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	<title>Cumulus nimbus</title>
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	<description>Just another Breviario.org weblog</description>
	<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 01:21:08 +0000</pubDate>
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		<title>chamados&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 00:28:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoela Afonso</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Memória Recente]]></category>

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		<description><![CDATA[
meados de 2006: no meio da madrugada acordo de supetão. sento na beirada do colchão e olho para cima, sonolenta&#8230; imediatamente vejo algo que estava lá como que só esperando para ser visto: dois discos feitos de luz verde. um chamado? eles não possuíam matéria, eram feitos de quadrados giratórios verdes fosforescentes. e eram dois: um ficava mais em cima e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a title="ovni2.jpg"><img width="448" src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/09/ovni2.jpg" alt="ovni2.jpg" height="300" /></a></p>
<p align="justify">meados de 2006: no meio da madrugada acordo de supetão. sento na beirada do colchão e olho para cima, sonolenta&#8230; imediatamente vejo algo que estava lá como que só esperando para ser visto: dois discos feitos de luz verde. um chamado? eles não possuíam matéria, eram feitos de quadrados giratórios verdes fosforescentes. e eram dois: um ficava mais em cima e o outro, logo abaixo, posicionado em diagonal. tudo aconteceu muito rápido: acordei-sentei-olhei para cima-vi os discos-acompanhei seu movimento até sumirem no fundo do cômodo. por alguns instantes pensei: <em>devo estar maluca</em>&#8230; então voltei a dormir.</p>
<p align="justify">essa experiência ficaria guardada e/ou esquecida na minha memória se não fosse outro fato muito estranho&#8230;</p>
<p align="justify">ainda em meados de 2006: certa vez peguei um táxi. eu havia acabado de chegar de brasília na rodoviária de goiânia e já era tarde da noite. para a &#8216;alegria&#8217; do meu lado  impaciente, tive a &#8217;sorte&#8217; de pegar um taxista falante&#8230; papo-vai-papo-vem e eu dizendo muitos &#8216;uhum&#8230; sei&#8230; ah é?&#8230; ahã&#8230;&#8217; - resquícios da simpatia curitibana. e não é que lá pelas tantas eu me interessei demais pelo assunto? sem mais nem menos o moço-taxista começou a relatar fatos muito estranhos&#8230; a coisa começou nas suas pescarias com a família no rio araguaia e, de repente, ele começou a relatar seus contatos imediatos&#8230; fiquei mais muda do que já estava. quando ele revelou o que sua filha havia visto num de seus últimos acampamentos no meio do mato, gelei: discos de luz verde no tamanho de pratos de sobremesa&#8230; exatamente como os que eu havia visto dentro de casa!</p>
<p align="justify">euforia! euforia!</p>
<p align="justify">segundo o taxista, são sondas alienígenas que realizam coletas de pesquisa aqui no planeta terra&#8230; e eu fiquei a me perguntar o que é que poderiam estar pesquisando dentro do meu caos particular!? meu gato, as aranhas, as lagartixas, os livros de arte, a poeria, o que poderia interessar a seres extraterrestres dentro do meu cafofo?</p>
<p align="justify">bom, depois de ouvir o relato do taxista, contei-lhe sobre a minha experiência. e a partir de então, contei para marido, pai, mãe, amigos, irmãos, e todos que quisessem ouvir minha história sem cabimento&#8230;</p>
<p align="justify">em 2008: é aí que entra o terceiro fato estranho: há alguns meses contei o ocorrido para um amigo extremamente cético. ele é médico legista, artista, estuda psicanálise e não acredita em muita coisa, a não ser que possa ser calculada, provada, estimada, enfim&#8230; depois que lhe contei a história toda, ele disse em tom clínico: -<em>você pode ter alucinado durante um sonho&#8230; mas vou te contar uma coisa que aconteceu uma vez: há algum tempo eu estava com um grupo de colegas médicos num evento de medicina&#8230; já era tarde, fomos jantar num restaurante que estava quase fechando. a porta do estabelecimento estava entreaberta. lá pelas tantas, uma bola de luz verde entra pela porta, sobrevoa o espaço interno, e sai novamente pela porta&#8230; todos ficaram em silêncio, limitando-se apenas a perguntar uns para os outros: você viu? vi&#8230; então tá bom.</em></p>
<p align="justify">e agora passo a vida a esperar que a nave venha me buscar, como naquela linda cena do memorável &#8220;<a href="http://www.adorocinema.com.br/filmes/contatos-imediatos-de-3-grau/contatos-imediatos-de-3-grau.asp"><strong><font color="#ff99cc">contatos imediatos do terceito grau</font></strong></a>&#8221; de steven spielberg (1977)&#8230; sobretudo naqueles dias em que o trânsito está uma merda, os desejos se revelam medíocres, os projetos parecem um tanto limitados, tudo o que é vivo no planeta sofre as conseqüências do convívio com a raça humana, a qual se auto-destrói com requintes de crueldade como num espetáculo bárbaro maravilhoso&#8230; é nesses dias-limite que eu sinto que a vida no planetinha já deu-pra-cabeça. eu gostaria mesmo é de subir nesta nave musical e conhecer o outro lado do aquário&#8230;</p>
<p align="center"> <img width="456" src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/09/contatosimediatos2.jpg" alt="contatosimediatos2.jpg" height="253" /></p>
<h6 align="center">Imagens: 1. eu em brasília, foto por miguel ambrizzi (não seria brasília uma grande nave enguiçada?) 2. cena do filme &#8220;contatos imediatos do terceiro grau&#8221;.</h6>
]]></content:encoded>
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		<title>coração de estudante</title>
		<link>http://breviario.org/cumulusnimbus/2008/06/18/coracao-de-estudante/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 15:09:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoela Afonso</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Guardados]]></category>

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		<description><![CDATA[
Postal no formato A4 feito para participar da Mostra Internacional de Arte Postal - evento divulgado pela amiga artista Constança Lucas. O tema é &#8220;Coração de Estudante&#8221;, por conta do dia 11 de agosto - Dia do Estudante.
Nada melhor do que dizer aqui o que eu sentia nos tempos de escola mas não tinha coragem de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/06/coracaodeestudante.jpg" alt="coracaodeestudante.jpg" /></p>
<p align="center">Postal no formato A4 feito para participar da Mostra Internacional de Arte Postal - evento divulgado pela amiga artista Constança Lucas. O tema é &#8220;Coração de Estudante&#8221;, por conta do dia 11 de agosto - Dia do Estudante.</p>
<p align="center">Nada melhor do que dizer aqui o que eu sentia nos tempos de escola mas não tinha coragem de falar a ninguém.</p>
<p align="center"><strong>Se você quiser participar é só enviar um postal no formato A4 até o dia 20/06/08 para:</strong></p>
<p align="center"><strong>Mostra de Arte Postal</strong></p>
<p align="center"><strong>A/C Carolina Ruoso</strong></p>
<p align="center"><strong>Rua Barão de Aracati, 1552</strong></p>
<p align="center"><strong>Aldeota - Fortaleza/CE</strong></p>
<p align="center"><strong>CEP 60115-081</strong></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&#8220;sem recusas, sem censura, todos os trabalhos serão expostos&#8221; (assim diz o regulamento)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sitpass não é Paz na City</title>
		<link>http://breviario.org/cumulusnimbus/2008/05/20/54/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2008 04:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoela Afonso</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Memória Recente]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; essa grande sacada é da Daniela Oliveira, colega de mestrado que foi minha vizinha aqui em Goiânia. Realmente, ela disse tudo. Sitpass (http://www.sitpass.com.br/) é o nome do bilhete/passagem que nos permite circular de ônibus pela cidade&#8230; e definitivamente ele &#8220;não é paz na city&#8221;.
Eu nunca passei tanta raiva ao usar um sistema de transporte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/1.jpg" title="1.jpg"></a><a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/3.jpg" title="3.jpg"></a>&#8230; essa grande sacada é da <strong>Daniela Oliveira</strong>, colega de mestrado que foi minha vizinha aqui em Goiânia. Realmente, ela disse tudo. Sitpass (http://www.sitpass.com.br/) é o nome do bilhete/passagem que nos permite circular de ônibus pela cidade&#8230; e definitivamente ele &#8220;não é paz na city&#8221;.</p>
<p align="justify">Eu nunca passei tanta raiva ao usar um sistema de transporte coletivo na minha vida. Dentre os poucos que conheço ao perambular por aí, o de Goiânia está como o primeiro nos quesitos &#8220;péssimo, caindo aos pedaços, tosco, quente, barulhento, sujo e até perigoso&#8221;. Já fiquei presa pela mochila na porta de entrada de um ônibus, já quase fui atropelada - na calçada - por um ônibus que enconstava no terminal Praça da Bíblia, já vi um menino de uns 5 anos ficar pendurado na porta (foi assim: um homem que parecia ser o avô da criança descia do ônibus junto com o menino&#8230; pegou na mão do muleque e fez com que ele descesse na frente, depois veio atrás sem soltar a mãozinha do pequeno&#8230; e isso foi o que salvou o guri: o motorista fechou a porta e arrancou no meio dessa operação. Então ficou o avô para dentro do ônibus e o menino - pendurado pela mão - para fora&#8230; e o ônibus andando!</p>
<p align="justify">Revoltante.</p>
<p align="center"><a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/2.jpg" title="2.jpg"></a></p>
<p align="justify">Recomendo a todos: se você vier passear na terra do pequi, ande de ônibus. É uma experiência única. Você passará calor, ficará irritado devido ao barulho (proveniente do motor, da bateção de janelas velhas, das pessoas gritando, da porta batendo ao fechar&#8230;), não receberá respostas aos seus &#8220;bom dia&#8221; proferidos aos motoristas&#8230; na realidade, muitos deles são de dar medo&#8230; já briguei com alguns mas depois fiquei temerosa&#8230; vá saber até onde vai a tosquice dessas pessoas brutas?</p>
<p>E para confirmar essa história toda, vejam a HQ do Eduardo Spicacci, estudante de design gráfico na UFG&#8230; é minha gente, não estou mentindo não!</p>
<p><a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/1.jpg" title="1.jpg"></a>1. <a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/1.jpg" title="1.jpg"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/1.thumbnail.jpg" alt="1.jpg" /></a><a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/1.jpg" title="1.jpg"></a></p>
<p>2. <a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/2.jpg" title="2.jpg"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/2.thumbnail.jpg" alt="2.jpg" /></a></p>
<p>3. <a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/3.jpg" title="3.jpg"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/3.thumbnail.jpg" alt="3.jpg" /></a></p>
<p>4. <a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/4.jpg" title="4.jpg"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/4.thumbnail.jpg" alt="4.jpg" /></a></p>
<p>5. <a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/5.jpg" title="5.jpg"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/05/5.thumbnail.jpg" alt="5.jpg" /></a></p>
<p>*** Observem bem o desenho da imagem 4&#8230; acreditem, é exatamente assim!</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>shine!</title>
		<link>http://breviario.org/cumulusnimbus/2008/04/25/shine/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 06:25:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoela Afonso</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Guardados]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma vez vasculho as pilhas que edificam meu universo particular. A cada centímetro percorrido, um infinito diferente. Outros tempos, outros espaços.
Encontrei algo muito brilhante dentro de uma pasta de papelão que estava entre muitos papéis, que estavam dentro de um plástico, que estava dentro de uma pilha composta pelas Cartas a Théo, por uma pasta canaleta preta, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Mais uma vez vasculho as pilhas que edificam meu universo particular. A cada centímetro percorrido, um infinito diferente. Outros tempos, outros espaços.</p>
<p align="justify">Encontrei algo muito brilhante dentro de uma pasta de papelão que estava entre muitos papéis, que estavam dentro de um plástico, que estava dentro de uma pilha composta pelas Cartas a Théo, por uma pasta canaleta preta, e plásticos, e papéis, tubos de tinta a óleo, flanela, escova de prancheta, pincéis chineses, lâminas para estilete, pó, pêlos amarelos de gato.</p>
<p align="justify">Tudo muito bem equilibrado em cima de um banquinho vermelho.</p>
<p align="justify">Leis da gravidade.</p>
<p align="justify">O brilho aumentanva à medida que eu adentrava nessa selva: tirei os objetos, depois os livros, depois a pasta preta, depois os papéis&#8230; cheguei ao plástico. Abri-o. Retirei as pastas, os papéis&#8230; e o brilho aumentava.</p>
<p align="justify">Encontrei um coração. Nele, um pedido:</p>
<p><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/04/purpurina.jpg" alt="purpurina.jpg" /></p>
<p align="center"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/04/purpurina2.jpg" alt="purpurina2.jpg" /></p>
<p align="justify">E eis que vem o choque: diante da brutalidade, da estafa, da rotina, do cumprimento de tarefas, das relações estagnadas, da automação: a poesia. Sempre ela. Brilhante. Regeneradora.</p>
<p align="justify">O poema hoje é o pedido por mais brilho. Enquanto lá fora o mundo concretiza, segundo a segundo, o ritual autofágico que abastece a máquina-sistema, a criança só pede brilho.</p>
<p align="justify"><strong>- Deixa a gente usar a <em>porpurina</em> por favor!</strong></p>
<p align="justify">Você tem <em>porpurina</em> para emprestar? Meus olhos têm pedido brilho&#8230; têm perdido brilho. </p>
<p align="center">***</p>
<p align="justify">Quando eu era professora no Colégio Nossa Senhora de Sion, em Curitiba, por volta de 2002, de vez em quando recebia esses bilhetinhos das alunas. As meninas eram loucas por purpurina, mas geralmente o brilho é algo caro. Mas regular o brilho é uma maldade. Era impossível não ceder a esses pedidos em forma de coração. Como fadinhas, elas queriam colocar brilho em tudo: no desenho, nas unhas, nas mãos, no rosto, no mundo. Mal elas sabiam que o brilho é a própria infância.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Bakun-Buchmann-Back</title>
		<link>http://breviario.org/cumulusnimbus/2008/03/02/bakun-buchmann-back/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Mar 2008 16:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoela Afonso</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Guardados]]></category>

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		<description><![CDATA[Estranhas conexões as que, de repente, desvelam-se diante dos olhos e vêm à consciência. Estava aqui preparando as aulas desse semestre, todas envoltas em conteúdos relacionados ao desenho. De cara fui ao meu livro de Orlando DaSilva - Guido Viaro: alma e corpo do desenho - pelo qual tenho muito apreço, pois ganhei um exemplar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Estranhas conexões as que, de repente, desvelam-se diante dos olhos e vêm à consciência. Estava aqui preparando as aulas desse semestre, todas envoltas em conteúdos relacionados ao desenho. De cara fui ao meu livro de Orlando DaSilva - <em>Guido Viaro: alma e corpo do desenho</em> - pelo qual tenho muito apreço, pois ganhei um exemplar diretamente das mãos do autor-gravador-artista-escritor-portuga, em Curitiba, por volta de 2004 ou 2005 (sem falar que nele há um texto inspiradíssimo a respeito da arte do desenho, de autoria de DaSilva). Nesse livro, o autor inicialmente apresenta os textos de Viaro a respeito de outros artistas paranaenses&#8230; e assim fui cair em Bakun, pelo qual sempre tive uma admiração distante, pois não conhecia direito sua história, apenas algumas de suas pinturas expostas nos museus de Curitiba ao longo dos anos em que lá perambulei. A lembrança de Bakun levou-me imediatamente a Luciano Buchmann, artista do qual gosto muito, meu ex-professor na pós-graduação concluída em 2004, na Faculdade de Artes do Paraná. Buchmann transformou a história dos pioneiros das artes no Paraná em livros infanto-juvenis; certamente um projeto lindo e de grande importância (tem uma amostra lá no meu <a href="http://www.manoelaafonso.zip.net">Diário de Bordo</a>). Tenho 2 de seus livros já há 5 anos, mas só agora fiz as leituras com a devida atenção&#8230; mas acredito que tudo tem seu tempo. E é dessa forma que mantenho interesse e curiosidade pelas coisas que tenho em minha casa&#8230; muitas delas eu não conheço, estão ali esperando o seu momento de revelação.<br />
Bom, Buchmann, através de Bakun, levou-me a Back: creio que foi em 2004. Eu perambulava pela Asa Sul, em Brasília, ainda desvendando a cidade. Encontrei um sebo e, feliz da vida (pois Brasília não tinha cara de quem ia me oferecer sebos perdidos em ruazinhas tortuosas) adentrei seus corredores para fugir um pouco da horizontalidade e da geometria sufocantes da cidade. Fui direto às prateleiras do assunto &#8216;arte&#8217;, como sempre. Como que um sinal profético, vi em letras bem grandes: BAKUN.</p>
<ol><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/03/bakun1.jpg" alt="bakun1.jpg" /></ol>
<p align="justify">Eu estava sem grana naquele momento, então escondi o catálogo lááááá no fundo da estante e voltei no dia seguinte, afoita, para adquirir esse exemplar. Pensei: <em>Curitiba está me chamando!</em> Eu estava em crise com Brasília, uma cidade difícil de digerir logo de início&#8230; não estava certa da minha decisão de ter deixado Curitiba tão abruptamente. Enfim, fiquei em crise. Mas adquiri o catálogo, não o li, a crise passou e, agora, 4 anos depois, DaSilva leva a Viaro que leva a Bakun que leva a Buchmann que leva a Back, o qual eu desconhecia por completo. Sylvio Back é cineasta, foi por isso que encontrei um catálogo seu - autografado - em Brasília, sede de um dos festivais de cinema mais importantes do Brasil. Divido com vocês alguns trechos da referida publicação, a qual elucidará mais a respeito do grande artista que foi Bakun e desse importante cineasta nacional tão preocupado com a memória do sul/sudeste - desmemoriado - do nosso país.</p>
<p align="justify">1. Primeiro quero destacar e concordar com as afirmações feitas por Padrella. Eu, como filha dessa terra e conhecedora das dificuldades de ser artista em Curitiba, dou-me esse direito:</p>
<ol><a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/03/bakun5pq.jpg" title="bakun5pq.jpg"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/03/bakun5pq.thumbnail.jpg" alt="bakun5pq.jpg" /></a></ol>
<ol><a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/03/bakun4pq.jpg" title="bakun4pq.jpg"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/03/bakun4pq.thumbnail.jpg" alt="bakun4pq.jpg" /></a></ol>
<p>2. Um pouco sobre Sylvio Back:</p>
<ol><a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/03/bakun2pq.jpg" title="bakun2pq.jpg"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/03/bakun2pq.thumbnail.jpg" alt="bakun2pq.jpg" /></a></ol>
<p>3. O belíssimo cartaz do filme:</p>
<ol><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/03/bakun6pq.jpg" alt="bakun6pq.jpg" /></ol>
<p>4. Para finalizar, um presente para os olhos: uma pintura de Miguel Bakun</p>
<ol><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/03/bakun3pq.jpg" alt="bakun3pq.jpg" /></ol>
<p align="justify">Fonte dos textos e imagens: &#8220;O auto-retrato de Bakun&#8221;, catálogo do filme de Sylvio Back, 1984.</p>
<p align="justify">***Uma observação: como falei em algum lugar do texto, essas conexões partiram de Guido Viaro. Então, não poderia deixar de mostrar uma das pinturas desse mestre italiano radicado no Paraná, sobretudo quando o texto de Buchmann que acompanha a imagem fala dos meus Cumulus&#8230;nimbus. Apreciem, até a vista. (fonte: Buchmann, Luciano. <strong>Guido Viaro</strong>: Guido vendo longe. p. 3).</p>
<ol><a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/03/viaro1pq.jpg" title="viaro1pq.jpg"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2008/03/viaro1pq.thumbnail.jpg" alt="viaro1pq.jpg" /></a></ol>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Eterno retorno</title>
		<link>http://breviario.org/cumulusnimbus/2008/02/22/eterno-retorno/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 17:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoela Afonso</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Memória Recente]]></category>

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		<description><![CDATA[Canta ao longe
a voz que ontem vivi.
Cala-se a natureza,
mas repetem-se,
numa oração de séculos,
as mesmas palavras,
as que me acordaram.
Apagam-se o sol e as luas,
mas uma voz de pelúcia
acaricia-me os ouvidos.
A voz de um brinquedo quebrado.
A voz que ouço sem saber imitar.
Antonio Costella, do livro Currículo do Tempo, ed. Mantiqueira. (Campos do Jordão)
Bem amigos, estou quase de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Canta ao longe<br />
a voz que ontem vivi.</p>
<p>Cala-se a natureza,<br />
mas repetem-se,<br />
numa oração de séculos,<br />
as mesmas palavras,<br />
as que me acordaram.</p>
<p>Apagam-se o sol e as luas,<br />
mas uma voz de pelúcia<br />
acaricia-me os ouvidos.<br />
A voz de um brinquedo quebrado.<br />
A voz que ouço sem saber imitar.</p>
<p>Antonio Costella, do livro Currículo do Tempo, ed. Mantiqueira. (Campos do Jordão)</p>
<p align="justify">Bem amigos, estou quase de volta, voltando sempre&#8230; re-voltando. Em breve retomarei meu projeto de me perder nas memórias, ficar à deriva sobre lembranças, sobre cumulusnimbus. Volto já - e esse &#8220;já&#8221; contém todo o tempo do mundo.</p>
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		<title>da leitura de ontem à noite</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 12:45:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoela Afonso</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Memória Recente]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A experiência, e não a verdade, é o que dá sentido à escritura. Digamos, com Foucault, que escrevemos para transformar o que sabemos e não para transmitir o já sabido. Se alguma coisa nos anima a escrever é a possibilidade de que esse ato de escritura, essa experiência em palavras, nos permita liberar-nos de certas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&#8220;A experiência, e não a verdade, é o que dá sentido à escritura. Digamos, com Foucault, que escrevemos para transformar o que sabemos e não para transmitir o já sabido. Se alguma coisa nos anima a escrever é a possibilidade de que esse ato de escritura, essa experiência em palavras, nos permita liberar-nos de certas verdades, de modo a deixarmos de ser o que somos para ser outra coisa, diferentes do que vimos sendo.”</p>
<p align="justify">Jorge Larrosa e Walter Kahan - do livro &#8216;O mestre ignorante&#8217;, de Jacques Rancière</p>
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		<title>MEME</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Oct 2007 18:23:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoela Afonso</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Memória Recente]]></category>

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		<description><![CDATA[A convite do Diego, lá vai minha quinta frase da página 161 do livro mais próximo a mim:
&#8220;A vida parece ter se originado nos oceanos primordiais que cobriam a Terra há 4 bilhões de anos.&#8221;
HAWKING, Stephen. O universo numa casca de noz. São Paulo: Mandarim, 2001.
Por falar em origem da vida, nós estivemos ontem no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A convite do Diego, lá vai minha quinta frase da página 161 do livro mais próximo a mim:</p>
<p align="justify"><strong>&#8220;A vida parece ter se originado nos oceanos primordiais que cobriam a Terra há 4 bilhões de anos.&#8221;</strong></p>
<p align="justify">HAWKING, Stephen. <strong>O universo numa casca de noz.</strong> São Paulo: Mandarim, 2001.</p>
<p align="justify">Por falar em origem da vida, nós estivemos ontem no Vale do Amanhecer, que fica aqui próximo à Brasília, em Planaltina/DF. É a doutrina mais sincrética que já vi em toda a minha vida. Para quem quiser saber mais sobre Tia Neiva e Pai Seta Branca, confira: <a href="http://www.valedoamanhecer.com/">http://www.valedoamanhecer.com/</a></p>
<p><a href="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2007/10/vale1.jpg" title="vale1.jpg"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2007/10/vale1.jpg" alt="vale1.jpg" /></a></p>
<p align="justify">Pessoas, convido todos vocês a postarem nos comentários a quinta frase completa da página 161 do livro mais próximo a vocês. Bjos!</p>
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		<title>vai Talião, corta-lhe a mão!</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Oct 2007 03:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoela Afonso</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Memória Recente]]></category>

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		<description><![CDATA[De vez em quando vem a lucidez: êta vidinha engaiolada medíocre essa de cidadã correta, contribuinte, em dia com as contas, com os compromissos, com a boa educação.
&#8220;Por favor&#8221;, &#8220;bom dia&#8221;, &#8220;obrigada&#8221;.
Eu gosto dessas palavras. Gosto de atitudes civilizadas. Gosto da polidez inglesa. &#8216;Um cubo ou dois, madame? Um, por favor&#8217;. Mas é sempre bom [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2007/10/fronha.jpg" alt="fronha.jpg" />De vez em quando vem a lucidez: êta vidinha engaiolada medíocre essa de cidadã correta, contribuinte, em dia com as contas, com os compromissos, com a boa educação.</p>
<p align="justify">&#8220;Por favor&#8221;, &#8220;bom dia&#8221;, &#8220;obrigada&#8221;.</p>
<p align="justify">Eu gosto dessas palavras. Gosto de atitudes civilizadas. Gosto da polidez inglesa. &#8216;Um cubo ou dois, madame? Um, por favor&#8217;. Mas é sempre bom lembrar que tratamento civilizado não é para todos. Há quem mereça todas as conseqüências de um dia de fúria. Espíritos de porco - antes o fossem, pois eles, os porcos, são civilizados - merecem mesmo aquele xingamento em slow motion, aquela cortada no trânsito, aquela buzinada gostosa e infinita seguida de vááários golpes de luz alta. Aqui no Goiás faço isso com mais cuidado, visto que os casos apresentados no Linha Direta são comuns por aqui.</p>
<p align="justify">E esses ladrões de galinha? Merecem aquele tiro pro alto, aquele muro com arames e cacos e eletricidade para proporcionar algum divertimento. Quer levar? Pode levar. Mas ao menos mereço rir um pouco, aqui do lado de cá das grades da janela e das portas fechadas à tetra. Já me falaram que a justiça tem que começar pelo Congresso&#8230; ahhhh! Mas o que eu posso fazer efetivamente contra um Calheiros? Eu quero é queimar um Judas, o que estiver mais próximo, já que dificilmente poderei crucificar &#8216;o homem&#8217;.</p>
<p align="justify">Tudo bem, não foi dessa vez. Ontem um maldito ladrãozinho roubou roupas do meu varal. Que situação ridícula. O infeliz virou freguês, visto que é a segunda vez que vem ao brechó da classe média decadente. E foram-se os lençóis, uma toalha de banho desbotada com mais de dez anos e uma camiseta do Snoop, também muito antiga, mas conservada. Que puxa! O puto escolheu a dedo, deixou os prendedores, mas realmente não sabe reconhecer o valor das coisas. Ainda bem. Deixou a camiseta do Metallica e a calça do meu pijama de ursinhos - deve ser algum pagodeiro vileiro. É sim! Isso é um preconceito! Bastardo pagodeiro!</p>
<p align="justify">Restaram apenas as fronhas alaranjadas e floridas, com as quais cubro meu rosto de vergonha por não ter coragem de armar uma bela tocaia para o &#8216;maledeto&#8217;. Vai que ele resolve se vingar e passar atirando contra a minha pessoa de dentro de um Opala preto rebaixado ao som do pior funk tipo &#8220;cachorra&#8221;? Mas deixe estar, em breve enviarei o meu recado. Aguardem.</p>
<p align="justify">***Tomara que as pulgas do meu gato por enquanto possam se vingar por mim. Ovos, eclodam!</p>
<p align="justify">Detalhe: a camiseta que estou usando nessa foto tirada hoje é a mesma do post ali embaixo, onde estou com a Lua, anos 90. Então, vocês podem entender o amor que tenho pelas minhas roupas velhas?</p>
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		<title>Um milho desgarrado</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 07:50:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manoela Afonso</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Memória Recente]]></category>

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		<description><![CDATA[
Preciso registrar esse momento: reles, porém, cheio de significâncias.
Estava eu, na solitária madrugada de quinta-feira, em gyn - bebendo rum, a bebida dos saqueadores.
Depois de milênios sem entrar no msn, encontrei meu amigo &#8216;fazedor de amanhecer&#8217;, Bernardo.
Eu em Goiânia, ele em Piraí/RJ.
Rum daqui, vinho de lá.
Eu ouvindo Fado e ele Aretha Franklin.
Ele fazendo biscoitos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://breviario.org/cumulusnimbus/files/2007/07/milho1.jpg" alt="milho1.jpg" /></p>
<p align="justify">Preciso registrar esse momento: reles, porém, cheio de significâncias.<br />
Estava eu, na solitária madrugada de quinta-feira, em gyn - bebendo rum, a bebida dos saqueadores.<br />
Depois de milênios sem entrar no msn, encontrei meu amigo &#8216;fazedor de amanhecer&#8217;, Bernardo.<br />
Eu em Goiânia, ele em Piraí/RJ.<br />
Rum daqui, vinho de lá.<br />
Eu ouvindo Fado e ele Aretha Franklin.<br />
Ele fazendo biscoitos e origami - e eu acompanhando o processo pela webcam.<br />
Nesse entremeio, muita besteira, muito papo de boteco, muito riso frouxo e as bochechas ficando vermelhas. Mais vinho de lá, mais rum daqui.<br />
Lá pelas tantas fui reabastecer meu copo e resolvi comer o que tinha na geladeira: 1 último palmito boiando no vidro e o resto das ervilhas em conserva.<br />
Animadamente continuamos nosso papo e eu, às colheradas, comendo as ervilhas todas. De repente me dou conta de algo extremamente inusitado: um milho forasteiro!<br />
O que faz um milho querer ser enlatado com ervilhas? Será uma questão de gênero? Mas ele continuará enlatado!<br />
De certa forma, o milho desgarrado falhou em seu projeto rebelde; ele apenas passou a ser um enlatado com os diferentes, negando sua origem de grão de milho. Quantos equívocos daqueles que pensam que poderão se fazer passar por verdes quando são descaradamente amarelos. E não há mal algum: uns são verdes, outros amarelos, e viva a diferença.<br />
Oh pequeno grão de milho, ao menos você mostrou alguma inquietação. Mas da próxima vez, procure algo além da lata.</p>
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