera</p>
<p align="left">Rente à vida e à linha dos suicidas?</p>
<p align="left">Será esta a resposta de Deus?</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">Para onde seguir, nesta cidade</p>
<p align="left">ficar.  Aonde irei com todas</p>
<p align="left">as malas?  Despojar pelo caminho</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">O conteúdo dos ninhos   Quebrar</p>
<p align="left">os ovos que soltarão pássaros?</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">Ainda nasci das serras azuis</p>
<p align="left">E à beira de abismos Olhar amplidão</p>
<p align="left">Os pés fixos na pedra Quebrar-se ao despenhadeiro?</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">Nem rasgarão os livros Ou queimar os navios</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">Se cessarem todas as defesas, as minhas e a do próximo, também choro pelos outros: Eu tenho a metralhadora de um blog. E o silêncio como espera. Por trás da janela: duas metralhadoras e dois blogs (breviario.org/ludambula e Ana Candocha  Opinião Própria), para espantar com rajadas, como nos faroestes, os malvados &#8220;mocinhos&#8221; da surrealidade tosca da economia selvagem no Brasil, onde a própria lei promulga a ilegalidade em benefício dos poucos. Caçoam da cultura, dos livros, &#8220;Ninguém te dá atenção&#8221;, bem disse paradoxalmente a celebridade Paulo Coelho, em entrevista a Ubiratan Brasil. Fiquemos com Drummond: &#8220;Temos apenas duas mãos e o sentimento do mundo&#8221;. A próxima publicação neste espaço será um texto da época da Segunda Guerra Mundial sobre o luto da poesia. Em tempo de brutalidade econômica assistida pela lei do mais forte, abusos de autoridade, pequenos ditadores cartoriais, insegurança jurídica, processos sumários cotidianos cassando-se ao cidadão o direito ao contraditório, direitos básicos vilipendiados, a multiplicação de pequenas atrocidades capazes de sutilmente matar e eliminar qualquer defesa (qual defensor terá a percepção da princesa do conto &#8220;A princesa e a ervilha&#8221; ao localizar e identificar com sua índole de nobreza o grão invasor sob a montanha de colchões?), a poesia permanece de luto em sua forma metafórica, emblemática, espaço de linguagem na plenitude, na mais plena [e excelência da] liberdade. Diante de um bom poema, mesmo reféns, deixamos de ser escravos.</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/ludambula/2008/08/03/tentacao-do-suicidio/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Godot</title>
		<link>http://breviario.org/ludambula/2008/07/19/godot/</link>
		<comments>http://breviario.org/ludambula/2008/07/19/godot/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 16:34:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cândida Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ludambula/2008/07/19/godot/</guid>
		<description><![CDATA[Providência
Estou à espera dos assassinos
Que nunca chegarão   Sejam tragados
pelos caminhos   O labirinto
do próprio inferno, que edificam
Diante, só, da montanha   Luz de julho
Não posso tirar férias  A retirada
Aqui a vida não vale nada Mas a fuga
Ao ponto após a caminhada Não acaba
este azul   Com o azul embriagada
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Providência</p>
<p>Estou à espera dos assassinos<br />
Que nunca chegarão   Sejam tragados<br />
pelos caminhos   O labirinto<br />
do próprio inferno, que edificam</p>
<p>Diante, só, da montanha   Luz de julho<br />
Não posso tirar férias  A retirada<br />
Aqui a vida não vale nada Mas a fuga<br />
Ao ponto após a caminhada Não acaba<br />
este azul   Com o azul embriagada</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/ludambula/2008/07/19/godot/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Devoradores&#8221;, Primeiro Lugar e a carta a Astolfo Araújo da roteirista de &#8220;Tainá&#8221;</title>
		<link>http://breviario.org/ludambula/2008/07/02/devoradores-primeiro-lugar-e-a-carta-a-astolfo-araujo-da-roteirista-de-taina/</link>
		<comments>http://breviario.org/ludambula/2008/07/02/devoradores-primeiro-lugar-e-a-carta-a-astolfo-araujo-da-roteirista-de-taina/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 20:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cândida Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Livros]]></category>

		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ludambula/2008/07/02/devoradores-primeiro-lugar-e-a-carta-a-astolfo-araujo-da-roteirista-de-taina/</guid>
		<description><![CDATA[ Breviário está com tudo e também o Primeiro Lugar, com &#8220;Devoradores&#8221;, de Astolfo Araújo, no Google. Ao receber um comentário da roteirista de &#8220;Tainá&#8221;, Astolfo me telefonou e recomendou colocar a bela mensagem no blog. Realmente a carta de Cláudia Levay é uma celebração do livro, a cada dia sendo descoberto por mais leitores, aqueles mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2" face="Arial"> Breviário está com tudo e também o Primeiro Lugar, com &#8220;Devoradores&#8221;, de Astolfo Araújo, no Google. Ao receber um comentário da roteirista de &#8220;Tainá&#8221;, Astolfo me telefonou e recomendou colocar a bela mensagem no blog. Realmente a carta de Cláudia Levay é uma celebração do livro, a cada dia sendo descoberto por mais leitores, aqueles mais qualificados. Temos de nos orgulhar (orgulho positivo que é verdade pura) de &#8220;Devoradores&#8221;, do breviário.org, do Primeiro Lugar e do hotsite criado pelo Diego Barreto Ivo. Leiam a carta (abaixo) de Claudia Levay a Astolfo Araújo:</font></p>
<p><font size="2" face="Arial">Oi Ana</font></p>
<p><font size="2" face="Arial">Me escreveu Cláudia Levay. Roterista de cinema e TV. </font></p>
<p><font size="2" face="Arial">Se você achar legal, use-a no seu blog.</font></p>
<p><font size="2" face="Arial">Astolfo</font></p>
<p><font size="2" face="Times New Roman">&#8220;Caro Astolfo!</font></p>
<p><font size="2" face="Times New Roman">Desculpe a demora  em responder.  Estive às voltas com infernos astrais, próprios dessa área de cinema e TV, mas as coisas vão se resolvendo. </font></p>
<p><font size="2" face="Times New Roman">Gostei muito, muito,  dos Devoradores. </font></p>
<p><font face="Times New Roman"><font size="2">A história prende, e surpreende. Aquele final revelação de Qualquer, muito bem sacado. Numa segunda leitura, percebemos muitas pistas sutis, coisa de boa literatura. Também gostei bastante das personagens de Cássia e Kiss e suas reviravoltas psicológicas.  Quanto à narrativa , Devoradores é um prato cheio. Os comentaristas tiveram toda razão em colocá-lo ao lado de Hemingway e Steinbeck. Sua maneira original e rica  de lidar com as palavras tempera a leitura, dá vontade de ler mais e mais.Tem estilo. Sua obra é o artesanato da palavra.  </font></font></p>
<p><font size="2" face="Times New Roman">Espero que lance um segundo banquete logo.</font></p>
<p><font size="2" face="Times New Roman">E que nos reencontremos em breve. </font></p>
<p><font size="2" face="Times New Roman">Cláudia Levay&#8221;</font></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/ludambula/2008/07/02/devoradores-primeiro-lugar-e-a-carta-a-astolfo-araujo-da-roteirista-de-taina/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Guloseima</title>
		<link>http://breviario.org/ludambula/2008/06/21/guloseima/</link>
		<comments>http://breviario.org/ludambula/2008/06/21/guloseima/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 13:33:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cândida Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ludambula/2008/06/21/guloseima/</guid>
		<description><![CDATA[Beijos doces
            gostosos
            seus lábios
Beijos flores
            plantadas
            seus lábios
Beijos rápidos
            sedosos
            seus lábios
Beijos doces
            flores
            rápidos
            lábios demorados
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Beijos doces</p>
<p>            gostosos</p>
<p>            seus lábios</p>
<p>Beijos flores</p>
<p>            plantadas</p>
<p>            seus lábios</p>
<p>Beijos rápidos</p>
<p>            sedosos</p>
<p>            seus lábios</p>
<p>Beijos doces</p>
<p>            flores</p>
<p>            rápidos</p>
<p>            lábios demorados</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/ludambula/2008/06/21/guloseima/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Cobrança delicada</title>
		<link>http://breviario.org/ludambula/2008/06/15/cobranca-delicada/</link>
		<comments>http://breviario.org/ludambula/2008/06/15/cobranca-delicada/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Jun 2008 15:46:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cândida Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ludambula/2008/06/15/cobranca-delicada/</guid>
		<description><![CDATA[Onde estão os novos posts dos dois Diegos e do Cléber? Estão fazendo falta. Quando Vinícius dará o ar da sua graça com o primeiro post? Escrevam, precisamos de vocês para o breviario  ser inteiro um hyperblog.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Onde estão os novos posts dos dois Diegos e do Cléber? Estão fazendo falta. Quando Vinícius dará o ar da sua graça com o primeiro post? Escrevam, precisamos de vocês para o breviario  ser inteiro um hyperblog.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/ludambula/2008/06/15/cobranca-delicada/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Corpus Christi era Dia Santo Corrompeu-se em feriadão</title>
		<link>http://breviario.org/ludambula/2008/05/22/corpus-christi-era-dia-santo-corrompeu-se-em-feriadao/</link>
		<comments>http://breviario.org/ludambula/2008/05/22/corpus-christi-era-dia-santo-corrompeu-se-em-feriadao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 May 2008 17:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cândida Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ludambula/2008/05/22/corpus-christi-era-dia-santo-corrompeu-se-em-feriadao/</guid>
		<description><![CDATA[O post de Manoela Afonso, neste Breviário, me leva à deterioração que vivemos no circular pelas ruas das cidades. Se me alieno no conforto deste meu bairro das Perdizes, tudo é luz, em maio. Faltam ônibus, sobretudo nos domingos e feriados. Se pegamos o ônibus, começa o drama, os motoristas em geral são esses seres rudes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O post de Manoela Afonso, neste Breviário, me leva à deterioração que vivemos no circular pelas ruas das cidades. Se me alieno no conforto deste meu bairro das Perdizes, tudo é luz, em maio. Faltam ônibus, sobretudo nos domingos e feriados. Se pegamos o ônibus, começa o drama, os motoristas em geral são esses seres rudes que nada informam, arrancam com sofreguidão, derrubam passageiros ou quase, os cobradores ficam mudos a uma pergunta do interlocutor perdido. São eles desaforados, em geral, salvo raríssimas exceções. É a grande falta de educação prosperando solta, balizando tudo, porque nenhuma ascensão econômica, por melhor que seja, sem investimento na cultura, educação, nas artes em geral, só agaravará a barbárie cotidiana. A começar pelos novos ricos, o lumpesinato formado pela burguesia e sua inconsciência insana de novos ricos toscos. O povo consumidor de celular também não é um coitadinho. É preciso conscientizá-lo para o Outro e para si mesmo, pelo menos treiná-lo para o exercício das boas maneiras em seus ofícios. Aviso que não pertenço às hostes da direita, acredito em mudanças perpetradas pelas revoluções pacíficas, ou melhor, incruentas. O primeiro passo é a manifestação, como fez Manoela Afonso. Cria-se uma corrente. Blogar é um pouco isso, ou é isso?</p>
<p>Ontem, véspera de Corpus Christi em São Paulo. A corrida para o feriadão. Desde quando Corpus Christi não é mais dia santo? Para mim esta corrida mortal de feriados prolongados (precisamos mesmo é de férias tranqüilas), trânsito parado, é o próprio &#8220;diabo solto no redemoinho&#8221;. Para mim, Corpus Christi tem de voltar a ser dia santo, Festa do Corpo de Deus, como se diz em Portugal. Será ainda isto possível no interior do Brasil, especificamente no interior de Minas, quando as meninas de anjo jogavam flores durante a procissão, os colégios católicos levavam seus alunos em uniforme de gala e havia um ritual calmo, as mulheres cantavam e o Santíssimo abençoava a todos nas ruas? Eu não sou saudosista, porque muitas vezes a vida é melhor longe das famílias e com o pé na estrada. Não com o pé nessas estradas em que nos estouramos como uma boiada de carros, todos saindo de São Paulo num exaustivo rumo ao feriadão, um corredor para o matadouro quando o stress das estradas rompe a segurança tênue da nossa mão. Que a nossa Igreja Católica cuide para que Corpus Christi volte a ser um Dia Santo ao abrigo da calma azul do céu de maio junho. Ou quem sabe faça como ocorreu com a Ascensão e a Epifania, estas celebrações foram transferidas para o domingo seguinte. Não pensem que não adoro estar hoje aqui em casa, sem precisar ir para a guerra do trabalho. Eu falo de humanização da vida, hoje em estado bárbaro. Meu texto não é linear. Estou em guerra conta esta sofreguidão  que transformou o ritual solene e calmo de um dia santo em feriadão e fuga desarvorada, a cegueira do estouro da boiada pisoteando com seus cascos a cidade, deixando-a para trás. Para nós, que gostaríamos, sim, de sair calmamente para bucólicas férias. Amanhã vou à Casa das Rosas, tratar do lançamento do livro do Pedro Rosas, &#8220;A vida começa no verão&#8221; , com quarta capa escrita pelo Luiz Thunderbird.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/ludambula/2008/05/22/corpus-christi-era-dia-santo-corrompeu-se-em-feriadao/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Stress</title>
		<link>http://breviario.org/ludambula/2008/05/17/stress/</link>
		<comments>http://breviario.org/ludambula/2008/05/17/stress/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 14:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cândida Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ludambula/2008/05/17/stress/</guid>
		<description><![CDATA[Stress
O martírio
nas condições de trabalho
E o vento
O vento levita as folhas
E o vento
Música
Brancas de papel
Qualquer devaneio
Mártires
Não se deixam morrer
E vivem quando morrem
E o vento
O vento levanta as folhas
de papel
sobre
O devaneio levanta a saia
Brancas sobre a mesa
(Ana Cândida Costa, do livro Elogio do Homem)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><font face="Arial">Stress</font></em></p>
<p><font face="arial">O martírio</font><br />
<font face="arial">nas condições de trabalho</font></p>
<p><font face="arial">E o vento</font><br />
<font face="arial">O vento levita as folhas</font><br />
<font face="arial">E o vento</font></p>
<p><font face="arial">Música</font></p>
<p><font face="arial">Brancas de papel</font><br />
<font face="arial">Qualquer devaneio</font><br />
<font face="arial">Mártires</font><br />
<font face="arial">Não se deixam morrer</font><br />
<font face="arial">E vivem quando morrem</font></p>
<p><font face="arial">E o vento</font><br />
<font face="arial">O vento levanta as folhas</font><br />
<font face="arial">de papel</font><br />
<font face="arial">sobre</font><br />
<font face="arial">O devaneio levanta a saia</font><br />
<font face="arial">Brancas sobre a mesa</font></p>
<p><font face="arial">(Ana Cândida Costa, do livro <em>Elogio do Homem</em>)</font></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/ludambula/2008/05/17/stress/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Devoradores, por que &#8220;livro para iniciados&#8221;</title>
		<link>http://breviario.org/ludambula/2008/05/16/devoradores-por-que-livro-para-iniciados/</link>
		<comments>http://breviario.org/ludambula/2008/05/16/devoradores-por-que-livro-para-iniciados/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 14:29:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Cândida Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://breviario.org/ludambula/2008/05/16/devoradores-por-que-livro-para-iniciados/</guid>
		<description><![CDATA[Muitos leitores deparam-se com dificuldades técnicas para enviar seus comentários diretamente aos blogs, não falo somente deste breviario.org, onde mandar comentários não é difícil, mas do meu blog Ana Candocha Opinião Própria (anacandidacosta.blogspot.com). Seja por que meio for, e-mails, fax, etc., o que importa é recebê-los. A leitora Luiza Freixinho enviou para Astolfo Araújo um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos leitores deparam-se com dificuldades técnicas para enviar seus comentários diretamente aos blogs, não falo somente deste breviario.org, onde mandar comentários não é difícil, mas do meu blog Ana Candocha Opinião Própria (anacandidacosta.blogspot.com). Seja por que meio for, e-mails, fax, etc., o que importa é recebê-los. A leitora Luiza Freixinho enviou para Astolfo Araújo um comentário muito pertinente, acertando o alvo dizendo que <em>Devoradores é</em><strong> um livro para iniciados. </strong>Por quê? Ora, para iniciados porque é um livro mais fácil de ser compreendido por aqueles que viveram a contracultura, a resistência política contra as ditaduras, os idos de 1964, 1968, 1970, 1980 tudo o que mudou o mundo para melhor e foi retomado para pior. Hoje o <em>Estadão, </em>em matéria de capa do Caderno 2, noticia que a banda <em>Justice </em>foi proibida de exibir seu clip, dirigido por Romain Gavras, por ser uma exaltação da violência. Pelo que se entende,<em> Justice,</em> como uma<em> Laranja Mecânica</em> do século XXI, retrata a violência dos jovens imigrantes nos países desenvolvidos num desafio predatório às sociedades que acolheram suas famílias. Não tão simples assim. Devemos abominar qualquer ato de violência (o espetáculo físico da violência é totalmente cruento), mas muito além da crueldade que gera todas as crueldades está o <em>modus operandi</em> dos bancos, o sistema financeiro que rouba o direito de pagar das pessoas, que fecha fábricas e empresas, desaloja as pessoas das casas numa espécie de ditadura econômica cada vez mais potencializada, que gera um desemprego endêmico entre a juventude do planeta. Quer violência maior (indecência mesmo, porque ato farisaico) que este anunciado leilão de imóveis da Caixa, com anúncios na TV, malas diretas milionárias enviadas para todos os lares (eu recebi um lindo envelope envolto em celofane), quando sabemos que muitos desses imóveis foram retomados de forma vil, impedindo seus ocupantes de pagar, porque as condições oferecidas são inviáveis e os juros infláveis, mesmo que a inflação esteja baixa? E a propaganda enganosa de que as prestações são decrescentes, mas eles sobem os seguros. São todos devoradores. O que precisamos hoje é de democracia econômica. Lutar contra a tortura econômica dessa macoeconomia perversa que traz regressão aos direitos constitucionais dos cidadãos. Mas eis, abaixo, o  comentário de Luiza Freixinho, para o livro <em>Devoradores,</em> romance político policial do cineasta Astolfo Araújo, &#8220;um livro para iniciados&#8221; na história da contracultura, nas revoluções políticas e revoluções de costumes perpetradas pela juventude universal, tendo 1968 como ano símbolo: </p>
<p><strong><em>O que mais me impressiona no seu brilhante trabalho é a narrativa.<br />
Não é um livro digestivo.<br />
É para iniciados.<br />
E por incrível que possa parecer senti uma certa nostalgia daquela época feita de absolutas certezas, principalemte quando vejo os anos oitenta e o que eles não fizeram.<br />
Espero que a inteligênciaburrabrasileira se curve ao talento de Astolfo Araújo.<br />
Parabéns!</em><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://breviario.org/ludambula/2008/05/16/devoradores-por-que-livro-para-iniciados/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
</rss>
