Triagens Kipling, Nobel 1907, triado na entrada

A burocracia é uma forma de censura. Ela arranca aos leitores e aos futuros leitores o direito à leitura de um conto de Kipling, “O Elefante Infante”, que é uma obra-prima. Não por causa do texto, da edição primorosa com projeto gráfico de Raquel Matsushita e Marina Mattos, tradução do Adriano Messias, ilustrações de Fernando […]

A Musa muda de endereço

A Musa muda de endereço dentro do mesmo bairro. Buscamos o ponto mais bonito, a possibilidade de interagir com o público por meio de um painel digital. Um blog voltado para a rua. Aguardem tempo e dinheiro.
Não podem fazer de uma editora apenas uma queda de braço com a burocracia, os bancos e a […]

Maiakóvski no Teatro Stúdio 184 Leitura dramática de Mistério-Bufo

Mistério-Bufo: um retrato heróico, épico e satírico de nossa época (1918) (também 2007)
Inferno, Paraíso, Terra Prometida
A divina comédia de Vladimir Maiakóvski
Tradução de Dmitri Beliaev
 Peça de teatro escrita para comemorar a Revolução Russa, mas Maiakóvski foi além de um texto para efeméride, transcendeu época e interesses imediatos, seu intento se tornou mais forte em termos de […]

Sangue no prato

Sangue no prato
Esticar a corda, enforcados em toda parte
Saímos com nossos vestidos Tomamos banho
Porque a mulher resiste aos carrascos Seios
para amamentar os filhos Ameaçam cortá-los
Ocupada em desatar as cordas Amarrados
todos à nossa impossibilidade de comprarmos
pão para a visita Sangue na sala Armas
Pedágios obstruem a viagem Quero o poema
mais curvo Traduzindo um corpo
anelado por serpentes Desvencilhar-se
do […]

Do livro ao blog “Enjambement”

Faço o caminho contrário. Tiro poemas do livro publicado e levo-os ao blog. Recebo na Musa propostas de blogueiros que querem publicar seus livros originários do blog. Para todos digo ou não digo: fazer isso somente quando “uma flor nascer da náusea” ou do caos brotar “uma estrela cintilante”. Do contrário, basta um blog. Mas […]

Unção do sublime

As palavras ficarem velhas
do uso fátuo que delas fizerem
Bóiam como legumes no hidróleo frio
A sopa intragável Passada a hora
do anúncio Corpo da sintaxe
Cavo sua inscrição na pedra
Para no único se obter a pétala
Só o óleo incorruptível verter
o aroma Que se sedimenta
no porte da escultura E pulsa
Caros, obrigada pelos comentários. […]

A noiva de Chagall

Estamos todos crucificados.
Pelo dia. Pelo trabalho. Pelas condições de vida.
Precisamos descer os poetas da cruz. Irmos ao
abraço da Noite, multiluzes.
Ao acordar de manhã
partimos para o Getsêmani
Os dias e suas agoniais
As portas da tarde
Minhas noites são manhãs.
Sou a noiva de Chagall
Ludâmbula entre estrelas quentes
A paixão pela Alegria
Vôo entre “erupções do Inferno”
A cada dia Vadia deslealdade
esta cobra […]

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