chamados…

Postado em September 29, 2008
Categoria Memória Recente |

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meados de 2006: no meio da madrugada acordo de supetão. sento na beirada do colchão e olho para cima, sonolenta… imediatamente vejo algo que estava lá como que só esperando para ser visto: dois discos feitos de luz verde. um chamado? eles não possuíam matéria, eram feitos de quadrados giratórios verdes fosforescentes. e eram dois: um ficava mais em cima e o outro, logo abaixo, posicionado em diagonal. tudo aconteceu muito rápido: acordei-sentei-olhei para cima-vi os discos-acompanhei seu movimento até sumirem no fundo do cômodo. por alguns instantes pensei: devo estar maluca… então voltei a dormir.

essa experiência ficaria guardada e/ou esquecida na minha memória se não fosse outro fato muito estranho…

ainda em meados de 2006: certa vez peguei um táxi. eu havia acabado de chegar de brasília na rodoviária de goiânia e já era tarde da noite. para a ‘alegria’ do meu lado  impaciente, tive a ’sorte’ de pegar um taxista falante… papo-vai-papo-vem e eu dizendo muitos ‘uhum… sei… ah é?… ahã…’ - resquícios da simpatia curitibana. e não é que lá pelas tantas eu me interessei demais pelo assunto? sem mais nem menos o moço-taxista começou a relatar fatos muito estranhos… a coisa começou nas suas pescarias com a família no rio araguaia e, de repente, ele começou a relatar seus contatos imediatos… fiquei mais muda do que já estava. quando ele revelou o que sua filha havia visto num de seus últimos acampamentos no meio do mato, gelei: discos de luz verde no tamanho de pratos de sobremesa… exatamente como os que eu havia visto dentro de casa!

euforia! euforia!

segundo o taxista, são sondas alienígenas que realizam coletas de pesquisa aqui no planeta terra… e eu fiquei a me perguntar o que é que poderiam estar pesquisando dentro do meu caos particular!? meu gato, as aranhas, as lagartixas, os livros de arte, a poeira, o que poderia interessar a seres extraterrestres dentro do meu cafofo?

bom, depois de ouvir o relato do taxista, contei-lhe sobre a minha experiência. e a partir de então, contei para marido, pai, mãe, amigos, irmãos, e todos que quisessem ouvir minha história sem cabimento…

em 2008: é aí que entra o terceiro fato estranho: há alguns meses contei o ocorrido para um amigo extremamente cético. ele é médico legista, artista, estuda psicanálise e não acredita em muita coisa, a não ser que possa ser calculada, provada, estimada, enfim… depois que lhe contei a história toda, ele disse em tom clínico: -você pode ter alucinado durante um sonho… mas vou te contar uma coisa que aconteceu uma vez: há algum tempo eu estava com um grupo de colegas médicos num evento de medicina… já era tarde, fomos jantar num restaurante que estava quase fechando. a porta do estabelecimento estava entreaberta. lá pelas tantas, uma bola de luz verde entra pela porta, sobrevoa o espaço interno, e sai novamente pela porta… todos ficaram em silêncio, limitando-se apenas a perguntar uns para os outros: você viu? vi… então tá bom.

e agora passo a vida a esperar que a nave venha me buscar, como naquela linda cena do memorável “contatos imediatos do terceito grau” de steven spielberg (1977)… sobretudo naqueles dias em que o trânsito está uma merda, os desejos se revelam medíocres, os projetos parecem um tanto limitados, tudo o que é vivo no planeta sofre as conseqüências do convívio com a raça humana, a qual se auto-destrói com requintes de crueldade como num espetáculo bárbaro maravilhoso… é nesses dias-limite que eu sinto que a vida no planetinha já deu-pra-cabeça. eu gostaria mesmo é de subir nesta nave musical e conhecer o outro lado do aquário…

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Imagens: 1. eu em brasília, foto por miguel ambrizzi (não seria brasília uma grande nave enguiçada?) 2. cena do filme “contatos imediatos do terceiro grau”.

Comentários

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3 Comentários »

2008-09-29 22:55:33

Manu

Muito bacana suas experiências. Já ouvi muitos relatos e já presenciei coisas estranhas. E creio em Hamlet “há mais entre o céu e a terra…”.

Creio também que toda nossa ciência ainda é muito limitada. O que era impossível há 50 anos hoje já não é. Então, quem viver verá muita coisa ainda.

Não sei o que são. Mas sei que existem.

*Se conseguir ir para o outro lado do aquário, me chame. Também casei dos homosapiens.

beijos…

 
ju
2008-09-30 11:20:53

uau… fico até meio sem saber o que dizer… mas pq será que algumas pessoas têm a sorte dessas experiências e outras não? hehehe, em outras palavras: também queeeeeeeeeero!!!
;-)
beijão!

 
2008-10-02 08:54:35

Engraçado, esses dias passei quase uma hora dizendo que eu acreditava em chupacabra, em naves e também que seres alienígenas vivem entre nós mas nunca presenciei nada. Parece a mim que eles se escondem nos centros urbanos. Beijo

 
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