Apressai-vos

Apressai-vos
A boca O sexo A garganta
A fala A imolação branca
A faca que não corta a pele
Corta a calma O sangue invisível
A jorrar da taça Aceitá-la
Pai vier retirá-la O veneno
nunca tomá-lo à mesa
na hora da sopa Nenhum grito
Minha língua não tocá-lo
 

Inconfidenciável

O que é meu Falo de silêncio a silêncio
O que é mim Que sou eu
De silêncio a silêncio Poemo

Estrada

Poesia, fazer de ti uma vadiagem
Porque corro de tudo e pico a página
com esses toques no teclado teclo
 
O que não escolhi da vida me persegue
Eu me vendi à-toa, precipitando-me
à primeira moeda, falsamente
comungando-a  Não era uma hóstia de pão
 
O falso metal que me indigere
 
Só o tempo para expelir o estranho
em minha roda Quero trafegar
 
pelos caminhos de [...]